Lista de discussão: http://listas.softwarelivre.org/cgi-bin/mailman/listinfo/fmpb

Agenda

ENCAMINHAMENTOS (pontos de partida)

FISL:

- Fazer debates no âmbito do fisl e estar na programação

- Articular oficinas nos pontos de cultura como parte da programação

ESTRUTURA:

- Os shows devem ser em espaços que tenham referencia para a juventude (Largo Zumbi dos Palmares, Cais do Porto, UFGRS ou Bar Ocidente)

- O espaço deve permitir o comércio de bebidas e deve permitir dançar;

PROJETO:

- Usar o wiki para construir o projeto (aqui!!)

- Verificar editais de passagens

Pessoas que irão escrevê-lo:

Everton Rodrigues - mpb

Ana Paula - gt-cultura

Deivi - mpb

Ramirez - mpb

Marcelo inacio

Ricardo - gt-cultura

Pc - rede mocambos

felipe - gt-cultura

Marcelo Cougo = Colorado e amigo dos caras

Gustavo Anitelli - Teatro Mágico

Richard Serraria - MPB e Vila Brasil

Projeto

Apresentação

O Festival Música para Baixar - FMPB acontecerá concomitante com o Fórum Internacional Software Livre, que está na sua 10ª edição, em Porto Alegre, conectando diversas áreas relacionadas como: cinema, vídeo, música, arte tecnologia e comunicação colaborativa e espalhar suas propostas para o ambito da cidade, levando suas propostas para o maior numero de pessoas, estrapolando os limites do FISL.

O FMPB nasce da necessidade de envolver economicamente mais grupos culturais desse país, não com a lógica do mercado excludente, mas com uma nova relação capital e trabalho apontando para os conceitos e práticas da economia solidária. Atualmente há uma grande demanda de diferentes agentes culturais no sentido da geração de renda à partir daquilo que criam. Necessidade, também, de rever a prática do jabá nos veiculos de comunicacao, que corrompe e impede as manifestacoes culturais em nosso pais.

Outro ponto de debate sera a questao dos direitos autorais, as entidades representativas dos diversos agentes culturais e sua relacao com as novas tecnologias.

O FMPB tem como objetivo debater e questionar o projeto de controle da internet (já aprovado no senado federal e em debate na Camara Federal), perspectiva entendida enquanto reflexão à criação de ferramentas visando a democratização do acesso à comunicação, elemento indispensável à diversidade cultural.

O FMPB entende que não basta apenas fazer shows mas sim promover um debate que permita que os agentes desse processo, de uma forma mais ampla pois é participativa, sejam artífices de um movimento para mudar a persepcao da realidade da indústria cultural.

Artistas e pessoas que atuam no âmbito cultural não são integrantes de uma classe superior, mas trabalhadores e trabalhadoras que possuem os mesmos direitos dos demais. A arte nao deve ser tratada como se fosse semente transgenica, passível de sere propriedade de alguns.

O FMPB pretende debater a economia da cultura em sua complexidade, desde a distribuição dos produtos, o preço justo, a produção cultural, o consumo consciente, o espaço das mulheres na cultura, o software livre, a cultura livre, as redes sociais, a gestão da internet, a democratização da comunicação, o direito autoral e seus mecanismos de controle por entidades que se colocam como representativas dos artistas.

Por isso é um movimento que visa trabalhar os espacos possiveis decorrentes da promocao de eventos em espaços públicos e privados, âmbito universitário, pontos de cultura com presença dos artistas e agentes que estarão envolvidos com a execução dos shows, além de oficinas e rodas de criação coletivas. A ideia é de que isso tudo culmine em discussões pelo país acerca da cultura livre em que tudo poderá se acessado e disponibilizado na internet de forma colaborativa. Ao mesmo tempo criando mecanismos de geração de renda balizados pelos princípios da economia solidária.

Essa proposta vem sendo articulada por diferentes atores de áreas distintas da cena cultural brasileira como músicos, VJs, ativistas do software livre, produtores culturais, acadêmicos, agentes públicos. movimentos sociais, etc. O FMPB entende que cultura hoje é esse amalgama humano composto por diferentes segmentos aglutinados numa rede colaborativa e propositiva de parâmetros mais igualitários de distribuição de renda.

Em 2008, o fisl9.0 contou com 7.417 participantes, 20 países, 402 palestrantes,58 empresas expositoras, sendo que mais de 19 mil pessoas acompanharam o evento pela internet, através da TV Software Livre.

O FISL é um espaço de referência, consolidado por sua sistemática ampliação de participantes e mídia. Sendo assim, o fisl, à medida que é marca conhecida tanto de militantes do software livre como também da cultura livre, torna-se o momento adequado para lançamento desse projeto já que o evento historicamente integra um público eclético e raro de se ver junto como músicos, produtores culturais, programadores, advogados, sociólogos, estudantes, artistas digitais, dentre outros. Em suma: o público reflete a proposta inovadora apresentada, a saber, através do FMPB discutir os fundamentos e a economia da cultura contemporânea. Economia essa tão impactada já que a internet é o meio de comunicação mais importante já criado pela humanidade de forma coletiva e colaborativa.

Objetivo Geral

Constituir um espaço presencial de diálogo, reflexo de ações que vem sendo desenvolvidas de forma processual e organizada pelos agentes acima citados. Criação de eventos e exposição, divulgação e criação compartilhada de diferentes elementos de arte brasileira, além de relacionar, a cultura livre e compartilhada com o software livre, discutindo o controle da internet, a defesa da democratização da comunicação, o papel das gravadoras e editoras públicas.

Objetivo Específicos –

* Realizacao de um show com os seguintes artistas envolvidos no bebate do FMPB: Teatro Magico, Gogh, Coyote Guará, Richard Serraria e demais artistas locais e convidados, em espaco público e/ou gratuito.

*Promocao de espaco de criação coletiva e aberta, como oficina, e posterior divulgação pelos canais livres da internet.

* Discutir o controle e repasse do direito autoral no Brasil; envolvendo artistas, gravadoras, rádios comerciais e comunitárias, sociedades arrecadadoras e fiscalizadoras;

* Refletir sobre novas formas de comercialização e distribuição de conteúdo cultural na internet; e também sobre os impactos da rede mundial de computadores na cadeia produtiva da cultura;

* Conscientizar os artistas sobre a complexidade do seu papel na atualidade, enxergando que ação cultural é diferente de ação eventual.

* Promover a possibilidade de cada artista participante do movimento seja um militante do mesmo.

* Especificar projetos para desenvolver ferramentas na internet que possibilitem um maior intercâmbio de informações, contatos, empreendimentos de marketing digital, agendas, ações dos agentes culturais e trocas solidárias advindas dessas dinâmicas;

* Promover debates que compreendam a relação entre o meio de produção de cultura e outros modelos produtivos, como por exemplo na questão das sementes transgênicas patenteadas pela Monsanto; estabelecendo analogias procurando entender melhor tais processos extremamente dinâmicos e carentes de reflexões mais aprofundadas por hora. Em suma, pensando acerca do software proprietário e sobre a propriedade intelectual na cultura, dentre outras coisas.

Atividades

Shows

Oficinas nos Pontos de Cultura Articular a ida dos artistas e conferencistas envolvidos no FMPB a alguns pontos de cultura (Quilombo do Sopapo, Odomodê, etc)

Debates no Local do Fisl 1-Mesas Redonda sobre Rádios Comunitárias e distribuição de conteúdos culturais alternativos (discutir eventual reprodução da grande mídia, ou seja rádio comunitária agindo como rádio comercial 2-Mesa Redonda sobre Direito Autoral, ECAD e Creative Commons Mesa redonda com CTS/FGV + SAmadeu + MBranco + eventualmente ABRANET etc etc sobre 1. novo projeto de lei de dir. autoral e, principalmente, 2. PL de cibercrime e nova regulação civil dos provedores de internet. 3-Mesa para discussão de um portal de produtores com dados públicos e livres (rede de agentes culturais nacionais) composto por produtores, músicos, radialistas, pessoal universitário (Departamentos de Difusão Cultural, Pr´Reitorias de Extensão, DAs e DCEs), etc

Roda de cultura criativa Criação coletiva envolvendo artistas do FMPB Fazendo Música Para Baixar

Fazer na hora: quem sabe faz online!

Tudo transmitido via streaming: processo de criação online e disponibilização dos conteúdos em Mp3 ap fim da roda de criação

Necessidades: orçar os custos dos itens citados acima.

Cronograma de realizacoes

Marco: formatacao e aprovacao do projeto

Marco/Abril: producao dos eventos, contatos e divulgacao.

Maio: Producao dos eventos, contatos e divulgacao.

Junho: Producao, divulgacao e realizacao dos eventos.

Julho: Divulgacao dos resultados e liberacao dos conteudos.

Topic revision: r12 - 02 May 2009 - 22:11:38 - EvertonRodrigues
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