Perdemos mais uma.
(16 Apr 2006 - 23:57)
- /04/2006 - 20h05
Em casa, Palmeiras aprofunda crise com sua torcida
Da Redação
Em São Paulo
O revés diante do Cerro Porteño na última quinta-feira, em pleno Parque Antarctica, acirrou os ânimos da torcida do Palmeiras. Tanto que o lateral-esquerdo Lúcio, com medo, pediu para deixar o clube. Neste domingo, na rodada de abertura do Campeonato Brasileiro, o panorama ficou ainda pior. O time alviverde reviu o Parque Antarctica e, mesmo diante de sua torcida, foi superado pela Ponte Preta por 3 a 2.
Folha Imagem
Ponte Preta derruba o Palmeiras na estréia
FOTOS DA RODADA
O resultado derrubou uma invencibilidade do Palmeiras diante da Ponte Preta. O último revés alviverde em um confronto com a equipe campineira havia acontecido no dia 18 de setembro de 2002, quando o time dirigido por Levir Culpi foi superado por 2 a 0.
Mais do que isso, porém, o revés diante da Ponte Preta faz o clima no Palmeiras ficar extremamente conturbado. O meia Cristian, um dos mais contestados pela torcida, foi vaiado antes mesmo de entrar em campo (ele substituiu Márcio Careca durante o intervalo).
Vaiado antes de entrar, Cristian se recuperou em campo. O meia anotou o gol do time mandante, seu primeiro desde que foi contratado pelo Palmeiras (no início da temporada passada).
Agora, o Palmeiras acumula quatro partidas consecutivas sem conseguir um triunfo sequer no Parque Antarctica. O último placar positivo da equipe alviverde como mandante aconteceu no dia 19 de março, contra a mesma Ponte Preta, no Campeonato Paulista (vitória dos donos da casa por 4 a 2).
Desde então, o Palmeiras acumulou um empate e três derrotas como mandante. O curioso é que a igualdade aconteceu no confronto com o Corinthians, que foi no Morumbi. Nas três partidas que disputou no Parque Antarctica, o time paulista foi superado por Rio Branco (2 a 0), Cerro Porteño (3 a 2) e Ponte Preta (3 a 2).
Na segunda rodada do Campeonato Brasileiro, o Palmeiras entrará em campo no sábado. O time alviverde enfrentará o Figueirense no Orlando Scarpelli, em Florianópolis, às 18h10. No dia seguinte, às 16h, a Ponte Preta receberá o Vasco no estádio Moisés Lucarelli.
O jogo
Com cinco homens no meio-campo e apenas Luís Mário isolado no setor ofensivo, a Ponte Preta enfrentou o Palmeiras no Parque Antarctica disposta a marcar o adversário e sair nos contra-golpes. A iniciativa da equipe campineira foi auxiliada pelo elevado índice de erros de passes dos mandantes na intermediária.
Fechada e mais estruturada taticamente, a Ponte Preta inaugurou o marcador aos 36min. André Silva levou a bola à linha de fundo pela direita e cruzou rasteiro. Dentro da pequena área, Almir desviou de primeira e deslocou o goleiro Sérgio, que nada pôde fazer.
O gol tornou ainda mais evidente o desespero do Palmeiras, que errou praticamente tudo em campo. Sem criatividade ou competência nas trocas de passes, o time da capital não conseguiu levar perigo ao gol defendido por Jean antes do intervalo.
A morosidade do Palmeiras na etapa inicial fez o técnico Emerson Leão alterar a disposição tática de sua equipe. No intervalo, ele trocou os laterais Amaral e Márcio Careca pelos meio-campistas Ricardinho e Cristian, e recuou Marcinho Guerreiro para a defesa.
Em vez de aumentar a criatividade dos donos da casa, contudo, a mudança tática fez o Palmeiras se perder em campo. Totalmente confuso, o time da casa só ameaçou a Ponte Preta em cruzamentos e lançamentos longos.
Desarrumado, o Palmeiras foi castigado aos 20min da etapa final. Danilo levantou a bola para a área, Douglas tentou cortar de cabeça e jogou contra as próprias redes.
Só que o time da casa esboçou reação depois do gol sofrido. Aos 21min, Cristian arriscou chute de fora da área, de pé direito, e acertou o canto esquerdo do goleiro Jean para marcar seu primeiro gol com a camisa do Palmeiras.
Depois, aos 40min, Correa cobrou falta da direita para a área. A defesa da Ponte falhou e Edmundo, com muita liberdade, cabeceou no canto esquerdo baixo de Jean para fazer o segundo gol dos donos da casa.
A comemoração dos jogadores do Palmeiras, porém, mostrou que o confronto estava decidido. Cabisbaixo e desanimado, o time da casa mal festejou o gol de Edmundo e mostrou que a partida estava decidida.
PALMEIRAS
Sérgio; Amaral (Ricardinho), Leonardo Silva, Douglas e Márcio Careca (Cristian); Marcinho Guerreiro, Correa, Paulo Baier (Cláudio) e Marcinho; Edmundo e Washington
Técnico: Emerson Leão
PONTE PRETA
Jean; Luciano Baiano, Thiago Mathias, Rafael Santos e Iran; Ricardo Conceição, Da Silva, André Silva, Danilo (Jean Carlos) e Almir (Juliano); Luís Mário (Adauto)
Técnico: Osvaldo Alvarez
Local: estádio do Parque Antarctica, em São Paulo (SP)
Árbitro: Djalma José Beltrami Teixeira (Fifa-RJ)
Auxiliares: Aristeu Leonardo Tavares (Fifa-RJ) e Jorge Luiz Campos Roxo (RJ)
Cartões amarelos: Luís Mário (PO), Ricardo Conceição (PO), Iran (PO), Marcinho Guerreiro (PA), Edmundo (PA), Da Silva (PA), André Silva (PO)
Público: 2753 pagantes
Renda: R$ 42.350,00
Gols: Almir, aos 36min, Luís Mário, aos 43min do primeiro tempo; Douglas (contra), aos 20min, Cristian, aos 21min, Edmundo, aos 40min do segundo tempo