Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.
Saudades de tudo ou de todos, tanto faz. Saudades da família, dos amigos, das venturas e desventuras, dos tempos de mulecagem. Esses novos tempos em que me divido entre universitário e "trabalhador" tem sido difíceis. Nada mais de baladas à partir de quinta-feira, de imendar feriado em casa com os amigos, de viajar pra cá e pra lá, na casa de um ou outro, de festa em festa. Nem mesmo tempo pra pensar na vida, em meus planos, refazer as metas, os caminhos, agora é tudo na base da prática e em um estúpido jogo da tentativa e erro.
Mas sinto que valhe a pena. As noites mal dormidas corrigindo projeto e estudando para a pré-incubação, as férias trabalhando na b2, os pensamentos que vêem a cabeça cada vez que coloco a cabeça no travesseiro e lembro de alguma coisa importante para o SECOMP deste ano.
Espero realmente que sim, e que ao final de tudo isto, possa matar a falta dos amigos, da família, e um pouco das mulecagens. Enquanto isto, vou guardando este sentimento para dentro e erguendo a cara diante de cada batalha, pois afinal, o semestre está apenas começando!!