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A Alegria e o contentamento em manter-se

Aos que me conhecem, costumo dizer que ser constante é mais importante do que ser ágil, normalmente designado como sinônimo de uma eficiência que vai muito além da eficácia de transpassar um pensamento à prática ou de uma prática a outra melhor, seja uma prática mental ou material. Tal intenção nem sempre é percebida, contudo, em um palco onde a velocidade dos fatos, das pessoas e de suas intenções determinam o ritmo do dia-a-dia. É assombroso sentir que, em tantas oportunidades, elementos de vida e de pensamento valorosos passam-se desapercebidos como inúteis de forma indolor, marginal, omissa e passiva.

E, quando me questionam sobre esta constatação, respondo jocosamente:

_ De pressa já basta a pressa do mundo.

Recebi há pouco uma mensagem eletrônica do meu amigo, querido e amado amigo bahiano, Elvis Kempes com o pano de fundo do Dia das Mães (curiosidade: em Portugal, comemora-se esta data no 1º domingo de maio) em cujo final havia um excerto bíblico, o seguinte:

"Alegrei-me, sobremaneira, no Senhor porque, agora, uma vez mais, renovastes a meu favor o vosso cuidado; o qual já tínheis antes, mas vos faltava oportunidade. Digo isto, não por causa da pobreza, porque aprendi a viver contente em toda e qualquer situação. Tanto sei estar humilhado como também ser honrado; de tudo e em todas as circunstâncias, já tenho experiência, tanto de fartura como de fome; assim de abundância como de escassez; tudo posso naquele que me fortalece".

(Trecho da carta de S. Paulo aos Filipenses: 4.10-13)

Há também uma versão do mesmo trecho no Bíblia Online.

Sempre, dia após dia, tento pôr em prática o mote acima mencionado, algo muito difícil de realizar e que, muitas vezes, foge até à minha tangibilidade.

Sabemos nós, ao menos, que, ainda acordados, se vive em um grande turbilhão de experiências, num processo claudicante, torto, instável. No entanto, não saboreamos muitas vezes (no caso de alguns, nunca degustaram de fato) este mesma longa cadeia vital. Portanto, no fim, não sabemos, mesmo, de nada, de como se constitui uma vida.

Faz-se necessário, sempre que possível, tornar-se ao nosso íntimo e contemplarmos de que maneira estamos sendo constantes conosco mesmos e com os nossos sentimentos, que mais tarde expressar-se-ão em atitudes concretizadas, conscientemente ou não, que queiramos que sejam nobres e sinceros. Aos outros e, em primeiro lugar, a nós mesmos. É imperioso, como importante passagem deste trabalho subjetivo, exercitarmos a espiritualidade (o que não é exatamente a religiosidade embora, para muitos, ambos estejam interligados; no meu caso, um agnóstico teísta, há uma esforço no exercício da espiritualidade mesmo sem eu ser religioso no qual muitos versículos da Bíblia ajudam-me com meditações oportunas).

Acredito piamente em que o exercício subjetivo da contumácia nos torna fortes e contentes. No meu caso, o contentamento vem acompanhado da Alegria, do regozijo oriundo dAquele sempre presente, que tudo pode realizar e de tudo ciente.

-- WagnerSaback - 11 May 2008

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BlogPostTitle A Alegria e o contentamento do manter-se
BlogPostLanguage pt_BR
BlogPostDate 2008-05-11T19:58:27+00:00
BlogLicenseType BlogLicenseDefaultTWiki
Topic revision: r1 - 11 May 2008 - 20:37:42 - WagnerSaback

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