
O tempo sem tempo
Esse texto foi publicado em 2002 no Rascunho Digital, e trago tb o comentário feito pelo professor Felippe Serpa, pois acho o momento e o espaço conveniente para republicá-lo:
Até o tempo, tá sem tempo.
O tempo se resume ao instante.
Ao agora. As suas variações de presente, passado e futuro, misturam-se em uma só. Tudo é passado presente e futuro.
Tudo é: antes, agora, e depois.
O tempo, não perde mais tempo com tanta formalidade de existência.
E, talvez, por isso, corra o risco de não existir mais.
Porém, sua não-existência temporal o torna mais independente.
O tempo ficou autônomo.
Ele não precisa mais do espaço.
Tá na moda tempo.
Converteu-se em lugar , num só contexto
o tempo agora, é mais que antes
O tempo se tornou eterno depois...
serpa
serpa@ufba.br
CARA ROZANE, O TEMPO EMERGE NOS ACONTECIMENTOS E NÃO NA CONTAGEM DO RELÓGIO. CERTAMENTE POR ESSA RAZÃO O TEMPO ESTÁ SEM TEMPO COMO VOCÊ AFIRMA. CONFIGURAÇÕES DE ACONTECIMENTOS FORMAM AS TEMPORALIDADES, QUE SÃO DURAÇÃO NO SENTIDO BERGSONIANO E, CONCOMITANTEMENTE, SÃO TAMBÉM ESPAÇO. TEMPO ESPACIALIZADO(SINCRONIA) E ESPAÇO SINCRONIZADO(DIACRONIA) SÃO AS CARACTERÍSTICAS DAS TECNOLOGIAS EM REDE.
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