Banco de Sementes Livres

Busca:

Arrecadação e Doação

2008

Programa Arroz Quilombola

Com a verba, será adquirido um engenho para armazenar sementes livres

O sucesso do 9º Fórum Internacional Software Livre (fisl), com mais de 7,4 mil participantes, garantiu às comunidades quilombolas um futuro mais promissor. Com o recorde de público, a verba arrecadada a partir da quantia de R$ 3,00 adicionada ao valor das inscrições plenas foi ainda maior do que nos eventos anteriores.

O resultado permite viabilizar a melhoria da infraestrutura, a partir da doação de recursos da Associação Software Livre.Org (ASL) para o Programa Arroz Quilombola, desenvolvido pelo Núcleo Ecologia e Agriculturas da Guayí e que desde 2005 reúne 20 comunidades quilombolas produtoras de sementes livres da região de Mostardas e Restinga Seca (RS). A entrega do cheque ao coordenador da Guayí, Nelson Dias Diehl, foi feita durante o encerramento do fisl pelo coordenador financeiro da ASL, Ricardo Fritsch. Segundo Diehl, a quantia doada será utilizada para compra de um engenho, que irá armazenar sementes livres.

Com os valores arrecadados a partir da inscrição do fisl, a ASL também apóia e contribuí com a TV Software Livre, em parceiria com o Ministério da Cultura (MinC), o Sindicato dos Bancários e o Serviço Federal de Processamento de Dados (SERPRO); com o projeto de difusão cultural de curtas-metragem brasileiros, em parceria com o Sindicato dos Bancários, o MinC e o Fórum de Educação da Restinga e Extremo Sul (FERES); e com projetos de neutralidade em carbono.

Celebração da colheita – A ASL recebeu nesta quarta-feira (23) o convite para Celebração da Colheita do Arroz Quilombola, que será realizado neste sábado e domingo, dias 26 e 27, nas comunidades quilombolas de Teixeiras (Mostardas) e Olhos D'Água (Tavares). “As Comunidades estão animadíssimas com a doação do Engenho pelo Software Livre e querem agradecer pessoalmente o apoio recebido”, ressaltou Diehl, no convite enviado a ASL.

2007

Relatório sobre o evento Aldeia Cultural / 2007 - II Mostra de Conhecimento Tradicional de Aldeia Velha / Silva Jardim - RJ

I. Introdução

O evento "Aldeia Cultural" faz parte de uma rede de trabalhos do projeto Escola da Mata Atlântica, que vem se constituindo como um Centro de Estudos de Plantas Medicinais, Agroecologia e Cultura Livre, na localidade rural de Aldeia Velha.

Rio de Janeiro, 18 de dezembro de 2007.

As atividades desse ano de 2007 ocorreram no fim de semana do dia 15 e 16 de dezembro e congregaram pessoas dos mais variados lugares: agricultores, artesãos, organizadores, estudantes, jovens, idosos e moradores do Assentamento de Cambucaes (Fetag / Silva Jardim), Assentamento Fazenda Viscondi (Casimiro de Abreu), Macharete, Aldeia Velha, Embaú, Feira Orgânica da Glória (Rio de Janeiro), Teresópolis, Miguel Pereira, Macaé, Silva Jardim, Ocupação Urbana Flor do Asfalto (Rio de Janeiro), Proex/UFRJ Raízes e Frutos, mestrandos do CPDA/UFRRJ e turistas locais. Sentiu-se a falta, entretanto, de gestores públicos e participantes de organizações e redes socias locais, apesar de terem sido mandados diversos convites.

Pensando criticamente sobre o evento podemos abordar os seguintes tópicos a seguir:

O grande ponto positivo foi a interação entre todos os presentes, catalisada pela Feira de Trocas, onde se perceberam outras possibilidades de aquisição de produtos para além da compra e da venda, além do retorno afetivo do ato de trocar. Os agricultores principalmente, ao trocar sementes e mudas, chegavam a ficar estupefatos. Houve também bom retorno financeiro, já que a maioria dos expositores teve boa parte dos produtos comprados ou trocados, em alguns casos totalmente vendidos.

Um dos principais objetivos do evento - que é a criação de alianças, redes de conhecidos, amizades e trocas de conhecimentos profissionais - foi percebida como muito intensa e produtiva.

Como pontos negativos, pode-se ressaltar a pouca divulgação do evento, conseqüência do reduzido apoio das secretarias municipais locais, que poderiam ter doado parte dos gastos com gráfica, e a chegada muito tardia do material patrocinado pela Fase, ocasionado também pela tramitação tardia do projeto e pela informação errônea, de que a instituição não patrocinava grupos como o nosso.

Outra questão é o excesso de atividades propostas, que talvez não condiga com o ritmo de vida dos moradores locais, percebendo - se certa incapacidade de participar do evento como um todo, e sim participando de atividades específicas do interesse de cada um.

II. A Construção da Casa das Sementes Livres de Aldeia Velha

O início do evento, no sábado, não poderia ser mais ligado ao movimento de resgate da cultura local: o embarreamento da casa de pau-a-pique do banco de sementes, localizada na escola local, com direito a churrasco e forró.

Participaram membros da EMA, estudantes universitários e alguns moradores...

Nesse caso também houve pouca divulgação local, o que não impediu que muitos viessem ver a obra e falar de como nunca tinham visto um embarreamento e como estavam gostando e apoiando a idéia, apesar de não desejarem participar ativamente.

III. O Cine Mata Atlântica

Os filmes apresentados, geraram boa repercussão, principalmente o curta sobre o "Curso de Gestores da Casa das Sementes Livres de Aldeia Velha" que ocorreu durante todo o ano de 2007 na escola local. Como muitos que apareceram no vídeo foram crianças e estudantes do supletivo noturno, houve muita identificação. Percebeu-se também, que no Cine Mata Atlântica, que é um evento que acontece desde o ano de 2006, os moradores já possuem uma relação com o projeto, e já participam espontaneamente, sem necessidade de uma grande divulgação.

IV. A Feira de Sementes e Produtores

A principal atividade da Mostra de Conhecimento Tradicional é a feira de domingo.

Nela, diferente atores sociais têm a oportunidade de expor suas criações, gerando um espaço de troca de experiências e aprendizado. Através das oficinas, pode-se aprofundar o interesse nos produtos em questão, e também difundir a técnica que os produziu.

Pela manhã, com a chegada dos diferentes produtores, como sempre com a ajuda das crianças locais, houve a montagem dos estandes, e a incorporação de expositores espontâneos, que não haviam sido contactados anteriormente. A variedade dos produtos se fez presente, entre eles: mel da "mata virgem" do Deni do Macharete; as bonequinhas de palha de milho e a luminária de casinha na árvore do Onoraih de Aldeia; as poesias infantis e o romance "Doralice" do Aliandro (Miudinho) também de Aldeia; as sementes agroecológicas de milho, vagem, feijão etc., mudas de batata-doce Yacon para suco verde, do Betão de Córrego Sujo / Teresópolis; os imãs de geladeira de palha de bananeira, sementes de feijão rosa rajado da Dona Alice do assentamento Cambucaes, que também fez enorme sucesso com suas pamonhas, papas de milho e doce de mamão verde; os descansos de mesa e bolsas da Margareth, oficineira do projeto de palha de bananeira de Silva Jardim; bolsas de banner reciclado e camisetas da Feira Orgânica da Glória; sementes de feijão "rapa-cuia", milho catetinho e quiabo São João do Neilton de Aldeia; queijos da Dona Zeni de Aldeia; sabão de óleo de cozinha reciclado, feita pela oficineira Dona Carmita; as roupas para feira de trocas de Tainá del Negri, Tadzia e Célia do Rio de Janeiro, as roupas infantis de Ádjoa de Miguel Pereira; além dos produtos da escola da mata: o dvd com o filme "Aldeia Velha e suas Raízes" que foi lançado na feira, os folders, o mapa êmico, o calendário 2008 das produtoras de Aldeia Velha, o selo de produção, a monografia de Julia Botafogo "Aldeia Velha e suas Raízes" sobre o projeto "Aldeia Cultural" mais a pesquisa local, além é claro de diferentes sementes agrícolas e florestais, como Ipê, Açoita-cavalo, Pau d´alho, milho branco, Mucuna, Guandú, etc...

Só para citar outros produtos: camisetas customizadas, mudas de Jussara e Açaí, bijuterias, sementes de Jambo, chapéu de palha, entre outros.

Com toda a feira montada, chegou a hora do tradicional cortejo pelas ruas de Aldeia, a parte lúdica do evento. O grupo "Oficina de Sotaques" de Tambor de Crioula do Rio de Janeiro puxou o cortejo com marchinhas, ao que o povo respondia pelas ruas "é carnaval!" Não foi muito demorado, nem agregou muitas pessoas, pois que o tempo urgia para o restante das atividades. Sentiu-se a falta de palhaços e malabaristas, para que a comitiva fosse mais colorida e brincante.

Após o cortejo se inaugurou a feira oficialmente, com a falação de agradecimento e explicação dos motivos de estarmos ali, ressaltando também a exposição dos livros da biblioteca local, que por falta total de apoio do poder público, está guardada há anos no depósito da Igreja Católica. Seguiu-se a conversa com o Renato da Feira Orgânica da Glória, convidado para debater sobre as questões que envolvem a organização de uma feira ecológica. Seguiu-se o Betão, que inclusive foi presidente da Abio

-

Associação de Agricultores Ecológicos do Estado do Rio de Janeiro, e que contou sua trajetória de produtor familiar, até chegar aos dias de hoje, em que refletiu que é necessário ser agroecológico e não apenas orgânico. Explicando, que não é só o uso de agrotóxicos que devemos rejeitar, mas também propor um uso da terra que envolva sua regeneração e equilíbrio com os ecossistemas envolventes.

Espontaneamente, o presidente da Associação de Moradores do Assentamento Cambucaes também contou sua trajetória como assentado da reforma agrária, e sua recente experiência como feirante da agricultura familiar em Silva Jardim, projeto da Ong Mico Leão Dourado / Rebio Poço das Antas. Também o senhor Leonardo, produtor de mudas do Assentamento Viscondi, contou sobre a implantação de agroflorestas em seu assentamento, projeto da Secretaria de Agricultura de Casimiro de Abreu.

Infelizmente pela escassez de tempo, outros produtores não puderam falar também, visto que a conotação política da feira começava a incitar a todos a se manifestar sobre o tema. Assim foi proposta a Feira de Trocas e o movimento entre todos os estandes começou, roupas por chapéu de palha, sementes por porta prato, principalmente os agricultores, que aproveitaram para trocar sementes e informações, matérias-primas de sua produção.

No almoço, realizado na escola local, houve a possibilidade de conhecer a casa de pau-a-pique do banco de sementes e também nossa horta de plantas medicinais. Desta, as mulheres assentadas levaram muitas mudas de citronela, artemísia, menta... Com a promessa de multiplicá-las em seus quintais.

Na volta do almoço, apesar do banzo geral, as oficinas de palha de bananeira e sabão de óleo de cozinha reciclado, fizeram sucesso. A população local, agora sabendo melhor das atividades que estavam acontecendo, e também com o fim da missa católica, cercou o evento. O pessoal do tambor de crioula fez uma linda oficina de brincadeiras infantis, com crianças, adultos, idosos, que colocou todo mundo a rodar numa ciranda multi-etária.

Já bem cansados, mas extremamente alegres, os produtores foram embora, levando plantas medicinais, produtos trocados, dinheiro dos vendidos, histórias e prometendo voltar para o ano que vem, com mais sementes caboclas, que dessa vez, sabendo melhor dos objetivos da feira, vão deixar secar, para que se tornem grãos de plantio.

Assim, arrumada a bagunça na pracinha, fomos fazer a etapa final do evento, a comemoração com os moradores locais. Que se iniciou com um animadíssimo bingo, e se encerrou com o forró dos "Filhos da Aldeia" pondo a vila em peso pra rodar no salão:

"Vou voltar pra minha terra

Vou cuidar do meu roçado

Plantar arroz, milho e feijão

Vou convidar os meus amigos

Pra dançar nas noites belas de São João"

Por Tainá Miê

Coordenação Agroecologia

Fonte: Tadzia Maya

Relatório do GT-Social da Organização do fisl6.0

Este relatório indica a destinação das doações rececebidas no 6º Fórum Internacional Software Livre, através de arrecadações dos participantes do evento e por meio das inscrições, às instituições patrocinadoras, os participantes das Mostras de Soluções, das palestras comercializadas, além da arrecadação que ocorreu durante a festa oficial do evento.

Arrecadação para o Programa Fome Zero

Para o programa Fome Zero, foram arrecadados junto a patrocinadores e participantes inscritos no FISL, o valor de R$23.182,20.

Doações em Espécie

As doações em espécie, vindas especialmente dos participantes das Mostras de Soluções, foram arrecadados 378 Kg de alimentos em espécies. Estas doações foram destinadas as seguintes entidades sociais:

AMORB-Associação Comunitária dos Moradores do Conjunto Residencial Rubem Berta

Através do presidente Paulo César Santos da Silva, em 28/09/2005, foi feita a doação de 218 Kg. Os alimentos doados foram arroz, feijão, farinha de trigo e de milho, açúcar e sal.

Projeto PPD's Rumo Norte

Através da Assistente Social Angela Santos, o projeto recebeu a doação de 55Kg, em 26/08/2005.

Women's Club Porto Alegre

Através da Diretora de Filantropia Suzy Tse Lee em 09/09/05, foram doados 50Kg (em duas etapas: 29Kg em 29/08 e mais 21Kg em 09/09).

Escola da Vida

Em 31/08/05, através da Presidente Denise Miceli. Foram doados 30Kg.

Doações de sementes

As sementes de milho e feijão foram produzidas por agricultores familiares do município de Cangussú e vendidas através da União das Associações Comunitárias do Interior de Cangussú - UNAIC. (VER FOTOS). Conforme consta no relato, a equipe da UNIJUÍ poderá registrar os passos da execução, formulando um relatório após as atividades de plantio pizza hut coupon codes 2011 estiverem encerradas.

UNIJUÍ - Universidade Regional do Noroeste do Estado do RS

Em 05/12/05 ao Sr. Jorge Thiesen, a quantia de R$21.608,00 para subsídio da compra de sementes varietais crioulas a serem utilizadas para fomento da produção local por meio de Sistemas Agroflorestais na comunidade indígena da Guarita que compõem o Projeto Banco de Sementes Livres, de acordo com o Termo de Cooperação e Parceria entre a Associação Software Livre.Org, a Secretaria do Trabalho, Cidadania e Assistência Social e o Conselho Estadual dos Povos Indígenas, por meio do responsável Ignácio Kunkel do RS Rural. Conforme tabela de prestação de contas, foram 9.240 Kg.

Associação de Empreendimentos Solidários EM REDE do RS

Foi doado a quantia de R$7.031,30 correspondente ao subsídio da compra de sementes para comunidades Quilombolas que compõem o Projeto Compras Coletivas - Quilombos em Rede, através do Termos de Cooperação Técnica de 16/05/2005 entre a Delegacia Regional do Trabalho no RS, Movimento Ecumênico de Consciência Negra Palmares e a Associação Software Livre.Org. O responsável pelo acompanhamento da entrega foi o Sr. Nelson Dias Diehl.

Doações de peças do evento

  • IPDAE - Instituto Popular de Arte - Educação Biblioteca Leverdógil de Freitas, em 25/06/05 no 2º Concurso de Poesia, foram doadas 30 pastas. Responsável: Diretora Fátima Flores.
  • WOMEN'S CLUB Porto Alegre, entregue no dia 25/06/05 para a Diretora Suzy Tse Lee. Foram doadas 130 pastas, 15 blocos, 10 revistas em inglês e 68 pastas de cartolina.
  • SLCSA - Sociedade Literária e Caritativa Santo Augostinho, do Projeto PPD's Rumo Norte. Entregues no dia 21/06/05 para Assistente Social Ângela Pinto dos Santos: 15 blocos, 20 pastas de cartolina, 100 cartazes, e 10 bibliografias diversas.

Considerações Finais

Para dar continuidade a está ação social do Fórum Internacional Software Livre, já está sendo divulgado a seguinte informação: "Está adicionado ao valor da inscrição a quantia de R$ 3,00 (inscrição + R$ 3.00) que serão destinados para compra de sementes e doadas para o Projeto Banco de Sementes Livres. No ano de 2005, o Banco de Sementes Livres arrecadou R$ 29.000,00 que possibilitaram a aquisição de 14,5 Toneladas de sementes (milho, feijão, etc). Mesmo com uma previsão de quebra da safra de 50%, em função do clima, a colheita prevista é de 22.000 Toneladas de alimentos."

Para conhecimento e lembrança foi adicionado no meio do processo de inscrição pela internet do fisl6.0 o seguinte texto: "R$3 serão destinados para doação ao Programa Fome Zero. As doações serão utilizadas para aquisição de alimentos e sementes a serem doados a comunidades indígenas e remanescentes de quilombos no Rio Grande do Sul. Os alimentos serão comprados junto a empreendimentos de Economia Solidária , como um incentivo a sua forma de produção: sementes livres, ou seja, sem modificações genéticas que visem o aprisionamento do agricultor a um único fornecedor."

Copyrigt © 2005, Associação Software Livre.Org
Licença Creative Commons - Atribuição e Não Comercial O conteúdo pode ser copiado e reutilizado de acordo com a licença Creative Commons by-nc-sa
TableLess - Coerência, Simplicidade e Acessibilidade no código HTML TWiki - Ambiente Web Colaborativo Esse documento é XHTML 1.0 Valido! Esse documento contém CSS-2 Valido! Debian - GNU/Linux Visível no browser que você preferir