Libertando a Tradução Simultânea
Recomendações para elaboração de projeto de sonorização e tradução simultânea de palestras.
Com sugestões sobre transmissão on-line e gravação digital.
Ricardo Dentino
Introdução
O presente documento tem como objetivo sugerir algumas ações básicas para a elaboração de um projeto de sonorização que prevê o uso de tradução simultânea em eventos do tipo palestra.
A sonorização de um ambiente está intimamente ligada ao sucesso de qualquer evento, possibilitando ao público ouvinte a perfeita assimilação e inteligibilidade das informações ali expostas.
Em se tratando de um evento internacional, onde estejam previstas presenças de palestrantes e público de outros países, há de se prever a interligação do sistema de sonorização com um sistema de tradução simultânea.
Dentro dessa exposição, podemos ainda dizer que, num evento de porte internacional, a transmissão das palestras, gravadas ou ao vivo, via internet, seria praticamente um adendo obrigatório ao rol de serviços oferecidos pela equipe responsável pela organização.
Todas as etapas e procedimentos necessários ao bom funcionamento de um sistema de som, tradução e gravação/transmissão serão descritas a seguir. Antes porém, serão explicados os vários elementos que compõem esses sistemas.
Alguns elementos desse trabalho foram copiados do site da Media Marketing Solutions.
Foram usadas também referências técnicas sobre engenharia de áudio do livro Áudio – Engenharia e Sistemas de Luiz Fernando O. Cysne.
1. Sonorização de ambientes
Os elementos básicos de um sistema de sonorização são os microfones, o mixer, o amplificador e as caixas acústicas, também chamadas de projetores de som.
1.1 Microfone
Unidade responsável pela captação da voz do palestrante (pressão sonora) e sua transformação em sinais elétricos. Os microfones devem ser especificados de acordo com o tipo de situação (distância, ângulo, portabilidade, mobilidade) ou de captação.
Não raramente, reuniões em grandes grupos exigem que mais de um microfone seja utilizado para atender aos oradores. Neste caso, é necessário o uso de mixers (misturadores de áudio), cuja função é direcionar adequadamente vários sinais para um único sistema de amplificação, de forma que um não sobressaia demasiadamente a outro e possibilitando a inclusão de outras fontes de som.
1.1.1 Microfone com fio
Estes microfones são os mais simples e baratos, notoriamente, no entanto, são os que tem a menor chance de apresentar problemas. Estes microfones são conectados ao restante do sistema por intermédio de cabos, tornando mínima a possibilidade de qualquer tipo de interferência.
Os microfones com fio tem uma constituição robusta decorrente da minimização de componentes, o que reduz a possibilidade de defeitos ocasionados por mau uso ou quebra acidental. Eles são sempre uma boa escolha quando exigências de mobilidade e portabilidade se fazem menos necessárias que a segurança de captação ou mesmo quando seja necessário o uso de sistema de Backup (sobressalente de contingência).
1.1.2 Microfone sem fio (wireless)
Este equipamento tem os mesmos componentes de captação dos microfones com fio, isto significa que a qualidade de captação é exatamente a mesma.
A grande diferença se faz por possuir um sistema de transmissão sem fio para a captação remota de sinais. Por se tratar de um equipamento que opera por rádio freqüência existe sempre a possibilidade de interferência, principalmente em locais de grande congestionamento de antenas emissoras de ondas. Para minimizar este problema aconselha-se trabalhar com freqüências UHF, que são as mais altas até o presente momento.
Estes equipamentos permitem grande mobilidade e alcance, além de excelente portabilidade devido ao baixo peso dos equipamentos.
Estas características se fazem notórias no freqüente uso deste equipamento como volante para perguntas e respostas.
1.1.3 Microfone Headset
Este microfone foi desenvolvido com o intuito de manter as principais características de mobilidade e portabilidade dos microfones de lapela sem as inconveniências de se trabalhar com uma cápsula de grande sensibilidade compensando a distância da fonte de voz.
Neste caso, optou-se por colocar uma cápsula de captação próximo a boca, fazendo assim mínima a distância entre a fonte e a captação.
O conjunto foi acomodado em uma configuração headset (semelhantes às tiaras de telefonia) onde o único inconveniente é algum constrangimento por parte do palestrante.
1.1.4 Microfone goose neck (pescoço de ganso)
Este elegante microfone veio para substituir os modelos de punho com fio. Embora menos versáteis, estes microfones tem uma aparência muito discreta, favorecendo o uso em situações onde se deseja captar o som com segurança, sem prejuízo da visibilidade e aparência do locutor.
Este equipamento é largamente utilizado em programas de entrevistas, mesas redondas e equipando mesas diretoras em palestras. Este aparelho forçosamente deve ser acomodado a uma base plana como uma mesa ou púlpito reto.
1.1.5 Microfone de palco
Este microfone foi concebido para captar sons produzidos a longa distância. Inicialmente utilizado para palcos, onde os atores devem atuar com liberdade de movimentos, este microfone tem sua sensibilidade aumentada unidirecionalmente isto é, em uma única direção. Desta forma os microfones de palco podem captar os sons oriundos da cena sem maiores interferências do que se passa lateralmente.
1.1.6 Microfone de lapela
A função destes microfones é de captar sinais de voz via um receptor colocado à altura do peito do palestrante. Em função da distância entre a cápsula do microfone e a fonte de voz, estes microfones precisam ser excepcionalmente sensíveis, requerendo do operador de som uma cuidadosa regulagem para que não hajam feed-backs (microfonias).
Estes são os equipamentos mais notáveis em razão de sua portabilidade e mobilidade, permitindo liberdade total de movimentos. Não raras vezes esta mobilidade e portabilidade se faz inconveniente, pois pode ser tão transparente a ponto do palestrante esquecer-se por completo do equipamento, que como qualquer outro, exige algum cuidado.
1.2 Mixer ou mesa de mixagem
Responsável pela mistura dos sinais elétricos de áudio vindos dos microfones e outras fontes, tais como toca-discos, gravadores, etc.
O tamanho de uma mesa mixer é definido pelo número de canais, ou entradas, que serão utilizadas. Atualmente, os equipamentos misturadores ou mixers, alem de gerenciar o som de diversas fontes, transformaram-se em equipamentos tudo em um. Isto significa que incorporaram, de forma simplificada, outros equipamentos que lhes eram externos.
Um exemplo disto são as estações de trabalho que incorporam as funções de mixagem, amplificação, equalização e produção de efeitos, tudo num único aparelho. Entradas e saídas auxiliares permitem monitorar, desviar e ramificar os sinais de áudio, dando total flexibilidade à distribuição de áudio para vários ambientes.
1.3 Amplificador
O amplificador é o próximo elemento do sistema de sonorização. Sua função é receber o sinal elétrico do mixer e amplificá-lo a níveis adequados para um determinado ambiente. Não são equipamentos de manuseio constante, mas seu bom funcionamento é fundamental para o sistema. São equipamentos robustos e pesados e geram muito calor. Além disso, todos os cabos convergem para ele, por isto, a localização deste aparelho deve ser bem estudada.
Eles devem ser acondicionados em locais ventilados e longe da circulação de pessoas, mas não podem estar distantes do restante dos equipamentos para que os cabos não sejam por demais longos. A potência destes equipamentos é função do número de caixas e do tamanho do local a ser sonorizado, sendo necessário um projeto prévio. A natureza do evento e o ruído ambiente também são relevantes, pois determinam qual é a pressão sonora (volume) que será demandada.
Salvo ambientes controlados (locais fechados, boa acústica, nível de ruído normal), recomenda-se fazer uma inspeção do local para estabelecer um bom conjunto de caixas e amplificadores adequados para o local.
1.4 Caixas acústicas
Com o papel de transformar impulsos elétricos em ondas sonoras, as caixas acústicas tem papel fundamental. Afinal, não ouvimos corrente elétrica, mas sim, ondas de som.
As caixas acústicas devem ser escolhidas em função dos amplificadores que estão sendo usados. Normalmente, o conjunto amplificador/caixa acústica deve ser especificado conjuntamente em função do tipo de ambiente que se deseja sonorizar e, a não ser que o ambiente seja controlado (local fechado com geometria regular), recomenda-se inspecionar o local para execução de projeto mais adequado.
1.5 Recomendações Gerais
Fazer a verificação do nível de ruído do local. Se existem fontes de ruídos internas (equipamentos, pessoas, etc) e externas (trânsito, fábricas, etc), todas estas fontes devem ser consideradas.
Para que um som seja bem compreendido ele deve estar a 20 dB (decibéis) acima do nível de ruído local. Também não se deve expor uma platéia a um volume de som extremamente elevado (acima de 100 dB), além de um limite de tempo razoável.
Os indicadores de potência e eficiência mostram a capacidade de uma caixa acústica transformar potência elétrica em som audível. Quanto mais eficiente for uma caixa, mais som será extraído com uma mesma potencia. Por exemplo, uma boa caixa acústica pode ter eficiência de 96 dBW/m ou seja, ela produzirá 96 decibéis de som a um metro da caixa, a partir de 1 Watt de potencia elétrica. Procuramos trabalhar com caixas de 98 a 101 dBW/m.
O ângulo de recobrimento (Nominal Dispersion) se refere a região audível das caixas acústicas. Quanto maior o ângulo, maior a região recoberta em frente as caixas. Isto nos dá exata noção das regiões audíveis da platéia, o que nos permite corrigi-las, sobrepondo caixas acústicas ou reorganizar a disposição da platéia.
A resposta de freqüência (Crossover Frequency) são as freqüências reproduzidas pela caixa de som.
Na maioria dos casos, uma caixa de som "full-range" deve abranger todos os timbres audíveis. No entanto, analisando-se a curva de resposta, pode-se determinar a utilização de "woofers" ou "tweeters" para complementação ou reforço de determinadas freqüências.
Em linhas gerais, para um ambiente com as medidas de 17 metros de largura, 30 metros de comprimento e até 8 metros de altura, portanto, possuindo aproximadamente 4000 metros cúbicos (m3) deverá ser usado um conjunto amplificador de 200 watts RMS, conforme cálculos efetuados por Luiz Fernando Cysne em seu livro Áudio – Engenharia e Sistemas.
É muito importante frisar que a distribuição sonora realizada pelas caixas acústicas no ambiente da palestra deverá sempre ser em modo mono, ou seja, o amplificador (caso seja este um equipamento estereofônico), deverá estar trabalhando com o mesmo sinal em seus dois canais.
1.5.1 Sugestões de marcas e tipos de microfones
É sugerido para cada auditório ou sala o seguinte conjunto básico de equipamentos de sonorização:
-Microfones das marcas SHURE, AKG ou Sennheiser
- 1 microfone de lapela ou headset para apresentações em que o palestrante necessitar de mobilidade manual;
- 1 microfone com fio ou pescoço de ganso para cada palestrante da mesa;
- 2 microfones sem fio para perguntas da platéia.
1.5.2 Sugestões de mixers e amplificadores
- Mixer e amplificador conjugados em um único equipamento das marcas MACKIE, BEHRINGER ou STANER
- 1 Mixer de, no mínimo 6 canais de entrada, com 1 mandada de efeito por canal, equalização de 3 bandas, saída estéreo principal, saídas auxiliares, com amplificador conjugado de, no mínimo, 200 Watts RMS de potência e recurso de proteção dos canais em caso queda dos microfones;
- 1 ou 2 caixas acústicas com capacidade total de 300 Watts RMS.
2. Tradução simultânea
A tradução simultânea requer todo um esquema de equipamentos de áudio e rádio freqüência interligados, compondo um sistema que se presta a auxiliar o trabalho dos tradutores em um evento.
Constantemente, esse tipo de serviço vem incorporando uma série de inovações tecnológicas e recursos adicionais, possibilitando não apenas ouvir e traduzir as palavras, mas sim transmitir as posturas e emoções do palestrante ou conferencista, tornando possível ao auditório a absorção de todas as informações.
O sinal de áudio a ser enviado aos tradutores deve ser captado a partir da mesa de mixagem (mixer) através das saídas de fones de ouvido ou saída de linha. A partir daí, os elementos desse sistema são: o distribuidor de sinal, os fones de ouvidos e os microfones dos tradutores, as cabines com isolamento acústico, os transmissores e receptores.
Em se tratando de um sistema em se que opera com radio freqüência, devemos observar as possíveis causas de interferência e, quando possível, realizar testes com antecedência em locais onde não se tem certeza da qualidade da recepção de sinal.
2.1 Distribuidor de sinal de áudio
É responsável pela captação do sinal proveniente do mixer (voz do palestrante), e a sua distribuição para os fones de ouvidos das cabines dos tradutores. Geralmente possuem 1 entrada e 3 ou mais saídas.
2.2 Cabines de tradução
Sua função principal é isolar o tradutor de movimentos e ruídos externos, possibilitando ao tradutor mais fidelidade ao que está sendo traduzido.
2.3 Fones de ouvido e microfones
Equipamento utilizado pelos tradutores, os fones de ouvido recebem o sinal de áudio proveniente do distribuidor contendo a informação original (voz do palestrante) e podem vir equipados com microfone.
Os microfones das cabines dos tradutores enviam o sinal de áudio (tradução) para os transmissores. Caso o evento possua gravação e transmissão on-line, esse sinal é enviado também para os equipamentos de gravação e transmissão.
2.4 Transmissores
Este equipamento recebe o sinal de áudio proveniente dos microfones das cabines de tradução, transforma-os em sinais de rádio freqüência e transmite esses sinais para os receptores através de antenas. O transmissor deve funcionar em faixas de freqüência e potências adequadas a sua transmissão local, para que não provoque interferência em outros equipamentos, tão pouco sofra por interferência de outras fontes emissoras.
Geralmente, usam-se transmissores de FM ou LF. Sendo os primeiros mais susceptíveis a interferências geradas por sinais provenientes de estações de rádios FM locais.
2.5 Receptores
Este equipamento tem como função receber os sinais de rádio freqüência transmitidos pelos aparelhos transmissores. O receptor funciona em bandas de freqüência que podem ser ajustadas de modo a receber em cada uma delas uma tradução.
2.6 Recomendações
2.6.1 Distribuidor
Podem ser dois os tipos de distribuidores: os ativos e os passivos. Os ativos devem possuir uma linha de alimentação (geralmente 9v) para incorporar um amplificador, de baixa potência, com controle de volume do sinal para cada uma das saídas. Já o passivo (sem alimentação), deve trabalhar com o sinal da saída de fone de ouvido do mixer e fazer a distribuição do sinal através de suas saídas sem o controle efetivo do volume.
2.6.2 Cabines
Geralmente confeccionada em madeira (chapas de compensado ou aglomerado de 15mm, ou mais, de espessura), suas dimensões usuais são: 130cm de largura, 180cm de altura e 130cm de profundidade. Usa-se instalar uma bancada interna à altura padrão de uma mesa e à sua frente uma abertura a ser preenchida por um vidro ou chapa acrílica ou policarbonato. Seu acesso se faz pela parte de trás, através de uma porta contendo trinco interno e chave externa. Como complemento, são inseridos itens como cadeira e ventilador (ou ventoinha, circulando o ar de fora para dentro, instalada na parte superior da cabine). Fones de ouvido com controle de volume e microfone incorporado e lâmpada para leitura.
3. Sugestões para serviço de transmissão on-line, via internet e gravação digital
Esses dois serviços, em um evento internacional, podem ser considerados como sendo primordiais para a divulgação e promoção, elevando a categoria da sua organização.
3.1 Transmissão on-line
A transmissão ao vivo de um evento via internet é um recurso que consiste basicamente de um equipamento de vídeo (câmera, geralmente com capacidade para gravar imagens em fita ou disco dvd) e sua conexão com um computador com uma placa de captura de vídeo e um programa (codec). A câmera captura as imagens e som do evento, envia esse sinal composto ao computador que codifica essa informação e envia para um computador servidor (provedor) que fará a hospedagem e distribuição do "Streaming" (Vídeo comprimido - Internet).
Streaming é uma tecnologia de compressão de dados que permite ao usuário assistir a um vídeo ou ouvir um áudio sem precisar baixar o arquivo em seu computador. A transmissão é feita através de fluxos contínuos de dados, permitindo que usuários com conexões normais tenham acesso a conteúdos de áudio e vídeo que normalmente seriam muito demorados para serem carregados no computador para posterior execução.
Hospedado no provedor, o "streaming" (áudio e vídeo) é disponibilizado para diversas formas de acesso. A tecnologia de "streaming" é uma das mais adequadas para transmissão audiovisual para WEB, pois é uma plataforma em que as mídias são transmitidas em pacotes otimizados para a velocidade de acesso do usuário. Ou seja, o vídeo é carregado no computador de acordo com o tipo de acesso do visitante. Como o sistema funciona por fluxo, a velocidade de acesso do conteúdo é independente do tempo do vídeo, isto significa que a velocidade de visualização do seu conteúdo é igual entre um vídeo de 30 segundos e um vídeo de 1 hora, por exemplo. O sistema pode ser implantado em Intranet/Internet. O sistema pode ser sincronizado com textos, legendas e slides em apresentações do tipo "PowerPoint", recurso muito importante para palestras e seminários. O sistema também pode ser integrado com outros sistemas de educação on-line ou de transmissão de programas de TV e rádio, podendo também ser integrado ao um sistema de gravação digital on-line. A sugestão aqui apresentada, recomenda que, tanto na gravação, como na transmissão do evento, sejam separados o áudio do vídeo. Sendo o áudio gravado em 5 trilhas separadas (som original da locução, mais 4 traduções) simultaneamente com o vídeo ou um sinal de sincronismo enviado pela câmera.
3.2 Gravação digital
O recurso de gravação digital aqui sugerido relaciona algumas funcionalidades que uma estação de trabalho deve possuir no quesito equipamento (hardware) e programa (software).
3.2.1 Equipamento
Uma estação de trabalho cuja finalidade será a de gravar áudio e vídeo simultaneamente (podendo este último, ser substituído por uma trilha de sincronismo, já que o vídeo em si, estará sendo gravado pela câmera filmadora), e ainda enviar os sinais de entrada para um servidor de Streaming. Este equipamento deverá conter a seguinte configuração mínima:
- Processador = 2.8 Ghz - HD = SCSI 120 GB - Placa de som com 5 entradas de áudio - Placa de captura de vídeo
3.2.2 Programa
Um programa gravador de áudio e vídeo (ou trilha de sincronismo) com capacidade para capturar e sincronizar imagem e som com gravação simultânea de 5 canais de áudio (original + 4 traduções) em Hard Disk.
3.3 Esquema geral
Ricardo Dentino
4. Orçamentos (Levantamento de Custos)
4.1 Preços de equipamentos de tradução simultânea
1 - Foram pesquisadas/contatadas 22 empresas que trabalham com equipamentos de áudio e transmissão.
ALUGUEL E/OU VENDA DE EQUIPAMENTOS DE TRADUÇÃO PARA EVENTOS:
- PROIMAGE - PR - 3352-5305
- TECHNICAL CENTER - SP - 3977-8814 - ABRAÃO
- TELEPONTO - SP - 4996-4419 - VÂNIA
- JLP - RJ - 2547-3737 - PEYRÓ
- STOC - SP - 5641-7379 - NELSON
- DI SOM - SP - 6914-0533 - VANDERLEI
- MEDIA MARKETING - SP - 4128-9005
- BTS - SP - 3251-0679 - GEORGIA
- WEV - SP - 3488-4188
- MFM - SP - 5581-3513
- HOFFMAN - RJ - 2263-8000 - ALEXANDRE
FABRICAÇÃO DE EQUIPAMENTOS DE TRANSMISSÃO:
- MONTEL - SP - 5523-2773
- JCT-RJ - RJ - 3976-0707
- TELEMARC - SP - 4636-0475 - LÚCIO
VENDA E/OU ALUGUEL DE EQUIPAMENTOS PARA SONORIZAÇÃO:
- BEHRINGER (EQUIPO) - WWW.EQUIPO.COM.BR
- MACKIE (MACKIE) - WWW.MACKIE.COM.BR
- STANER (STANER) - WWW.STANER.COM.BR
- SENNHEISER(GANG MUSIC) - WWW.GANGMUSIC.COM.BR
- SHURE (PRIDE) - WWW.PRIDE.COM.BR
- CICLOTRON/WATSON - WWW.CICLOTRON.COM.BR
- ROLAND/BOSS - WWW.ROLAND.COM.BR
- YAMAHA - WWW.YAMAHA.COM
2 - Foi enviada a seguinte especificação a 3 empresas de locação de equipamentos de tradução:
As empresas:
- HOFFMAN
- TECHNICAL CENTER
- STOC
A especificação:
- a - 10 Equipamentos transmissores com capacidade para até 4 idiomas simultâneos trabalhando em uma banda de frequencia abaixo ou acima da faixa FM comercial (88 a 108 Mhz);
- b - 2000 (dois mil) Aparelhos receptores com fones auriculares.
- Enviem-nos, por favor, um orçamento de locação e outro de venda, se for esse também o seu caso.
3 - Foi enviada a seguinte especificação a 3 empresas fabricantes de equipamentos de transmissão de rádio frequência:
As empresas:
A especificação:
- a - Aparelhos transmissores de baixa potência (0,1 watt, + ou -) que operem em bandas de freqüência abaixo ou acima das rádios comerciais (88 a 108 Mhz) a fim de se evitar interferências e que não interfiram em bandas exclusivas e de segurança;
- b - Aparelhos receptores com fones auriculares que operem nas faixas de freqüências transmitidas pelos transmissores descritos acima.
- Este equipamento será utilizado em um evento cujas características são as seguintes:
- - 10 auditórios contíguos com capacidades variáveis de 200 a 500 pessoas;
- - Cada auditório terá até 4 traduções simultâneas.
- Portanto, em princípio, serão utilizados até 40 transmissores e 2000 receptores simultaneamente.
- Solicitamos o favor de nos enviar o detalhamento técnico dessa demanda, os valores e os prazos para a sua fabricação.
O andamento da pesquisa de preços pode ser acompanhado na seção 4.1.1 Orçamentos, abaixo.
Talvez uma consulta a rádios comunitárias possa dar alguma idéia de equipamentos e preços, posto que usualmente estas trabalham com orçamentos muito apertados.... Alguns contatos:
- Artidor Machado de Vargas – F. 51 3561-2552 – AERCOM FM –Estância Velha – RS.
- Elemar Cavalheiro – F. 51 3588-4199 – Rádio Feitoria FM – São Leopoldo – RS.
- João Alzeredo de Ponti – F. 51 3559-7977 - Rádio Harmonia FM – Sapiranga – RS.
- Moisés de Castro Vargas – F. 51 3484-4198 – Rádio do Bairro COHAB “C” – Gravataí – RS.
- Rovojaimes de Deus Soares – F. 55 3258-1306 – Rádio do Clube do Livro Coriolano Castro – Santana da Boa Vista – RS.
- Sadi Zamin do Prado – F. 55 3742-2854 – Rádio Padre Landel de Moura – Palmeira das Missões – RS.
Maiores detalhes podem ser obtidos no endereço
http://radcom.mc.gov.br/ ou também na AGERT.
--
MarioTeza - 18 Nov 2005
--
ThomasSoares - 20 Nov 2005
4.1.1 Orçamentos
*
Orçamentos.htm: Orçamento Tradução
4.2 Preços de equipamentos de sonorização
4.3 Considerações sobre aluguel e compra de equipamentos
Este texto foi elaborado com o intuito de fornecer informações para auxiliar na decisão entre a compra e o aluguel de equipamentos de sonorização e tradução simultânea, utilizados em eventos do tipo palestra.
O equipamento a ser adquirido ou alugado possui uma gama extensa de itens que requerem controle, inspeção e manutenção constantes. Por esse motivo e com o objetivo de esclarecer dúvidas acerca do que está envolvido neste tipo de trabalho, segue uma relação desses materiais.
Deve se levar em consideração que cada um desses itens deverá ter seu controle administrado pela empresa locadora, previsto em contrato, ou pelo pessoal responsável pela organização do evento.
SONORIZAÇÃO
Microfone – Cabos, conectores (plugs e jacks), cúpula de proteção da cápsula, espuma, aparelho transmissor (microfones sem fio), presilhas, pedestais e caixa para armazenamento;
Mixer – Conectores, botões de controle e caixa para armazenamento;
Amplificador - Conectores, botões de controle e caixa para armazenamento;
Caixa de acústica – Alto-falantes, grades de proteção de alto-falantes, conectores e cabos.
TRADUÇÂO
Distribuidor – Conectores, botões de controle e cabos de alimentação e de áudio, e caixa para armazenamento;
Fones de ouvido e microfone - Cabos, conectores (plugs e jacks), cúpula de proteção da cápsula, espuma, pedestais e caixa para armazenamento;
Transmissor - Conectores, botões de controle, antena e caixa para armazenamento;
Receptor – Fones de ouvido, espuma para os fones de ouvido, botões de controle, baterias e caixa para armazenamento;
Cabine de tradução – Trincos, chaves, porta, bancada, vidro ou acrílico, tomadas elétricas, ventilador ou ventoinha, luminária, parafusos e cantoneiras.
MATERIAL de apoio e reposição
Fios e cabos com conectores para rede elétrica e áudio (extensões e tomadas)
Conectores de áudio (RCA, P2 e P10)
Peças de reposição para cada um dos itens das seções SONORIZAÇÂO e TRADUÇÂO
FERRAMENTAL para manutenção e reparos
Alicates de corte, de bico, e para alta tensão;
Chaves de fenda e Philips;
Martelo;
Fitas isolante e Crepe;
Arame e barbante;
Lanterna;
Carrinho de transporte;
Alocação de pessoas e espaços para:
Verificação constante de todo o material (aparelhos, conectores, fios e cabos, baterias e acessórios);
Manutenção preventiva e limpeza dos equipamentos e acessórios;
Assistência Técnica;
Armazenamento;
Logística;
Controle de estoque de ferramentas, equipamentos, acessórios e peças de reposição.