Software Livre no Fórum Social Mundial - Tudo a ver!
Software Livre no Fórum Social Mundial: Tudo a ver!
(*) Mario Teza
10/01/2005
Software Livre no Fórum Social Mundial: Tudo a ver!
"já foi-se o tempo do fuzil papo amarelo, pra se bater com o poder lá do sertão, mas Lampião disse que contra o flagelo, tem que lutar de parabelo na mão.
é lamp...
falta o cristão aprender com São Francisco,
falta tratar
o nordeste com o sul,
falta outra vez
Lampião, Trovão, Corisco,
falta feijão
invés de mandacaru, falei?
falta a nação
acender seu candeeiro,
faltam chegar
mais Gonzagas lá de Exú
falta o Brasil
de Jackson do pandeiro,
maculêlê, carimbó,
maracatu."
Candieiro Encantado - Lenine
Faltam menos de vinte dias para começar o V FSM. Resolvi fazer uma retrospectiva da atuação de membros da Comunidade Software Livre na história do Fórum Social Mundial.
"O Fórum Social Mundial é um espaço aberto de encontro para o aprofundamento da reflexão, o debate democrático de idéias, a formulação de propostas, a troca livre de experiências e a articulação para ações eficazes, de entidades e movimentos da sociedade civil que se opõem ao neoliberalismo e ao domínio do mundo pelo capital e por qualquer forma de imperialismo, e estão empenhadas na construção de uma sociedade planetária centrada no ser humano (ver Carta de Princípios). O FSM se propõe a debater alternativas para construir uma globalização solidária, que respeite os direitos humanos universais, bem como os de todos os cidadãos e cidadãs em todas as nações e o meio ambiente, apoiada em sistemas e instituições internacionais democráticos a serviço da justiça social, da igualdade e da soberania dos povos." (1)
Nem todos(as) membros da Comunidade software livre concordam com as idéias do FSM. Afinal, os motivos que levam uma pessoa, empresa ou ong, adotar software livre são os mais diversos. Eu me incluo entre aqueles(as) que defende nos movimentos sociais o uso da tecnologia livre.
O Projeto Software Livre RS esteve presente no primeiro Fórum Social Mundial em 2001 patrocinando a vinda de Thimoth Ney, na época executivo da Free Software Foundation. Richard Stallman não podia vir e o recomendou. Além da participação dele numa das palestras estruturantes, realizamos uma oficina juntamente com Sandro Nunes (Conectiva), Luciana Nedel (SBC) e Wesley Lacerda (Assespro-RS). (2) César Brod (Univates-Sólis) hospedou Tim Ney e auxiliou na tradução. Na mesa ainda Marcos Mazoni e Marcelo Branco (presidente e vice da
PROCERGS na época).
A
PROCERGS garantiu infra-estrutura de Tecnologia da Informação no primeiro FSM. Com software livre foi montada a rede do Centro de Eventos da PUCRS, o "CyberCafé (Via Livre) com mais de 100 máquinas, a sala de imprensa internacional, com 200 máquinas. Nesta sala foi bonito vermos a luta software livre x convencional. Como software livre era uma novidade para os organizadores do Fórum, foi decidido que seriam instalados os dois sistemas operacionais, GNU/Linux e MS-Windows. Nas primeiras horas da manhã, foi um choque para os jornalistas internacionais ao depararem-se com a alternativa livre. Claro que houve contestação, não pela qualidade do software mas pela falta de contato prévio. No início da tarde, as máquinas foram rebotando uma a uma, na medida que os jornalistas descobriam que o mundo conhecido deles ainda existia naquelas máquinas. Foi a primeira batalha do software livre no FSM. Já no
CyberCafé?, não ocorreram maiores problemas. A maioria dos usuários(as) ainda não dispunha da cameras digitais. Aqueles que as possuíam sofreram para as utilizar com software livre. O grande problema era a incompatibilidade destas cameras com software livre. Neste primeiro FSM foi estabelecido contato entre Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra e membros da comunidade software livre. Para divulgar todas essas atividades, foi confeccionado um panfleto chamado "Tome uma atitude! Fique livre dos grandes monopólios. Use Software Livre.".
Em outubro de 2001 acontece o Fórum Mundial de Educação, em Porto Alegre, com cerca de 12.000 educadores/educadoras, que discutiram os rumos da educação popular numa sociedade globalizada. A
PROCERGS montou com um estande no Gigantinho, local principal do encontro, mostrando a "Rede Escolar Livre RS" e a solução "Liberdade". A
PROCERGS foi convidada pela "Free Software Foundation - Europa" para representa-la em dois trabalhos inscritos por ela para o evento: "Software livre na educação, uma alternativa para a sociedade" e "Recursos de projetos livres para educação". A apresentação foi feita pela Diretora Comercial da
PROCERGS Clarice Coppetti. A Secretaria da Educação do Rio Grande do Sul lançou no Fórum Mundial da Educação o novo site do Projeto Rede Escolar Livre RS. A apresentação ficou a cargo do analista da
PROCERGS Humberto Puntel. (3)
No segundo Fórum Social Munidial, em 2002, aumentam as atividades da comunidade software livre. Começando pela presença de Richard Stallman, presidente da Free Software Foundation. Ele participa do lançamento da 3ª edição do Fórum Internacional Software Livre no estande do Governo do Estado do Rio Grande do Sul. A seguir ele participou como debatedor no painel "Direito autoral, patentes, trademarks". Cabe aqui, pela qualidade do relato, a síntese da Conferência realizada dia 02/02/2002, por Roberto Jung Drebes - Grupo de Usuários de Software Livre Porto Livre
"A conferência começou com o belga François Houtart, do Fórum Mundial das Alternativas, fazendo uma pequena introdução sobre a propriedade intelectual e sobre os palestrantes. O Stallman ainda não havia chegado.
Em seguida, começou a falar o inglês Michael Bailey, da OXFAM Internacional. Ele lembrou fatos importantes, como os Estados Unidos terem usado a propriedade intelectual da Inglaterra no século 19, e o Japão ter usado a propriedade intelectual dos Estados Unidos no século 20, como forma de atalho ao desenvolvimento, onde esses países se aproveitaram da tecnologia já existente para alavancar o seu prograsso. Notou que, no século 21, não se quer que isso aconteça, e para isso os países desenvolvidos estão criando leis e, pior, impondo essas leis aos outros países (em desenvolvimento), através dos acordos TRIPs (trade relations of intellectual properties, ou coisa assim). Esses acordos vão contra a soberania das nações. Segundo ele, os objetivos dos que lutam por maior justiça na questão da propriedade intelectual são: 1. Questionar e reformar os acordos TRIPs; 2. Fazer com que os EUA/EU parem de colocar unilateralmente regras nos acordos internacionais; 3. Fazer com que as leis nos países em desenvolvimento obedeçam ao mínimo esses acordos, apesar dos países desenvolvidos fazerem pressão para que eles sejam adotados completamente. e 4. Criar a pressão pública sobre a questão, com eventos como essa conferência.
A palavra voltou para François Houtart, que fez um comentário interessante: O comportamento da opinião pública sobre essa questão é semelhante ao sobre a dívida externa. A população acha que quem é responsável pelo avanço tecnológico mereçe ser beneficiado com isso, da mesma forma que acha que as dívidas devem ser pagas, sem ter conhecimento profundo sobre essas questões, sobre os detalhes. (Nota minha: Isso também acontece muitas vezes com o software. A população acha que o autor do software deve ter o poder para restringir a disseminação, sem ter conhecimento sobre a questão.)
Em seguida, o francês Jean-Pierre Berlan, do INRA, apresentou a situação das questões de PI na França. Sobre a questão da PI catalisar o progresso, lembrou que não existe nenhum estudo econômico que relacione positivamente o efeito da propriedade intelectual no desenvolvimento da ciência, mas sim o contrário. Existem estudos relacionando a PI na medicina ao atraso da área. Uma executiva da Ciba-Geigy não só diz que é um atraso, como é o paraíso dos parasitas desse sistema, em especial as empresas de advocacia.
Outra questão levantada por ele é porque os liberais, que consideravam tanto o livre mercado, criaram o mecanismo de patentes, criando monopólios. Ele fez então um pequeno histórico, mostrando que a criação das patentes acabava com o segredo que o inventor até então precisava manter sobre sua invenção. Segundo ele, a patente é parte da "mão invisível" de Adam Smith, que leva a pessoa a se preocupar com coisas que não eram o seu plano original, nesse caso, em ficar licenciando a tecnologia. Para ele, a situação tornou-se absurda, a ponto de ser possível patentear moléculas. Ele acredita que possamos patentear processos, mas não moléculas.
A parte interessante do depoimento do Jean-Pierre foi sobre a produção de sementes. Em 98, foi criada uma técnica para esterilização de espécies vegetais. Com isso, foi alcançado o objetivo que é separar a produção de vegetais da sua reprodução. A partir daí, o agricultor faz a produção mas as transnacionais se responsabilizam pela reprodução. É a criação de um problema que não existe. Os seres vivos naturalmente se reproduzem, para que impedir? Sobre problemas que não existem, a questão de propriedade
intelectual é semelhante. (Nota minha: Se pensarmos no caso do software, para que existe o copyright (ou melhor, porque devemos pagar pela licença do software)? É um mecanismo artificial criado para complicar um processo que por si só é simples e não tem custo.) Para Jean-Pierre, é como se o governo exigisse que todas as portas e janelas fossem fechadas para que não prejudicasse os fabricantes de velas.
Terminando sua participação, ele falou sobre as táticas da Monsanto para combater a pirataria de sementes. A idéia foi criar uma campanha para denúncia de pessoas que estivessem praticando esse "crime", inclusive colocando "Hotlines" disponíveis para denúncias anônimas (e eu não pude deixar de relacionar essa prática a da BSA/ABES), e foram criadas empresas somente para a investigação desses casos de pirataria. Depois disso, lembrou que a mundialização não comercial (pesquisa, trocas de espécie) da produção de alimentos foi responsável pela quadruplicação da produção, e levantou um fato que eu não conhecia: As únicas espécies nativas dos EUA são o Girassol e o Perú. Todas as outras espécies vieram de outras regiões do mundo, o que nos faz lembrar da tal "dívida ecológica". A palavra voltou para François Houtart, que lembrou que a "indústria" farmaceutica de Cuba é uma das mais eficiêntes do mundo. Segundo os cubanos, isso é porque assim que uma nova descoberta é feita, os laboratórios do país se unem e questionam qual grupo tem maiores condições de continuar o trabalho. No mundo "ocidental", os laboratório tendem a registrar e esconder suas decobertas, o que faz com que a velocidade do desenvolvimento seja muito menor. (Mais uma vez lembrei do software livre).
Depois foi a vez do camponês Wilson Campos falar. Basicamente ele fez uma descrição do efeito das atitudes descritas por Jean-Pierre pela ótica do camponês. Segundo ele, o resumo da palestra está em
http://www.viacampesina.org
Finalmente chegou a parte que acho que vocês estavam esperando, e falou o Stallman. Sua apresentação foi muito parecida com a do FISL 2000. Inicialmente, falou sobre de onde veio, sobre o ambiente de compartilhamento em que vivia no MIT, de como ele foi desfeito. Lembrou que o software não custa para ser copiado, etc, e que as licenças são mecanismos artificiais. A parte mais séria foi onde ele criticou o termpo "Propriedade Intelectual", porque ao usarmos estamos colocando no mesmo saco coisas muito diferentes como leis de patentes, copyright, trademarks, etc. Para ele, a diferença dessas leis está no fato que algumas podem ser inofensivas (trademarks, por exemplo, ele achava justa), outras podem ser úteis (copyrights, por exemplo, são a base da GPL. Sem copyright (ou melhor, left) não é possível manter o software livre) e finalmente patentes, que são as mais abomináveis, pois restringem simplesmente um conceito, as vezes de forma muito vaga. E mostrou como as coisas são diferentes em áreas diferentes (enquanto para software o vilão é a patente, para biologia o vilão é muito mais o copyright que a patente, etc).
Ele também falou do DMCA, e de como os EUA estavam tentando empurrar isso para cima dos outros países, apesar dos TRIPs não se referirem a software. Falou como o DMCA impede o desenvolvimento do software livre, e citou o caso do norueguês do
DeCSS?, que foi parar na cadeia por causa disso. (Isso levantou aplausos de apoio da platéia). Citou também que apesar das recomendações e petições para que a Europa não aceite a pressão para permitir patentes de software, os lobbies estão tendo muita força por lá.
Feito isso ele fez uma apresentação resumida do Saint IGNUcius, o que o público parece ter gostado, apesar de não ter entendido tão bem (por exemplo, sobre a igreja do Emacs, etc). A parte de sua igreja não ter deuses chamou atenção especial da platéia, pra minha surpresa. No fim, a tirada dele foi "Eu adoro fazer isso em universidades católicas". (4)
No dia 02/02, no Parque da Harmonia, aconteceram encontros entre a comunidade de software livre e os movimentos de juventude que lutam contra a globalização neoliberal. Após a oficina, que também contou com a participação de Diego Saraiva (ativista de software livre da Argentina), Richard Stallman e ativistas dos grupos Porto Livre, Debian RS, Gnurias e membros da coordenação do Projeto Software Livre RS tiveram um debate com militantes dos movimentos de mídia independente, Rádios Web, TV`s Web, rádios livre, rádios comunitárias, rádios poste. A idéia destes encontros é manter uma articulação permanente entre estes movimentos e o movimento software livre (foi criada, inclusive, uma lista de debates com essa finalidade). Durante a tarde, aconteceu no espaço Caledoscópio, no Acampamento, a conferência de Richard Stallman. Estiveram presentes vários grupos de usuários e ativistas do movimento anti-globalização neoliberal. Toda atividade contou com a cobertura de vários grupos de mídias independentes que estão produzindo materias de documentação para o Fórum Social Mundial. Toda estrutura de informática do Acampamento da Juventude no FSM (50 microcomputadores - que foram utilizados pela imprensa internacional e as organizações da juventude) eram baseados exclusivamente em softwares livres. Esta estrutura foi possível graças ao trabalho voluntário da empresa Hitec Informática e de ativistas do grupo de usuários Porto Livre.
Exceto o Acampamento da Juventude, a infra-estrutura do segundo FSM em Porto Alegre, continuou a cargo da
PROCERGS. Foi melhorado o atendimento com software livre na PUCRS, mantendo-se a mesma estrutura do ano anterior. Em agosto de 2002, ocorre em Buenos Aires o Fórum Temático da Argentina. Na UBA (Facultad de Sociales) em Buenos Aires Gustavo Navarro, Diego Menendez, Diego Saravia, Daniel Cordoba, da Argentina, Juan Carlos Gentile do Uruguai e Marcelo Branco do Brasil estarão debatendo o tema. Um outro mundo é possível! Segue um trecho do relato de Marcelo Branco:
""Ontem, dia 22, iniciou o Fórum e pela manhã me encontrei com uma galera do
Intergaláktica movimento internacional da juventude na Estación Constituición. Lá estavam esperando muitos outros cidadãos do mundo: Barcelona (Resistência Global e Attac),Africa do Sul (Anti-Eviction), São Paulo (Attac e Marcha Mundial de Mulheres), Italianos (Assemblea), Argentinos (Intergaláktica e Movimiento dos Trabalhadores Desempregados, Piqueteiros), Canadá, EUA, e eu, do Movimento Software Livre. Fomos em três ônibus até um bairro da periferia de Buenos Aires (Almirante Brown), cerca de uma hora e meia, nos reunir com a população local, apresentar o trabalho de cada organização no Fórum Social Argentino e conhecer a dura realidade desta
quase favela Portenha. Num país em que muitos estão passando fome, 30% da população economicamente ativa está desempregada, falar de internet e software livre poderia parecer meio deslocado. No entando, foi bem interessante...todos gostaram e fizemos muitos amigos e novos aliados do software livre. Almoçamos por lá, com uma bela comida feita pelos habitantes locais servida com muito amor a carinho. Voltamos de ônibus até a
Praça de Maio para iniciar a
marcha de abertura do FS Argentino. Na linha de frente, as madres da Praça de Maio e dirigentes dos movimentos sociais do mundo todo. Em meio a multidão, encontrei o nosso Reitor da UERGS, José Clóvis Azevedo, que também está como palestrante do Fórum. A caminhada com milhares de pessoas denunciava a crise Argentina, pedia o fim do pagamento da dívida, e a renúncia de todo parlamento e da corte suprema de justiça da Argentina. Na frente da suprema corte, o prêmio nóbel da paz Pérez Esquivel, emocionado, solicitou a renúncia de todos os membros da suprema corte para que pudéssemos iniciar uma nova Argentina... A caminhada percorreu vários quilômetros no centro de Buenos Aires, até chegar no destino final (praça da.....). Lá teve um comício e depois um Show de música Argentina... Depois, o encontro com vários militantes do mundo novo... muita cerveja de um litro e uma marcha de bar em bar, até amanhecer. Agora estou preparando a minha
charla que acontecerá no início da tarde, com ativistas do Movimento Software Livre do Uruguai, Argentina e Brasil.
Outro mundo é possível...outra Argentina é possível!" (5)
Em novembro é a vez do Fórum Social Europeu em Florença - Itália. De lá Marcelo Branco nos contou
"60.000 delegados 105 Nações 1.000 voluntários 500 tradutores 426 associações, sindicatos, movimentos, organizações 160 seminários (um de software livre que eu participei) 180 oficinas (workshop) 75 atividades culturais 6.500 policiais...oficialmente. Acho que tinha muito mais, pois a cidade estava cercada por todos os lados e haviam carabineiros infiltrados por toda parte. Maior delegação - Espanhola 2.000 delegados. Marcha pela Paz!!! 1 milhão segundo os organizadores 700.000 - media da imprensa 450.000 - segundo a policia
Software Livre no Fórum Social da Europa
Mais de 60.000 delegados decepcionaram a aposta dos grandes meios de comunicações da Itália que conclamaram a população de Florença para não sair as ruas e não abrir o comércio. Aos poucos, os "no globales", como fomos chamados pela mídia, fomos encantando a população local com nossa estética própria, multicultural, multicolorida; manifestando-se contra o neoliberalismo, a guerra e ao racismo. Num clima de "uma outra Europa é possível" o tema do software livre, mais uma vez, pautou um Fórum Social. Duas vezes em Porto Alegre, uma na Argentina, Agora em Florença, tivemos a oportunidade de debater, com um privilegiado grupo de "cidadãos do mundo - no global" que acreditam "em outro mundo possível" a importância do software livre para uma nova ordem mundial, mais humana, solidaria, natural e mais justa.
A estrutura totalmente livre de Bill Gattes:
Uma estrutura com 150 computadores na sala de imprensa usando 100% software livre Debian GNU/Linux e Gnome. Também os 12 computadores no "centro independente mídia" local onde estavam os "desobedientes", e que foi montada em menos de três dias por hackers voluntários que permitiram uma nova pratica de liberdade para os usuários dos computadores do FSE.
O seminário:
No dia 08 de Novembro, a partir das 17:00, no salão "Polveriera" da "Fortezza de Basso" 250 pessoas assistiram sentados, de pé e até deitados em sacos de dormir e nas mochilas o nosso seminário de software livre: "Outro software é possível"
- Simoni Picardi, presidente da Associazone Software Libero (ASL) da Itália, Alessio Papini parlamentar verde de Florença e eu do Projeto Software Livre RS do Brasil fizemos nossas palestras introduzindo o debate. Depois fomos conversando e debatendo até às 22:00, temas como: os danos causados pelas licenças proprietárias para o livre desenvolvimento da ciência e da tecnologia, ameaça das patentes de software para a liberdade dos usuários e dos povos, segurança, privacidade e liberdade dos usuários e programadores em conhecer o "produto" que estão utilizando. Foi enfatizado a necessidade de priorizarmos os movimentos sociais nas nossas ações voluntárias. Eles são nossos aliados estratégicos para a construção de um novo mundo.
Saideira...
Depois fomos, juntos com jovens hackers de Pizza, Roma e Florença para a uma festa super alternativa na "Piazza da Liberta" onde estavam hospedados os "sem casa" do FSE. Nesse local estavam todos os movimentos chamados de "desobedientes" como o centro de mídia independente, outros movimentos de "ação direta" como Indimidia, Intergalaktica, Hub, etc. As atividades desses grupos, na maioria autonomistas, aconteceram também nesse local e não na Fortezza. Dancei até o amanhecer musicas Sardenhas e quadrilhas Francesas (até que é bem fácil e muito divertido). Dormi por lá mesmo...
Na tarde de sábado, aconteceu a grande "Marcha pela Paz" ...marchei ao lado da LCR Francesa e junto com cerca de 1 milhão de manifestantes. Foi a maior "caminhada" que eu já participei!!
Termino esse relato com a certeza de que estamos contribuído para a construção de um novo movimento social internacional. De cara nova, aguerrido e lutador mas com novas cores e sentido. Principalmente com novas praticas...não esperamos que nossas idéias fiquem prontas e maduras para pratica-las. Praticamos aquilo que pensamos hoje, mesmo que não tenhamos ainda um "programa completo" e acabado para todos os problemas do mundo. Ação direta...na "construção de outro mundo".
Nos do movimento software livre fazemos parte desse novo contexto e a troca de nossas experiências com as distintas experiências de novos movimentos internacionais dará a cara do futuro de nosso planeta." (6)
Em novembro da plenária nacional do Acampamento da Juventude, evento realizado em Sao Paulo. Christiano Arderson participa da atividade e relata:
"Para quem nao sabe, o Acampamento acontece durante o Forum Social Mundial. No evento deste ano, a administracao do Acampamento esperava 10 mil pessoas, mas o numero de pessoas chegou a 16 mil. Estas pessoas sao de varios grupos sociais e de outras culturas. A maioria era de brasileiros, mas havia muita gente de toda America Latina, EUA, Canada e muita gente da Europa.
No proximo ano, a administracao do Acampamento espera 30 Mil pessoas. O evento acontece sempre no final de Janeiro. A ideia eh repassar a filosofia do software livre para estas pessoas. Durante a ida para São Paulo, um onibus saiu lotado de Porto Alegre com representantes de varias entidades. Tinha pessoas desde de grupos de Hip Hop ate integrantes do movimento Hare Krishna. Durante as exaustivas 24 horas de viagem (sim, tivemos problemas, o onibus atrasou muito) tive a rica experiencia de conversar com estas pessoas e saber o que cada um faz e espera de "um mundo melhor". Alem disto, todos queriam saber sobre o tal do "software livre" e o que isto pode ser util a todos.
De profissionais de informatica, so tinha o Everton e eu. Tive de usar uma linguagem bem simples para explicar a diferenca entre Software Proprietario e Software Livre e o que isto representa para economia de um pais e em que pode melhorar. Citei exemplos como da India, que hoje tem muitos desenvolvedores e gerou uma economia importante para o pais. Todos, sem excessao se interessaram pelo assunto e me fizeram perguntas de todos os tipos.
Eh muito bom compartilhar a filosofia do Software Livre com outros grupos sociais e saber que isto pode contribuir com a cultura de um povo e desenvolvimento interno.
Eles querem muito ver o Software Livre na pratica, por isto estamos trabalhando junto ao comite organizador para fazer uma mostra de solucoes, como Ensino a Distancia, Rede Escolar Livre e outros trabalhos sociais desenvolvidos com Software Livre.
Em São Paulo, pude trocar vários contatos com entidades interessadas neste modelo de desenvolvimento em Software Livre. Estamos agora trabalhando em cima de algumas soluções para mostrar tudo na pratica. A experiência que o grupo de usuários teve com o Governo do Estado é muito rica, participamos do desenvolvimento do Rede Escolar Livre, incluindo o Liberdade e o Ensino a Distancia que hoje é utilizado pela Procergs e pela UERGS.
Se 70% dos 30 Mil acampados puderem voltar para suas origens sabendo o que é Software Livre, certamente terei minha missão cumprida. Se pelo menos 20% das pessoas procurarem a saber mais, o Software Livre ganhara uma forca muito maior entre esta sociedade que quer mudanças para um mundo melhor." (7)
O Comitê Organizador do Acampamento Intercontinental da Juventude do Fórum Social Mundial[1] realiza no dia 23 de novembro, no Teatro Elis Regina, na Usina do Gasômetro, Porto Alegre, o Lançamento da Terceira Edição do Acampamento Intercontinental da Juventude - A Cidade das Cidades.
A programação iniciou às 18h com a estréia mundial do filme "A Cidade dos Desobedientes", documentário sobre o 2° Acampamento Intercontinental da Juventude, dirigido pelo italiano Mario Balsoni. A partir das 19h, o lançamento do 3° Acampamento Intercontinental da Juventude do FSM e às 19h30min, Mesa Redonda: Do Cio da Terra ao Acampamento da Juventude: por onde andou a juventude nesses 20 anos?.
O período de realização do 3° Acampamento vai de 18 a 29 de janeiro de 2003, no Parque Harmonia em Porto Alegre.
O site do Acampamento está sendo desenvolvido com a tecnologia Zope pela empresa
X3NG? de Caxias do Sul [RS].
Durante o Acampamento, na Usina da Comunicação, serão apresentadas dois tipos de redes: uma com Application Server [possibilita que terminais de baixo poder de processamento utilizem aplicativos a partir de um servidor] na construção de um cluster de demostração [conjunto de PCs interligados por tecnologias de redes comuns e utilizando um sistema operacional como o GNU/Linux] e a outra que será do tipo tradicional, onde o sistema operacional e as aplicações serão instaladas localmente em cada uma das máquinas. (8)
O Fórum Social Mundial 2003, que aconteceu em Porto Alegre de 23 a 27 de janeiro, reuniu cerca de 100 mil participantes entre delegados, observadores, profissionais de imprensa e ativistas de todo o mundo.
A organização registrou um total de 20763 delegados, representando 5717 organizações de 156 países. Credenciaram-se para a cobertura do evento 4.094 jornalistas de 1.423 veículos, de 51 países do mundo. Deste total 3.262 vieram representando veículos de imprensa, rádio ou tevê e 832 como jornalistas free-lancers.
Dos 51 países, o Brasil foi quem enviou o maior número de representantes. Foram 2.131 jornalistas brasileiros que representaram 808 veículos. A imprensa italiana foi a segunda mais numerosa, com 153 jornalistas representando 83 veículos. A seguir vêm Argentina ( 141 jornalistas de 73 veículos) e França ( 153 jornalistas de 74 veículos). Destaque para a delegação americana que enviou 97 jornalistas, mesmo número da delegação de jornalistas uruguaias, mas com maior número de veículos: 53 contra 42 do Uruguai.
Foram realizadas 1286 oficinas no Fórum Social Mundial 2003.
O FSM 2003 contou com o trabalho de cerca de 650 voluntários.
O Acampamento da Juventude abrigou cerca de 25 mil pessoas, das quais mais de 19 mil foram credenciadas como representantes de cerca de 700 coletivos.
A organização do Fórum Social 2003 teve um custo direto total de US$ 3,485 milhões, fora os custos indiretos com pessoal e hospedagem de conferencistas assumidos pela Prefeitura de Porto Alegre.
O volume de dinheiro gerado pelo Fórum é, no entanto, muito maior. Os organizadores calculam que os 100 mil participantes movimentaram, no mínimo, US$ 20 milhões, entre despesas de transporte, hospedagem e alimentação. Pelos cálculos de alguns órgãos de imprensa, este montante poderia chegar a US$ 50 milhões.
A Procempa instalou e gerenciou uma mega infra-estrutura tecnológica para o III Fórum Social Mundial. Em todos os eventos do Fórum, a Companhia administrou 740 computadores, 51 impressoras e 58 pontos de rede para notebooks. Só no FSM, foram 700 computadores, 50 impressoras e 50 pontos de rede para notebooks. Os equipamentos foram conectados ao anel de fibras ópticas do Município com acesso gratuito à internet em uma velocidade que chegou a 100 Mbps, o equivalente a uma transmissão de dados mais de mil vezes superior à da linha discada. Eles foram utilizados 25.500 vezes nos seis dias do evento. O pronunciamento do presidente Lula, no dia 24, no Anfiteatro Pôr-do- Sol, e as principais palestras, que ocorreram na PUC/RS e no Ginásio Gigantinho, foram transmitidas on line pelo Portoweb. O provedor recebeu durante o período do FSM 12.887 visitas, 2.147 ao dia. Do total de acessos, 1.253 foram direcionados para as transmissões. Os usuários puderam acompanhar a atuação dos palestrantes estrangeiros na língua original ou em português e a atuação dos brasileiros, em português ou inglês. O Sistema Operacional Linux foi instalado em todos os computadores, o que resultou em uma economia de R$ 60 mil. A Procempa mobilizou 40 profissionais para orientarem os usuários e realizarem a manutenção das máquinas. Dois cybercafés foram instalados na PUC (24 computadores) e no Gigantinho (21 computadores) e ofereceram ao público acesso gratuito à internet de alta velocidade. Os 45 equipamentos foram utilizados mais de 16 mil vezes durante os seis dias do evento. Outros eventos:
A empresa gerenciou no Fórum Mundial de Educação 127 computadores e 25 pontos de rede para notebooks. Todos os equipamentos foram aproveitados também pelo Fórum Social Mundial. No Fórum de Autoridades Locais, foram 26 computadores e oito pontos de rede para notebooks instalados na Amrigs e, no Seminário de Administração Municipal, no Hotel Plaza São Rafael, a Procempa administrou oito computadores e uma impressora. Todas as aplicações do FSM desenvolvidas na
PROCERGS foram mantidas pela PROCEMPA com sucesso. (10) Membros da comunidade software livre internacional presentes no Fórum Social Mundial de Porto Alegre entregaram hoje um manifesto para o presidente Lula apoiando o
Programa Fome Zero e propondo a adesão do novo governo a projetos de software livre. O documento foi exposto e entregue a Oded Grajew assessor especial do Presidente Lula e um dos idealizadores do Fórum Social Mundial que se comprometeu a levar o assunto até o Presidente. A entrega foi no hotel onde o presidente estava hospedado, um pouco antes do ato que ocorreu no Anfiteatro Por Do Sol. Foi lá que o Presidente Lula acabou de discursar para milhares de manifestantes e partiu para Davos na Suiça. A delegação foi composta por Marcelo Branco (PSL-RS), Ana Paula Preta (GNURIAS), Marlon Dutra (Debian-RS) e Diego Saravia (Projeto Hipatia). (13)
Em 2003, as atividades sobre software livre extrapolaram. Foi uma verdadeira "maratona":
Dia 21.01 - Terça-Feira
Tecnologia e Inclusão Digital nos Governos Locais No Fórum de Autoridades: Mesa internacional que tratará de Tecnologia e Inclusão Digital nos Governos Locais. Mario Teza _ PSL-RS e Hipatia (Brasil) Gerson Almeida - Secretário do Governo Municipal de Porto Alegre (Brasil) Imma Mayol Beltran - Vice Prefeita de Barcelona/Secretária de Saúde e Meio Ambiente Coordenação: Ghissia Hauser - Supervisora de Desenvolvimento Tecnológico/Prefeitura de Porto Alegre (Brasil).
Dia 23.01 (Quinta-feira) ao dia 28.01
CiberArte e Software Livre
Usina da Comunicação - Acampamento da Juventude. Descrição: A partir de sucatas de computadores que temos em Porto Alegre ( placas mãe, fontes de alimentação, disketeras e de monitores se organiza uma "oficina aberta" que funcionará durante todo o FSM no espaço da *Usina da Comunicação# no Acampamento da Juventude. As sucatas são desmontadas e remontadas em um novo formato artístico de computador. Esses novos computadores remontados na oficina voltam a funcionar com software livre. É uma atividade multidisciplinar de artes plásticas e computação. Oficineiro: Etienne Dalacroax - Belga morando no Uruguai. Físico nuclear do MIT -EUA e artista plástico.
Dia 24.01 Sexta-feira
Rádios com Software Livre
Acampamento da Juventude Descrição: Organizar com todos os membros das rádios presentes no FSM uma oficina sobre softwares de gestão de rádios, desenvolvidos totalmente em software livre (Kdevelop) na Universidad Nacional de Salta. (
http://www.radio.hipatia.info) Painelistas: Diego Saravia, Grisel Barteloot, Ariel Ramos y Fernando Aramayo
Dia 25.01 Sábado
Crianças na Construção do FSM
Acampamento da Juventude Descrição: A oficina propõe a criação de um símbolo que associe o Software livre e sua filosofia ao FSM. Durante este trabalho, será explorada a criatividade das crianças através de técnicas de pintura, colagem e recorte. Posteriormente, o trabalho continuará em ambiente computacional utilizando software de livre distribuição (gimp e Gnome Paint). A oficina é direcionada para crianças até 10 anos. Responsável: Gnurias ww.univates.br/gnurias O grupo tem por objetivo maior integrar a figura feminina na campanha pelo uso de softwares de distribuição livre, rompendo laços com tecnologias proprietárias de alto custos, possibilitando que mais pessoas tenham acesso as tecnologias de informação.
Dia 25.01 Sábado
Cultura Hacker e Filosofia do Debian
Acampamento da Juventude Descrição: Breve histórico do movimento hacker, cultura hacker e a filosofia do grupo de hackers debian.org Palestrante: Pablo Lorenzzoni Médico e hacker da Debian. Coordenação do GU Debian-RS
Dia 25.01 Sábado
Free Software e Inclusão Digital
Acampamento da Juventude. Descrição: O poder público deve fazer opção pelo software livre no Brasil. As razões para essa escolha são muitas. Melhor qualidade técnica do software, combate ao monopólio, ética em não usar dinheiro público para treinar pessoas em produtos proprietários e consciência de que a compra de licenças de multinacionais aumenta o déficit brasileiro. Um exemplo de sucesso do uso do GNULinux no setor público são os Telecentros da Prefeitura de São Paulo. Esse já é um dos maiores projetos de inclusão digital no Brasil, atendendo cerca de 62 mil pessoas. Instaladas nas áreas de maior carência e pobreza, essas unidades têm oferecido cidadania à população. Palestrante: Sérgio Amadeu da Silveira - professor da Faculdade de Comunicação Càsper Líbero. Sérgio Amadeu da Silveira é professor da Faculdade de Comunicação Càsper Líbero. Tornou-se mestre pela USP com a dissertação Poder no Ciberespaço: Estado-Nação, controle e regulamentação da Internet, em 2000. É doutorando do Departamento de Ciência Política da USP onde pesquisa a teoria democrática na era da informação. Foi coordenador de projetos do Instituto Florestan Fernandes. É Coordenador do Governo Eletrônico da Prefeitura de São Paulo, responsável pelo Plano de Inclusão Digital do Município e pela implantação dos telecentros nas áreas mais carentes da cidade.
Dia 25.01 Sábado
A ONG Via-Libre na Luta contra a Exclusão Digital na Argentina e AL
Acampamento da Juventude Descrição: O Via Libre é uma ONG da Argentina que
luta contra a exclusão digital e em defesa do software livre. Nessa oficina membros da ONG falarão sobre o seu trabalho na Argentina e como as transformações superestruturais (legais e técnicas) vão contra as liberdades básicas. Serão tratados casos da WIPO, de Palladium e as tecnologias de DRM. Palestrantes: Enrique Chaparro, Federico Heinz, Daniel Polzella. Enrique Chaparro - Consultor del BID y del Programa de las Naciones Unidas para el Desarrollo. Miembro de la International Association of Cryptologic Research y del Technical Committee on Security and Privacy de IEEE. Miembro integrante de la Fundación Vía Libre.. Federico Heinz - Co-fundador de la Fundación Vía Libre Actualmente Director de Tecnologías de Vía Libre. Realiza trabajos de consultoría tecnológica, desarrollo de aplicaciones de internet para comercio electrónico y actividad editorial. Tiene más de dieciocho años de experiencia de trabajo tanto nacional como internacional en el ámbito tecnológico. Dicta charlas de difusión de GNU/Linux, participación en eventos y foros de soporte de GNU/Linux. Daniel Polzella Cano -Co-fundador de la Fundación Vía Libre. Actualmente Presidente de Vía Libre. Master en Ciencia Política de la Universidad Libre de Berlin. Más de 10 años de experiencia en la ejecución de proyectos de desarrollo dirigidos a Pequeñas, Medianas y Microempresas. Ex-docente de post-grado en la Universidad Católica de Córdoba. Autor de varias publicaciones. Se desempeña también como empresario del sector privado en diversos rubros.
Dia 25.01 Sábado
Free your software!" campaign: a new way to fund the development of Free Software by people
Dia 26.01 Domingo
Acción Técnica y
SocioCultural? de los Grupos de Usuarios Linux
Hora: 11 às 12h Local: Axônio 12 _ Acampamento da Juventude O Software Livre está mudando o mundo do software com um modelo de desenvolvimento comunitário e participativo em grande escala, o que tem demonstrado ser mais eficiente que o modelo industrial tradicional. Os grupos de Usuários Linux participam na comunidade conectando o "mundo virtual" com o "mundo real", colaborando com projetos sociais que requerem apoio técnico, dando suporte e inserindo o usuário na comunidade de software livre. Nesse sentido o Grupo de Usuários Linux do Uruguai tem participado com a comunidade desde 1997, conquistando uma experiência muito positiva. Palestrante: Mario Bonilla, grupo UYLUG do Uruguai www.linux.org.uy
Dia 26.01 Domingo
Segurança contra Invasão de redes de computadores com software livre
Acampamento da Juventude Descrição: O objetivo da oficina é de estimular o público presente no acampamento da juventude a quebrar a segurança e privacidade de uma rede de computadores montada com software livre especificamente para esse fim. Os hackers do Debian-RS farão a defesa. As pessoas que conseguirem
quebrar a segurança da rede receberão um
diploma. Responsável: www.debian-rs.org -------
Dia 27.01 Segunda-Feira
Desconstruir e construir o site oficial do FSM em software livre
Acampamento da Juventude Descrição: Desconstruir o site oficial do FSM que é em ASP (tecnologia Microsoft) e refazer o site todo em ZOPE (software livre). O novo site será colocado no ar e explicaremos essa tecnologia para os participantes. Responsável: X3ng
Dia 27 - Segunda-Feira
O Software Livre no Mundo: experiências e perspectivas
Acampamento da Juventude, Descrição: Mesa internacional com ativistas de software livre do Brasil, Itália, Argentina, Uruguai e Espanha. Será apresentado casos de implementação de software livre como ferramenta de liberação em cada um dos países e será feito um debate sobre as perspectivas e desafios do movimento em nível Internacional. Participantes: Marcelo Branco - representante do Projeto Software Livre RS - Brasil, Sérgio Amadeu da Silveira - Coordenador do Governo Eletrônico da Prefeitura de São Paulo - Brasil, Enrique Chaparro - representante do Via-Libre - Argentina, Diego Saravia - Ututo GNU/Linux - Argentina , Ismael Olea - Hispalinux - Espanha, Stefano Barale - ASSOLI Associação de Software Libero da Itália, Mario Bonilla - representante do UYLUG - Uruguai, Juan Carlo Gentile - representante do Hipatia _ Uruguai.
A Internet como meio de comunicação de massas Palestrante:Clairmont Borges
Para divulgar essas atividades fizemos um panfleto.
Em fevereiro de 2003, Marcelo Branco vai a Bilbao, Espanha, participar do Congresso "Opertunidades y retos para las regiones en la nueva sociedade de la información". Acaba encontrando o ex-presidente da República do Brasil, José Sarney. Desta conversa surge a Primeira Semana do Software Livre no Legislativo brasileiro. Marcelo Branco nos relata:
"Na mesa de abertura estavam presentes Pedro Sampaio Nunes, Diretor de Estratégia sobre a Sociedade da Informação da E-Europe e Diretor Geral da Sociedade da Informação da Comissão Européia; Guy-Olivier Segound, embaixador especial da ONU para o Congresso Mundial da Sociedade da informação; Marcel Boisard, adjunto do Secretário Geral das Nações Unidas e diretor executivo da UNITAR (instituto da ONU para formação profissional e pesquisa); Iñar Azcuna, Prefeito de Bilbao; Josu Bergara, Deputado Geral (espécie de 1 ministro) de Biskaia, Francisco Javier Urizarbarrena, Minsitro da Fazenda e Finanças de Biskaia e o Presidente do País Basco, Lehendakari. No discurso de abertura, o Presidente Lehendakari falou sobre a existência de "dois mundos -Davos e Porto Alegre - um da exclusão e outro da cooperação" Ele disse que prefere o mundo da nova globalização "solidária e ética", representada por Porto Alegre. Conclamou a todos os internautas a mandarem mensagens de paz em todas as línguas - "não podemos obedecer as orientações dos lideres mundiais", disse. "Temos que falar que queremos a paz", concluiu. Depois, tive a oportunidade de conversar com ele por cerca de 15 minutos na sala dos
ponentes...falamos sobre software livre e nossa experiência no RS, e cooperação com o Brasil. Na oportunidade, passei para todas autoridades folders institucionais da Prefeitura de Porto Alegre (orçamento participativo e apresentação do Governo Municipal e de nossa cidade), material e a bolsa do III Fórum Social Mundial - gentilmente cedido pela jornalista Vera Rotta - e a caixinha da
Rede Escolar Livre, que o Mário Teza me presenteou antes de sair da Diretoria da
PROCERGS.
Software Livre marca posição
Hoje (05) foi o dia de Diego Saravia, da Universidade de Salta - Argentina e da ONG Hipatia (www.hipatia.info), falar sobre a liberdade do conhecimento e de software livre. Defendeu a liberdade e privacidade na internet "sem controle dos Governos e corporações", criticou as tentativas de "patentear o conhecimento humano" e foi firme e claro contra as leis de patentes de software. "Sem podermos verificar o código fonte, linguagem entendida por humanos, dos programas de computadores que utilizamos, não chegaremos a uma sociedade da informação democrática" afirmou Saravia. "Temos o direito de conhecer os códigos dos programas de computadores usados pelos governos e cidadãos, é uma questão de direitos humanos", defendeu o representante da ONG Hipatia. Na parte da tarde, os cerca de mil participantes se dividiram em grupos para, em seções especiais, ouvirem palestras sobre E-Saúde, E-educação, E-handicap, E-governança, E-voluntariado e seções paralelas sobre artes e TIC's (Tecnologia da Informação e Comunicação).
Amanhã (06), os participantes voltam a se reunir no grande plenário do Palácio Euskauduna. Pela manhã, representando o secretário da SEDAI do Governo Gaúcho e Diretor de Desenvolvimento da
PROCERGS, Ronei Ferrigollo, estará apresentando o nosso Estado. Na parte da tarde, eu estarei fazendo a minha apresentação falando sobre os principais conceitos do
movimento software livre (www.gnu.org), as realizações do
Projeto Software Livre RS (www.softwarelivre.org), dos Telecentros Livres da Prefeitura de São Paulo (www.telecentros.sp.gov.br) e as perspectivas do software livre no governo do Presidente Lula. Em seguida, o ex-presidente Senador José Sarney estará falando sobre os "modelos econômicos para as comunidades inteligentes e sustentávies".
O que é o evento
Organizado pela Deputación Foral de Bizkaia, com o apoio do Governo Basco, Naçoes Unidas (ONU), através da UIT (Uniao Internacional de Telecomunicaçoes), pela Direçao Geral para a Sociedade da Informaçao da Uniao Européia, e pelo Congresso Mundial para a Sociedade da Informação, impulsionado pela ONU. O evento pretende impulsionar a cooperação internacional entre as regioes do mundo, para lograr uma implantaçao da Sociedade da Informaçao mais justa. Esse congresso engloba-se dentro das reunioes temáticas previstas para o Congresso Munidial para a sociedade da Informaçao, que a ONU celebrará em Genebra, em dezembro de 2003, e em Túniz, em 2005. (15)
Em março de 2003, Marcelo Branco foi a Madri, na Espanha, participar do encontro "Copyleft - Jornadas sobre Propriedade Intelectual". A promoção foi da Universidade Nomada - juntamente com a comunidade defensora da liberdade da informação. O evento se realizou no Centro Social. O Laboratório, com o objetivo de reunir pessoas de múltiplas funções da produção intelectual - músicos, editores, programadores informáticos, tradutores, escritores, estudantes, usuários -, que têm seu trabalho limitado pelas modalidades restritivas do copyright. Forão discutidas alternativas e elaboradas coletivamente iniciativas de trabalho e de distribuição que não impeçam o direito à cópia, nem limitem a criação coletiva. (16)
Em dezembro de 2003, Marcelo Branco vai ao Fórum 7 Lyon, França participar do debate "Inteligencia coletiva, software livre e midia independente". Também participou Beatriz Tibiriça, do Governo Eletrônico da Prefeitura de São Paulo. (14)
2004 começa com o FSM em Mubai, na Índia. Membros da ong internacional Hipatia e da Free Software Foundation Índia atuam conjuntamente, Vicente Ruiz, Nuria del Rio e Juan Carlos Gentile (Hipatia), Nagarjuna, Warren Noronha e o professor Jitendra Shaha, (FSF/India), ajudaram a preparar o Centro de Comunicações com software livre. Prepararam em conjunto 4 ou 5 conferências, montaram um stand para Hipatia-FSF (17) Teve destaque o software livre Nomade. Ele foi utilizado para as traduções simultâneas do evento. (18)
Em junho de 2004, o governo do Brasil defende o uso de software livre através do Ministro Gilberto Gil, no Fórum Cultural Mundial. Representantes culturais de 32 países estiveram reunidos em São Paulo
Em novembro, a ong internacional Hipatia lança um documento chamado "Proposta de uma politica livre para TI no Fórum Social Mundial":
Um outro mundo é possível.
A Hipatia pensa que "O Outro Mundo" implica que opções éticas para a difusão do conhecimento e do poder sejam feitas. De acordo com o que nós acreditamos, propomos escolhas éticas para a infrastrutura da tecnologia de informação no FSM: bases de dados, software, sites, ferramentas de comunicação na Internet.
As bases de dados do FSM
A informação é poder.
A informação sobre o Fórum Social Mundial, sendo informação sobre 15.000 ONGs (suas características, correios eletrônicos, endereços etc.); 100.000 pessoas (genêro, números dos passaportes, correios eletrônicos etc.); comunicações entre os citados acima e todos os documentos que tem algo que ver com o FSM; é uma quantidade de informação enorme e daqui poderosa. Software Livre (2)
Escolher software livre não é uma opção técnica, é uma opção de liberdade. O software livre oferece para todos e todas as liberdades fundamentais e cumpre com o principio ético da solidariedade. Utilizar software proprietario é imoral e o FSM não pode utilizar software proprietario. Construir o Outro Mundo Possível passa por uma clara opção em favor do software livre.
Sites e ferramentas para a comunicação no Internet do FSM.
Os sites do FSM e as ferramentas da comunicação têm que ser democráticos. Sites e ferramentas de comunicação livres devem operar usando formatos livres, protocolos livres e interfaces livres e devem permitir a todas as ONGs e as pessoas:
- publicar notícias e informações; - usar livremente os materiais disponíveis; - ter um espaço para informar os outros sobre si mesmos; - ter um lugar que permita a todos e todas participar, cooperar e interagir livremente com os outros.
O FSM precisa se tornar um fórum no ar 24 h/365 dias
Para realizar isso, a Hipatia pede que todas as bases de dados, sites, ferramentas de comunicação, software e a infrastrutura da tecnologia da informação de todo o FSM cumpram com os seguintes princípios:
1. Privacidade dos dados pessoais
Cada levantamento, manipulação e processamento de dados pessoais deve ser feita de acordo com as opções feitas pelo proprietário dos dados; Cada levantamento manipulação e processamento de dados pessoais deve cumprir com o mais elevado padrão internacional de proteção dos dados pessoais, fornecidos pelas legislações mais avançadas nesse campo; Tornar anônimos os dados pessoais deve ser a regra básica; O proprietário dos dados deve ser consultado sobre como quer a publicação dos seus dados; A recuperação dos dados pessoais deve ser difícil para os spammers; A ninguém deve ser permitido a coletar, lidar ou processar dados pessoais tornados anônimos; O gerenciamento das bases de dados será permitido unicamente às pessoas que se comprometam a respeitar todas as regras acima.
2. Software livre
Toda a Tecnologia de Informação utilizada no FSM deve ser feita unicamente com software livre.
3. Todos os dados para todos
A cada pessoa ou ONG que participe no FSM deve ser permitido acessar todos os dados do FSM que não foram tornados anônimos pelos seus proprietários.
4. Comunicação democrática
A infrastrutura de TI do FSM deve permitir que todas as pessoas e ONGs interajam cooperativamente e ponto-ao-ponto. A comunicação ponto-ao-ponto deve ser possível mesmo para as ONGs e pessoas que escolham tornar anônimos seus dados pessoais - totalmente ou em parte. As comunicações de-um-para-muitos devem ser minimizadas e sujeitas a políticas de transparência e pré-aprovação.
5. Sites e ferramentas de comunicação democráticos
Os sites e as ferramentas de comunicação do FSM devem operar usando formatos livres (3), protocolos livres (4) e interfaces livres (5). Os sites as ferramentas de comunicação do FSM devem permitir que todas as ONGs tenham possibilidades equivalentes de acesso às ferramentas de comunicação pela Internet. Todos os conteúdos publicados nos sites do FSM devem ser publicados sob uma licença livre (que permita utilizar, propagar e -no caso da documentação- modificar todos os materiais). As áreas centralizadas e controladas dos sites do FSM devem ser minimizadas e são aceitáveis somente se tal controle é claramente necessário por razões de gerenciamento.
NOTAS 2. O software livre tem a ver com a liberdade dos usuários. Liberdade de utilizar, copiar, distribuir, estudar, mudar e melhorar o software. Mais precisamente, se refere às quatros liberdades dos usuários de software livre: - a liberdade de rodar o programa, para qualquer finalidade (liberdade 0). - a liberdade para estudar como o programa funional, e adaptá-lo a suas necessidades (liberdade 1). O acesso ao código fonte é uma precondição para esta liberdade. - a liberdade de redistribuir cópias que assim possam ajudar a seu vizinho (liberdade 2). - a liberdade de melhorar o programa e de oferecer suas melhorias ao público, de modo que a comunidade inteira se beneficie (liberdade 3). Um programa é software livre se os usuários tiverem todas essas liberdades.
3. formato livre significa um formato de dados livre de direitos privados, que tenha uma descrição técnica, clara e completa, publicamente disponível.
4. protocolo livre significa um protocolo de comunicação livre de direitos privados, que tenha uma descrição técnica, clara e completa, publicamente disponível.
5. interface livre significa uma interface livre de direitos privados, que tenha uma descrição técnica, clara e completa, publicamente disponível. (20)
Enfim, vai começar o V FSM. Para este ano, membros da Comunidade software livre prepararam "A agenda da Liberdade e do Conhecimento" :
As inscrições de atividades para o FSM já se encerraram no dia 25 de novembro. 2.560 eventos foram inscritos por 4.071 organizações de 112 países. Este mega-evento tem uma previsão de público de 150.000 pessoas.
As atividades de Software Livre estão no eixo temático 10 "Pensamento Próprio, reapropriação e socialização dos saberes, conhecimentos e tecnologias", sub-grupo "Tecnologias a serviço da Sociedade" + espaço 2- Juventude, tecnologia e mídia e 3- Tecnologias da Informação e Comunicação.
Todas atividades propostas podem ser visualizadas em
http://inscricoesfsm.org.br/content/index.php[1]
Após o término do trabalho de aglutinação, estaremos divulgando no portal do PSL-Brasil com detalhes os locais das atividades e a agenda da "Liberdade do Conhecimento".
Confira a programação:
1- Revolução Digital: Software Livre, liberdade do conhecimento e liberdade de expressão na Sociedade da Informação
Organização- Ministério da Cultura, Projeto Software Livre Brasil e Creative Commons
Conferencistas:
-Manuel Castells: Sociólogo e economista da tecnologia da informação; sociólogo urbano; sociólogo para o desenvolvimento, politicas tecnológicas e desenvolvimento regional abordará a sociedade da Informação.
-Gilberto Gil, Ministro da Cultura do Brasil, abordará as novas alternativas de produção, difusão e criação de obras culturais a partir da revolução digital.
-John Perry Barlow - uma espécie de hipie libertário do cyberespaço...que defende a liberdade de expressão no Cyber e luta contra o controle da Intenet pelos governos e corporações. Manifesto de 96
http://www.eff.org/~barlow/Declaration-Final.html
-Lawrence Lessing: Da creative commons. Advogado que defende uma nova ordem jurídica alternativa as ideologias da propriedade intelectual. Licenças livres (como a do software livre) para modificar , distribuir e copiar obras culturais (livros, musicas e filmes). Defende a reapropriação das obras culturais pelos próprios autores - SEM intermediários.
http://creativecommons.org
-Christian Ahlert, da BBC de Londres.
Resumo:
Reflexões para a construção de um novo programa de transição para "outro mundo possível" levando em conta as principais disputas na "Sociedade da Informação"oriundas da "revolução digital": Propriedade intelectual X compartilhamento do conhecimento, apropriação pelas organizações sociais das ferramentas construídas pelos hacker's como a internet, liberdade de criação e expressão na Rede Mundial
2- Revolução Digital: Compartilhamento X Bloqueio do Conhecimento na Sociedade da Informação
Organização - Instituto de Tecnologia da Informação, Projeto Software Livre Brasil e Creative Commons
Participantes:
- George Greve - Presidente da Free Software Foundation Europe
- Yochai Benkler- Professor of Law at Yale Law School
- Sérgio Amadeu da Silveira - Presidente do Instituto de Tecnologia da Informação
- Cláudio Prado - articulador de políticas digitais do
MinC?
- Pedro Rezende - UNB e PSL Brasil
- Marcelo Branco - PSL-Brasil
- Diego Saravia - Universidade Nacional de Salta- Argentina
- Fernanda Weiden - PSL Mulheres
Resumo:
Os rumos da revolução digital estão em disputa. De um lado os lutadores pela liberdade do conhecimento que propõem a livre circulação do conhecimento e das informações pela Rede Mundial e de outro os poderosos interesses econômicos e políticos que tentam impedir a socialização do conhecimento e fazer da internet mais um espaço de acumulação e de reprodução das desigualdades.
3- Segurança de Computação. Empreendedorismo para adolescentes, Software Livre e Linux
Nome de organização - 4Linux
4-
HackerTeen? - Software Livre para adolescentes!
Nome de organização - 4Linux
5- Regulamentação da Profissão de Informática
Nome de organização - Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Processamento de Dados, Serviços de Informática e Similares
6- Soluções Criativas: Telecentro Para Lideranças Locais / Internet Como Rede de Troca Comunitária
Nome de organização - Comunidades Catalisadoras
7- Tecnologias Sociais: Soluções que transformam o país
Nome de organização - Fundação Banco do Brasil
8- Processo de Migração da Plataforma Proprietária para Livre e seus aspectos reais
Nome de organização - IBASE Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas
9- Tecnologia Social para eficiencia em gestão de políticas públicas
Nome de organização - Instituto Dialog
10- Vermelho e congêneres - sites de esquerda: o espaço das idéias avançadas na internet.
Nome de organização - Associação Vermelho
11- Harnessing the Potential of ICTs & Satellites to Build Inclusive Knowledge Societies
Nome de organização - Club of Rome
12- Inclusão Digital - a Experiência do Programa Acessa São Paulo
Nome de organização - Escola do Futuro da USP
13- Fenster fur die Welt - Janelas para o Mundo
Nome de organização - INSTITUTO VYGOTSKIJ - Alemanha
14- Del SW propietario al SW libre en las organizaciones sociales
Nome de organização - Metabolik Biohacklab - Espanha
Espaço 10-1 Modelos e alternativas para uma nova educação
15 - Software Livre e Movimento estudantil : Uma perspectiva revolucionária
Nome de organização - Executiva Nacional dos Estudantes de Computação
Resumo:
O software proprietário consolida o controle do capital sobre a sociedade, reproduzindo com uma nova roupagem o modelo de produção que "evolui" desde o mercantilismo pré- capitalista. Em contraposição, temos o Software Livre, cuja produção é baseada na colaboração e na liberdade. Qual dos dois é adequado à construção de um novo mundo?"
16- Curriculo Livre: o Software Livre e a batalha por uma nova educação
Nome de organização - Executiva Nacional dos Estudantes de Computação
Resumo
Assim como na educação, na tecnologia um modelo verticalizado não possibilita a contrução coletiva de conhecimento. Dado que a tecnologia é parte inevitavelmente integrante da vida na sociedade contemporânea. Para que outra educação seja possível, é preciso compactuar com o Software Livre, modelo cooperativo, descentralizado, horizontal e inclusivo de desenvolvimento tecnológico.
17- A contribuição dos estudantes universitários na inclusão digital
Nome de organização - Executiva Nacional dos Estudantes de Computação
Resumo
A inclusão Digital como uma forma de inclusão social, abordando temas não somente técnicos, fazendo as pessoas interagirem com o computador e com a sociedade que os cerca, mostrando que temos que ter uma visão crítica da sociedade e da tecnologia, da sociedade para entendermos e superar as desigualdades e da tecnologia para democratizar seu acesso e questionar sua produção e utilização.
[1]
http://inscricoesfsm.org.br/content/index.php (21)
Hoje o site oficial do FSM migrou para software livre. A consulta temática terminou no dia 3 de agosto e contou com a participação de 1.863 organizações, que indicaram os temas que pretendem levar a Porto Alegre ou que gostariam de ver debatidos. As respostas estão em um banco de dados livre. A partir dele, vocês poderão facilmente identificar organizações interessadas em cada questão e contatá-las, programar atividades conjuntas e mesmo articular, desde já, ações comuns. A lista completa de entidades participantes, com seus contatos (e-mails e números de telefone) e as respostas da consulta estão disponíveis no site www.consultafsm.org.br . A Cooperativa SOLIS desenvolveu a solução livre. No Escritório do FSM em Porto Alegre, tudo roda em software livre. Desde o gerenciador de projetos dotproject, servidor de email , estações de trabalho e a parte de transmissão pela internet. As distribuições utilizadas são Debian GNU/Linux e Slackware Linux. O Acampamento da Juventude será todo em software livre. (22)
Conclusão:
Existe um esforço de membros da comunidade software livre no sentido de somar forças com o Fórum Social Mundial. Este esforço permitiu que milhares de pessoas, ong e empresa, tomassem contato com software livre. Com certeza, existem muitas questões a serem resolvidas. Mas essa parceria tem avançado bastante. Sei que outros Fóruns Sociais ocorreram e lá atividades sobre software livre aconteceram. O fato de não tê-los citados não significa que não foram importantes. Procurei fazer a minha parte. Com os dados que dispunha reconstrui uma breve cronologia dos fatos. Se você tem um relato não citado, escreva-me que terei o prazer de inclui-lo neste artigo. Em função do tempo e cansaço, não desenvolvi o texto além dos relatos. De qualquer forma, este material servirá de fonte para muitas avaliações.
Como dizia Miguel de Icaza, criador do GNOME:
Um novo Software é Possível
Um novo Mundo é Possível
Fontes:
(1)
http://www.forumsocialmundial.org.br/main.php?id_menu=19&cd_language=1
(2)
http://www.softwarelivre.org/news/275
(3)
http://www.softwarelivre.org/news/181
http://www.softwarelivre.org/news/182
(4)
http://www.softwarelivre.org/news/275
http://www.softwarelivre.org/news/277
http://www.softwarelivre.org/news/279
(5)
http://www.softwarelivre.org/news/513
http://www.softwarelivre.org/news/519
(6)
http://www.softwarelivre.org/news/624
(7)
http://www.softwarelivre.org/news/629
(8)
http://www.softwarelivre.org/news/643
(9)
http://www.softwarelivre.org/news/743
(10)
http://www.softwarelivre.org/news/791
(11)
http://www.softwarelivre.org/news/767
(12)
http://www.softwarelivre.org/news/1588
(13)
http://www.softwarelivre.org/news/765
(14)
http://www.softwarelivre.org/news/1588
(15)
http://www.softwarelivre.org/news/784
(16)
http://www.softwarelivre.org/news/866
(17)
http://www.softwarelivre.org/news/1672
(18)
http://www.softwarelivre.org/news/1698
(19)
http://www.softwarelivre.org/news/2631
(20)
http://www.softwarelivre.org/news/3256
(21)
http://www.softwarelivre.org/news/3543
(22)
http://www.forumsocialmundial.org.br/main.php?id_menu=5_4&cd_language=1
--
MarioTeza - 21 Oct 2005