Acesse:
http://www.redeabraco.org/
Proposta da Abraço para o Estúdio de Rádio do Fisl8.0
Propostas relacionadas:
Apresentação da entidade proponente
A Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária é uma organização que surgiu em 1996, da necessidade de unificar a luta das rádios comunitárias na defesa pela liberdade de expressão e para fortalecer a resistência à opressão imposta pelas forças repressoras do Estado brasileiro.
A ABRAÇO é uma organização de classe porque surge no enfrentamento ao monopólio dos meios de comunicação deste país, através da manifestação radiofônica das comunidades das cidades, periferias e do campo. Essas comunidades apropriaram-se tecnologicamente desses instrumentos de comunicação, saindo de uma posição de receptores passivos, para criadores, elaboradores e gestores do seu próprio meio de comunicação. Para tanto, estão enfrentando todos os desafios e obstáculos resultantes dessa atividade, numa perspectiva de superação dos fatores que aniquilam a capacidade crítica de nosso povo, utilizados pelos meios de comunicação de massa.
A ABRAÇO tem o entendimento que as rádios comunitárias não são meios de comunicação isolados no cenário político, tendo em vista que elas só fazem sentido quando são, de fato, instrumentos por onde escoam as notícias, os debates, as principais discussões do interesse das localidades onde estão inseridas, bem como dos movimentos sociais e das organizações que não encontram espaço e o respeito que merecem nos meios tradicionais de informação. Portanto esse caráter democrático e diferenciado deve partir de uma construção coletiva, superando a relação utilitarista reproduzida historicamente entre meios de comunicação e sociedade.
Enquanto os governos financiam as grandes redes privadas de rádios e TVs no Brasil, como, por exemplo, a Rede Globo, que tem 70% do seu orçamento financiado pelo governo federal, às rádios comunitárias não é concedido sequer o direito de existir. Nesse sentido, afirmamos como legítima e necessária à resistência e a pulverização desses meios de comunicação comunitários pelo país, mesmo que a sua existência extrapole os marcos da legalidade, pois as mesmas pessoas que fazem as leis no Brasil são as donas de rádios e TVs, legislando, assim, em causa própria.
Por isso a Abraço reivindica:
O fim da repressão: Que não seja mais tomado das comunidades os seus meios de comunicação, adquiridos com grande esforço pela poupança popular, através da articulação existente entre o oligopólio da mídia, Abert - Associação Brasileira de Rádio e TV, Anatel - Agência Nacional de Telecomunicação, Justiça Federal e da ação truculenta e desnecessária da Polícia Federal contra cidadãos de bem, como se fossem bandidos de alta periculosidade, conforme registrado em documento entregue á ONU - Organização das Nações Unidas e OEA - Organização dos Estados Americanos.
Liberdade e anistia as rádios comunitárias, para que os R$ 100 milhões em equipamentos seqüestrados sejam devolvidos;
O fim do monopólio dos meios de comunicação: O espectro eletromagnético é um espaço público porque pertence à União. Portanto, a concessão do seu uso deve ser dada ao povo e não às empresas;
Um rádio digital democrático: Para isso devemos pressionar o governo para que se desenvolva pesquisa nacional e que se crie um padrão brasileiro de rádio, evitando a colonização digital. A racionalidade tecnológica deve ser popular e não de mercado.
Proposta de gestão e programação de estúdio de áudio durante o FISL 8.0
A Abraço-RS contará com oito rádios comunitárias da região metropolitana e estará aberta a outras rádios que tiverem interesse em fazer produção compartilhada.
O conteúdo desta produção será distribuído para 300 rádios comunitárias em todo o país e ficará disponível na internet, no sitio da Rede Abraço, acessível pelo endereço www.redeabraco.org. Utilizaremos dois canais de áudio na internet, assim discriminados:
Um, para transmitir, ao vivo, as principais atividades do FISL 8.0.
Outro, para entrevistas, boletins, comentários e outras atividades não programadas e espontâneas, onde os presentes ao evento serão estimulados a assumir nossos microfones e deixarem sua mensagem registrada e veiculada, tanto na internet, quanto em uma emissora com sinal eletromagnético (Rádio Comunitária FISL 8.0) que funcionará no local.
Ela servirá de interação com os participantes, os quais devem ser alertados para este fato, nas peças publicitárias a serem produzidas, estimulando-os a trazerem receptores de rádio FM.
A coordenação do FISL 8.0 deverá indicar para a coordenação da Abraço-RS, quem são as pessoas mais habilitadas para comunicar, em linguagem popular, o conteúdo das atividades mais relevantes, tendo em vista tratar-se de um tema que está muito acima da compreensão média do brasileiro.
Cada emissora interessada poderá enviar representantes para participar de oficinas em que tomarão contato com programas não proprietários, bem como oficinas de rádio convencional e na internet, utilizando-se de programas como XMMS, em telecentro a ser instalado e administrado pela coordenação do evento.
A Abraço-RS ministrará oficinas sobre rádio eletromagnético para os interessados, seja da parte das rádios comunitárias ou do público presente.
A gravação da cobertura radiofônica estará disponibilizada na página da Rede Abraço ou onde a organização do evento determinar.
Josué Lopes
Coordenador da Rede Abraço de Rádios
(51) 3227 0096, 8144 7010