Educação e Inclusão Digital
alterei no dia 23 maio - 18:54
Introdução:
A expressão inclusão digital já é mais usada do que poderia ser útil para a população brasileira. Muito se fala e pouco se faz. Principalmente porque possa existir diferentes entendimentos tanto quanto o número de vezes que foi empregado o termo. Ou seja o entendimento é grande e diversificado, mas basicamente .
Conceito de inclusão digital
Para nós o conceito adequado de inclusão digital é deve compor um projeto de Infra-estrutura baseada numa rede de conectividade, com interfaces entre poder público e cidadãos através de sistemas de informações, desenvolvidos através de fábricas de desenvolvimento de softwares livres, aliado a espaços públicos de capacitação continuada. Essa idéia de inclusão digital deve ser base na construção das cidades digitais e no processo em curso de instalação da televisão digital.
Educação como ferramenta de conquista de novos mercados
"“Galho que nasce torto, torto se conserva.” O nosso testemunho, pelo contrario, se somos progressistas, se sonhamos com uma sociedade menos agressiva, menos injusta, menos violenta, mais humana, deve ser o de quem, dizendo não a qualquer possibilidade em face dos fatos, defende a capacidade do ser humano de avaliar, de comparar, de escolher, de decidir e, finalmente, de intervir no mundo." (FREIRE, PAULO)
Para fazer análise crítica do atual sistema de ensino brasileiro, é preciso necessáriamente observar as teorias freirianas. Imediatamente devemos nos perguntar. Será que as nossas escolas e universidades estão qualificando-se/formando cidadãos críticos, dialéticos e participativos?
O que podemos analizar e constatar é que a educação está históricamente subordinada à conceitos mercantilistas e de conquistas. Não se pensa a educação com interesse de construir uma sociedade justa, mas sim como ferramenta de obter e concentrar riquezas.
A história da educação brasileira começa mantém-se desde a conquista do Brasil feita inicialmente por um país europeu portugues. O primeiro ato dos portugueses na dominação pela educação foi de desconsiderarem toda a realidade dos povos indíginas. Primeiro os colonizadores, depois os representantes da igreja que de forma imposta disseminaram os ideiais cristãos, onde sem levar em consideração a cultura local do povo indígina informaram que todo mundo deveria andar vestidos, e falar a lingua dos invasores.
Essa dominação educacional de adestramento do povo indígina tinha um objetivo: retirar as riquezas que encontraram em território brasileiro, como por exemplo a madeira e o ouro.
Por isso, é importante entender que que educação, economia e política estão sempre interligados.
No período impérial com a cultura européia predominante em nosso país, nossa educação é também controlada e mantém a mesma relação com o povo local. Ou seja a classe dominante determinava como a eduacação deveria funcionar e quais eram as prioridades.
Outro fato importante é enteder quais as dimensão que a independêcia do Brasil. Ao modo que somos educados desde o primário é que o Brasil tornou-se livre com a independência do Brasil instituída por Dom Pedro I, em 22 de abril de 1822. Mas nós devemos nos perguntar: Qual o real interesse de Dom Pedro I em tornar-se imperador? Foi de libertar o Brasil da coroa portuguesa ou também de conquistar seu espaço tornando-se o novo imperador?
Outra questão importante é que com a chegada das concregações religiosas no Brasil, muitas escolas foram instaladas, onde o objetivo principal era de formar lideranças políticas do país.
Nesse sentido a igreja teve/tem papel fundamental no processo educacional brasileiro na medida em que apoia sempre os governos desde a conquista do Brasil. Uma observação importante é de observar que os imponentes prédios das igrejas estão localizados na maioria das vezes ao lado dos palácios dos , que caracteriza o nível da parceria existente.
Com a industrialização surge a educação de adultos, como demanda das empresas que precisavam de trabalhadores alfabetizados que pudessem ser mais produtivos.
E nesse sentido a história se matem. Um poder econômico chega para explorar tudo que o Brasil poderia oferecer e leva para a Europa coordenado pelo portugueses. E hoje com a abertura do capital das universidades nas bolsas de valores, faz com qualquer investidor internacional possa ter também mais controle na educação brasileira.
"O número de alunos apenas no 1S07, subiu 141%. Isso reflete a estratégia de elevar o número de matrículas através da compra de unidades, mesmo incorporando unidades de pequeno porte, ou seja, com 2 mil a 7 mil estudantes. Até julho de 2007, a Anhanguera comprou 1 universidade ao mês. Esse ritmo deve continuar em 2008." (ACIONISTA-2007)
"Os resultados animam outras instituições. O grupo COC, de Ribeirão Preto, que tem escolas e cursos superiores, já deu entrada no processo de abertura de capital. João Carlos Di Gênio declarou publicamente seu interesse em vender ações da Unip. Nesta semana, o jornal Valor Econômico divulgou que o grupo educacional americano
DeVry? está no Brasil para comprar instituições de ensino superior." (AFROBRAS)
A abertura das instituições de ensino para o capital financeiro e fusões compra de pequenas universidades por grandes, é a recente estratégia adotada para maximizar os lucros com a justificativa de melhorar a qualidade de ensino. O grupo empresarial Anhanguera Educacional foi o primeiro a lançar 27,8% do seu capital na bolsa de valores em março de 2007 que já na época arrecadou mais de R$ 300 milhões de reais. A empresa "encerrou o primeiro trimestre de 2008 com lucro líquido de R$ 13,9 milhões" (OUL-2008), e com, "139 mil alunos" (OUL-2008).
Aliado a tudo isso, está a precariedade do ensino público, onde professores não são valorizados, escolas danificadas, e a ideologia do estado mínimo tomando força, onde justifica-se a privatização da educação.
http://br.youtube.com/watch?v=g2IbXvmhaMg&feature=related
Avaliaçao da ID urbana
Avaliação da ID rural
Definir nosso entendimento de educação, baseada nas teorias freirianas.
apresetar nosso entendimento da educação brasileira
apresentar os principais elementos da obordagem no texto
1 - tv digital
2 - novos paradigmas de comunicação
3 - Projeto UCA no LEC
4 - pedagogia com ferramentas informacionais
5 - inclusao digital como ferramenta e não como fim
6 - o papel da escola e do educador
7 - projeto controle da internet
Paulo Freite:
Paulo Freire tinha muito a ver com a cultura hacker. Impressionante.
"O “sonho” dos que hoje negam à prática educativa qualquer relação com sonhos e utopias, como o sonho da autonomia do ser, que implica a assunção de sua responsabilidade social e política, o sonho da reinvenção constante do mundo, o sonho da libertação, portanto o sonho de uma sociedade menos feia, menos malvada, é o sonho da adaptação silenciosa dos seres humanos a uma realidade considerada intocável. É tão urgente quanto necessária a compreensão correta da tecnologia, a que recusa entendê- la como obra diabólica ameaçando sempre os seres humanos ou a que a perfila como constantemente a serviço de seu bem estar."
"A compreensão crítica da tecnologia, da qual a educação de que precisamos deve estar infundida, e a que vê nela uma intervenção crescentemente sofisticada no mundo a ser necessariamente submetida a crivo político e ético. Quanto maior vem sendo a importância da tecnologia hoje tanto mais se afirma a necessidade de rigorosa vigilância ética sobre ela. De uma ética a serviço das gentes, de sua vocação ontológica,4 a do ser mais e não de uma ética estreita e malvada, como a do lucro, a do mercado."
"Por isso mesmo a formação técnico-científica de que urgentemente precisamos é muito mais do que puro treinamento ou adestramento para o uso de procedimentos tecnológicos. No fundo, a educação de adultos hoje como a educação em geral não podem prescindir do exercício de pensar criticamente a própria técnica. O convívio com as técnicas a que não falte a vigilância ética implica uma reflexão radical, jamais cavilosa, sobre o ser humano, sobre sua presença no mundo e com o mundo. Filosofar, assim, se impõe não como puro encanto mas como espanto diante do mundo, diante das coisas, da História que precisa ser compreendida ao ser vivida no jogo em que, ao fazê-la, somos por ela feitos e refeitos.
O exercício de pensar o tempo, de pensar a técnica, de pensar o conhecimento enquanto se conhece, de pensar o quê das coisas, o para quê, o como , o em favor de quê, de quem, o contra quê, o contra quem são exigências fundamentais de uma educação democrática à altura dos desafios do nosso tempo."
FREIRE, PAULO. Pedagogia da indignação: Cartas pedagógicas e outros escritos. 3° reimpressão. Editora Unesp. 2000.
Educacional, Anhanguera.
http://unianhanguera.edu.br/informativo/InfoAnhanguera7.pdf. (consulta em 22/maio/2008)
VALOR, Uol. Lucro da Anhanguera Educacional soma R$ 13,9 milhões no trimestre:
http://economia.uol.com.br/ultnot/valor/2008/05/16/ult1913u88745.jhtm (consulta em 22/maio/2008)
ACIONISTA.
http://www.acionista.com.br/empresa_em_foco/120907_empresa_em_foco_anhanguera.htm (consulta em 22/maio/2008)
AFROBRAS.
http://www.afrobras.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=2936&Itemid=2 (consulta em 22/maio/2008)