Esta reunião ocorreu em agosto de 2003, em Brasilia.
A seguir segue uma transcrição da reunião. Assim que tiver um tempo darei uma editada no texto. Mas vale o resgistro.
Cátia apresentando o palestrante:
Vai estar todo mundo até o final da noite gostaria de agradecer ao Mário pois ele esta sendo uma ajuda grande que esta dando para gente e eu sei que este é um sacrifício para o pessoal porque ele esta vindo de viradas, então vamos tirar bastante proveito, a idéia é que o Mário traga para a gente a experiência que ele teve na Dataprev ou seja está tendo na Dataprev de migração de sistema , consolidação de software livre, então a idéia é que ele nem fique falando muito, temos de perguntar muito, a gente perguntar bastante para ele poder falar, para estar esclarecendo para gente e aproveitar o sucesso e evitar as dificuldades que ele já passou neste processo. A gente vai estar gravando a apresentação que a idéia depois é fazer um artigo, escrever alguma coisa sobre isso, é um assunto muito novo, então a idéia do Mário é depois estar desenvolvendo um artigo sobre isso. A palavra esta com ele.
Só apresentar os dois penetras aqui o ...... na Dataprev ele é gerente no Mato Grosso do Sul, esta no evento aqui também ...... no governo eletrónico e ele também é um dos que começou software livre na Dataprev na gestão anterior ainda, e o Bueno que é um dos responsável pela ligação Banrisul........ e como ele estava aqui também eu falei vou convidar porque certamente pode pegar três ambientes bem diferentes e grandes né, o governo do Rio Grande do Sul, a experiência da Dataprev e a experiência do Banco de dados................... e ai da para ilustrar mais principalmente estando ainda morno ........................ mas eles toparam a empreitada porque a gente sabe que ...... vai ser para todo mundo, ...................... apresentar muito mais do que a gente precisa.
A Dataprev no Mato Grosso do Sul..............................
* Mário cedido do Serpro para a Dataprev,
MT - a experiência da Dataprev e a experiência banco do estado no caso a experiência do banco do estado não banco e aí da para ilustrar bastante a a ... meio ... e outras coisas mas eles toparam a empreitada mesmo porque a gente sabe que o que o Serpro disser/fizer vai ser útil para todo mundo vão acrescentar muito mais do que a gente conseguiu.
Mário do Serpro cedido para a Dataprev, José Luiz Crecin Dataprev do Mato Grosso do Sul mas atuei e venho atuando até ... do ano passo desenvolvendo ações de software livre dentro da Dataprev.
Bueno/Breno, funcionário de carreira do Banrisul ............
risadas
Cristina Navarro da SUPCT....
Bete, trabalho na consultoria tecnológica....
Meu é Sérgio, trabalho na SUNMP, no projeto Siapenet,
Gutemberg, Sunmp, desenvolvimento do Comprasnet.
Mara, Sunmp, SIAPE, em breve será software livre.
Gisela....
risadas
Meu nome é Benhur analista da SUPCT,
Iran da chefe do desenvolvimento do Siape
Bruno da SUPCT área de tecnologia e processo....
MT - Então vou ser vem objetivo porque alguns tem problemas de horário, pelo menos nessa próxima meia hora um hora né então vou dar um geral e depois a gente pode entrar em detalhes. Eh, o que eu vou falar aqui, a minha parte, depois tem a parte deles. Então o que eu preparei, o que eu vou falar não significa que aconteceu no mesmo tempo e espaço. O que vocês viram naquele roteiro ali não aconteceu né, naquela ordem tá, tempo e espaço no Rio Grande do Sul. As coisas foram completamente diferentes. Então o que vocês estão vendo ali já é uma avaliação minha do que aconteceu lá. É uma percepção, não quer dizer que seja a única percepção correta, a única percepção, existiram outras tá, a idéia inclusive do produto desta reunião se transformar num documento é que as pessoas vão poder também debater sobre isso, tanto quem viveu como vocês que vão estar operando coisas novas aqui. Então, eu vou misturar um pouco de cronologia e vou jogar a esmo ali, questão que sejam mais relevantes para vocês agora.
A primeira questão que me pareceu importante num debate, numa empresa como o Serpro ou qualquer empresa, mas uma empresa como o Serpro ou Dataprev né, mas o Serpro pelo porte, pela diversidade que ele atende. Qualquer estratégia da Diretoria e do Governo como um todo tem que considerar que nós estamos num país que tem história ... nós não somos o Paraguai, nós não somos um pequeno país, que não é nenhum ... ser pequeno, mas nós temos uma história de tecnologia. E o Serpro viveu isto tudo,
como a Dataprev com menos tempo em relação não só ao Serpro, mas vamos falar então no caso do Serpro que nos interessa mais.
Então o Serpro, ele viveu praticamente todos os ciclos da tecnologia, e conseguir ter excelência sobre eles, o único ciclo que o Serpro ainda não domina é o ciclo do Software Livre. Mas se nós pegarmos os últimos grandes ciclos: Grande porte, cliente servidor, mesmo proprietário, e web, usando, tanto integrando a nossa plataforma cliente servidor chamada legado com a nova plataforma da era Microsoft e levando isso pra Web conseguiu né, o Serpro conseguiu fazer.
Então, aí fica nessa introdução que eu coloco, que o Serpro ele tem o que aprender com a comunidade Software livre, com certeza, mas o Serpro vai ensinar muito para essa comunidade, porque a comunidade software livre, tirando as grandes universidade americanas e européias, alguns centros militares, ela é composta basicamente de indivíduos que no fim de semana, à noite, ou mesmo às vezes no próprio trabalho consegue fazer alguma coisa em relação ao software livre, mas isto em relação à aplicações pessoais, algum problema que ele tem, algum recurso, nunca via ser algo corporativo.
Então isso no mundo é algo que é ainda inédito. Nesse site de governo livre, governolivre.softwarelivre.org, vocês vão encontrar 500 MB de documentação de governo. Esse é o trabalho que vai estar no site governo livre que está vindo para cá hoje, vem um colega eu acho que do Rio Grande do Sul, começou a ... com os colegas daqui né o Sobral, acho que vai começar a ser instalado então esse portal que vai servir para todo o governo e já é o resultado também da experiência que a gente teve lá no Rio Grande do Sul.
Lá a última coisa que a gente fez foi o portal, o repositório para enxergar todas as experiências, trocar parceria, ter um ponto de referência, o Serpro já está começando com o pé direito, ela já começa o seu trabalho tendo uma infra-estrutura colaborativa de alto nível de uso internacional que é este governo livre, a estrutura que está por trás dele. Então esta é a primeira questão.
A Segunda em relação ao reposicionamento estratégico, isso o Serpro já vinha, pelo menos na Supac, que eu acompanhava, já vinha discutindo, certamente em outras áreas também né. Isso não seria manifestação só de uma UG, ainda a mais a Supac. Mas, a grande questão que a gente vai precisar para fazer qualquer processo de migração é Ter a visão estratégica da empresa em termos de modelo tecnológico, então pensar se a gente vai continuar ou não nosso desenvolvimento independente, ainda da arquitetura de hardware. Nós temos que Ter uma escolha, e o Serpro já fez a escolha, que é o modelo Web, então me parece completamente acertada, é o que o governo do estado também lá do Rio Grande do Sul, tentou, trabalhou. Só que lá a coisa, a gente definiu pelo modelo web, a gente imaginava que escolher, portar as aplicações corporativas para a internet e permitir então o acesso aquelas aplicações, independente do sistema operacional, independente do browser do usuário, seria desligar o IBM, esta é a visão que o governo do estado tinha, a Procergs tinha, e foi uma grande ilusão, porque na realidade, eu vou falar isso depois, a gente vai falar de legado, isso não aconteceu. Então essa questão do reposicionamento e o Serpro já tem essa definição em geral, algo que a gente tem que acrescentar nessa definição, eu não conheço ela todo, conheço somente o que eu fiz na Supac, mas esta questão dos padrões abertos. Padrões abertos, padrões internacionais, isto é uma luta que a gente já fez a muito, na PPD nacional, na indústria nacional brasileira, e que retomou agora com software livre. Então na realidade se tinha uma discussão tanto de hardware quanto de software, e hardware hoje o padrão Intel de alguma forma se estabeleceu e o que era pesado é pesado mesmo, então a IBM, .... não tem muito como fugir, mas vamos falar de software que é o que nos interessa, então o Serpro deve procurar ao máximo se ater às definições internacionais, e isto é uma definição importante. No caso lá do governo do estado, a gente tinha isto com pré-requisito, só que em geral a gente se descuidava e quando ia fazer uma aplicação, sempre escorregava numa ferramenta que dava uma produtividade a mais para uma determinada, software por exemplo uma Oracle da vida, que era muito bom, tinha um ambiente muito legal, mas aí tu ficava preso nele, se fizesse lá uma aplicação baseada no SQL padrão tu fazia, depois aquilo trocava de banco em geral e funcionaria. Então esta questão de padrão é legal, e o Serpro tem que ser o guardião dos padrões, tanto padrões internacionais, dos grandes consórcios, o .............., e todos os outros que a gente puder, tanto participar, ou não precisa nem participar, mas que tenha uma posição, algo reconhecido.
A questão da independência de plataforma, isso é fundamental, nós não podemos como fornecedor, nem nos agarrar a uma plataforma, e nem obrigar nosso usuário a usar a plataforma que a gente quer, então ao mesmo tempo que a gente vai partir de padrões abertos, livres, internacionais, na arquitetura nossa ela tem que ser uma arquitetura que permita ao usuário, seja o ambiente que ele tiver, ele tem que conseguir operar nossa aplicação.
Então isto também é uma outra definição importante porque lá a gente tinha a tentação de criar tudo com Linux e aí não funcionava, porque se tu não fizesse com web, multiplataforma, “larala”, tudo era Linux, era livre, mas ela não rodava, tinha que trocar todo o ambiente das secretarias, então também não resolvia nosso problema, porque tínhamos investido muito dinheiro, em licenças de software. Então esta questão também é importante, é importante para nós enquanto nós somos fornecedores do governo, enquanto também compradores a gente quando instala alguma coisa, também é uma questão que a gente tem que exigir isto de um fornecedor. Ele tem que nos dar uma garantia que a gente consiga Ter alguma flexibilidade no que a gente tá comprando tanto em software hardware como em hardware e a última definição é: uso intensivo de software livre.
Bom esse uso intensivo não é contraditório com o direito de usuário de usar a plataforma que quiser. O uso intensivo significa estruturar a empresa, o nosso modelo de desenvolvimento baseado em ferramenta livre, sempre pensando naquela premissa anterior, tem que ser web e multiplataforma, mas tu pode fazer web e multiplataforma até usando proprietário desde que tu escreva corretamente. Então usar software livre significa que tu vai Ter um ambiente que a gente vai Ter que aprender é óbvio, a gente vai trabalhar pra isso, mas significa que vai Ter implicação na nossa área de desenvolvimento e em outras áreas, mas não significa ditadura no cliente. Cliente que eu digo não é hardware nem software, é cliente usuário.
Bom repor esta nova plataforma, aí algumas coisinhas comecei a falar né, então, e aí eu vou ser bem objetivo, nós estudamos lá muito na Procergs num debate logo por que a cultura era todo Natural/Adabas depois Web, Aspe, Microsoft em geral, e ai quando entrou a questão do novo mundo e era uma polêmica é Java não é Java, e o pessoal é não sei o que e no meio disso entrou o software livre, ai vocês imaginem a confusão no que deu me, Java não é livre, Java é livre, é, bom tem muita coisa que ali não é orientado a objeto e ai vai, digamos assim aumentou a complexidade da definição, tá, então o que eu já estou colocando aqui já é o resultado de dois anos de discussão lá, tá vocês não precisam concordar com isso mas eu achei interessante o resultado que pode ser pelo menos indicativo me, a isso nós vamos querer mas ai vocês vão ter uma noção, a primeira e a seguinte que nos diferenciamos, eu estou falando muito rápido.
Risadas.........
Eu falo rápido?
Risadas.........
Bom eu vou falar divagar
...............................
É se eu falar assim vocês dormem.
Cátia , se perder nunca mais.
Há........ diferenciar a primeira questão é se o nosso e Web multiplataforma, independência de Hardware software de sistema operacional do usuário de Browser e tudo mais, e não quer dizer que Web é tudo igual né, então nos vamos ter, e lá nos classificamos em dois grupos, aplicações Web de conteúdo dinâmico e aplicações de conteúdo transacional tá, a aplicação Web de conteúdo dinâmico onde é que a gente encaixaria assim de forma bem grotesca site d ministério, e conteúdo dinâmico vai ter de criar acompanhamento tu pode até.
Pergunta: Qual a publicação?
R. Publicação mas até do ter interação com Mainframe constitucional: é mas no nosso caso a gente fez até experiências interessantes integra como.........mas tu não atualiza o grande porte, tu vai lá e busca por exemplo na secretaria de Educação banco de aluno do, 1 milhão e quinhentos mil alunos, então tem uma aplicação em web que consulta aquilo tá, então é uma aplicação dinâmica, tá, mas não tem transação ali não é, no máximo são consultas tá, bom isso vai dar para fazer muita coisa, há mas não é então essa transacional, bom nos o grupo inicial do suporte defendia Java até a morte, tá e ai a gente começou a estudar há, com um grupo de software livre algumas alternativas que fossem orientada a objeto, que fossem multiplataforma, que dessem ganho de produtividade, que permitisse que alguém que ............................. Natural/Adabas ou ......... pudesse migrar com uma ferramenta dessa com algum ganho de produtividade né, com alguma rapidez em desenvolvimento, e a gente descobriu o ZOPE, um ambiente muito interessante para isso, nós levamos lá Rio Grande do Sul várias vezes os criadores do ZOPE e o pessoal dos Estados Unidos quem participou lá, não sei se alguém aqui chegou a participar de algum evento lá, mas nos levamos os caras lá né, há e se mostrou uma ferramenta muito eficiente eu vou dar um exemplo só que ilustra, nos tínhamos uma aplicação lá a uns 4 anos escrito em C que um CGI que tratava as informações do TRE no Mainframe no Natural/Adabas e ai jogava para Web, antes era ASP depois PHP, e ai a gente começou a fazer uma experiência com ZOPE, só que a turma nossa do grande porte e a turma do PHP, não,
ZOPE aqui não, então tudo bem deixa, lá nós temos um provedor, provedor publico como o terra lá é o segundo maior do estado é o nome, o do grande estado, então nos vamos deixar a consulta da população às eleições né, porque todo mundo estava curioso nessa ferramenta que já estava testada e vamos fazer uma pra televisão, tinha a teve estadual lá, e com o ZOPE que a gente já vinha trabalhando na rede escolar com o ZOPE com aplicações muito interessantes integrando ZOPE com Natural/Adabase /Maiframe uma coisa assim e também com Java, mas tudo bem nos vamos testar nessa aplicação pode ser critica a , o TSE mudou na, uma hora antes de ligar/criar o primeiro relatório da apuração mudou a estrutura dos dados lá, então todo mundo teve de rescrever o seu aplicativo né, tanto em C como ZOPE como todas as televisões como todo mundo né, porque estava furada, bom o nosso pessoal lá, por problemas babacas de licenças não se ligou que o pessoal que estava em C que tinha um problema de licença lá de um compactador que tinha inspirado, não era livre, e tinha inspirado a licença, e ai perderão umas 20 horas que foram descobrir qual que era o problema, enquanto isso o pessoal do ZOPE foi lá pá e fez o ...................... botou no ar foi o que segurou a nossa, o provedor foi a aplicação em ZOPE com Horaco , no caso era com Horaco, mas isso não é o relevante, o relevante é que a globo nessa aplicação da televisão é bom Rio Grande do Sul né, nosso único ponto de processamento e o Rio Grande do Sul mesmo recebiamos processamos lá, a globo tinha ou em Brasília ou n Rio de Janeiro a gente nunca soube exatamente essa parte tá, mas que fosse Rio de Janeiro a pior hipótese tá, do TSE até o Rio eles recebiam antes os dados e eles sempre divulgaram 5 minutos depois da gente o resultado nacional, a televisão do Rio Grande do Sul conseguiu sempre estar sempre 5 minutos antes nas divulgações dos totais nacionais, e ela recebia depois fisicamente depois, não era a mesma conexão, não tinha nada satelete nada, era............. normal então demos.................... o seguinte , pó a aplicação era realmente interessante a ferramenta era uma boa ferramenta e bem implementada da um bom retorno né, bom pra aplicação transacional ai a discussão tradicional tradicional que ai vocês............................... também e é Java tá e ai entrou o Java tá e ai entrou o Java Suingue porque tinha toda uma discussão na parte cliente servidor porque o que a gente viu, pensar em migrar toda ligado para Web tem coisa que não vai dar e hoje a gente utiliza muito ou processamento no grande porte mesmo né, mainframe ou dependendo da aplicação que já migrou usa o processamento local né Web geralmente Web o Delph mas Web puro, então processava alguma coisa lá no cliente que só vinha o resultado para o servidor que ai continuava então , tu precisava de alguma aplicação que fosse coerente com a sua definição de ser Web de ser Java e que tivesse alguma coisa no cliente, e também no cliente então nos definimos o Java Suingue como algo interessante depois a gente até fez algumas experiências muito legais como ele e o resultado foi muito legal, se vocês fizessem uma aplicação rodando, estalam o Windons, estala o Linux e é a mesma cara, desempenho até melhor no Linux, nesse caso mas não importa, bom e a outra questão que a gente chegou no final do governo é a questão do application server, isso ai é fundamental por que a gente viu que dependendo do tipo da aplicação pesada não é qualquer coisinha então tu vai Ter que te capacitar melhor, e ai a gente fez alguns estudos sobre application server e caímos num proprietário, eu acho que era o da Borland, teria que, eu vou recapitar e vou mandar depois pra vocês isto tudo tá. Mas tem appliction servers livres muito bons, inclusive o Jboss agora é até certificado pela Sun.
É isso aí então. Legado não é fácil.
A diretoria da Procergs quando começou a discutir esta questão ela vinha duma experiência em municípios aonde a IBM representava 80% da despesa da empresa e a Diretoria, há uns oito anos atrás, o Rogério Santana hoje secretário aqui né (CLTI), e o Mazone que hoje está Celepar do Paraná eles quando começaram administrar aquilo, mais o Rogério que o Mazone, o Mazone entrou depois, eles entraram bem naquele tempo que a IBM era extremamente dura não falava nada em software livre o modelo de comercialização era muito, muito duro e estava começando o ambiente cliente/servidor, resultado: o pessoal da IBM ... meteram servidor Microsoft e se livraram da IBM, hoje ela deve ser aqueles 5% da ......
Bom, mas também não tinham aplicações como as nossas ou como a Dataprev e aí tínhamos outros componentes, mas esta experiência vivida com o pessoal na prefeitura foi levada para o governo do estado pelo Mazone, então a visão do Mazone sobre o problema do governo do estado era o mesmo da prefeitura, tem que desligar esta máquina do IBM, só que agora ao invés de colocar Microsoft vamos aproveitar e colocar software livre, multiplataforma e web, só que a gente viu que primeiro, o governo do estado não era a prefeitura de Porto Alegre, as aplicações eram aplicações muito grandes em relação a prefeitura de Porto Alegre, bem menores que as daqui do Sepro e da Dataprev.e aí a gente viu que migrar não era trivial, depois a gente descobriu que, foram feitos vários estudos lá, mas eram estudos da área de suporte, operações, no máximo pegava desenvolvimento, então aí ao final, aí quando eu já era Diretor, eu disse olha: nós já temos uns três ou quatro estudos, a Diretoria indignada com o corpo técnico porque não migrava, eu disse não adianta ficar bravo, temos que rever porque não migramos. Se a gente descobrir porque não migramos e ainda assim Ter um projeto de migração, mas vamos estudar porque não migramos, aí então foi esse grupo aqui que eu trouxe, o primeiro relatório que a gente ... batizou de Home Natal, que era uma sacanagem na realidade, porque a previsão era que no final do ano estourava o Mainframe, da crise total no estado, e a gente começou isso aqui lá em agosto eu acho, então vamos botar um bom natal que se a gente colocar que é terror pior então distribui email para todos os chefes, para todo mundo então
Contigência era o caos, vocês vão ver aqui depois nos estudos é bem interessante, bom, aí vamos jogar tudo que já tínhamos de estudo e vamos fazer um ... vamos botar a área de negócios, área comercial, todo mundo que tenha alguma coisa a dizer, aí vem alguém que não tenha nada a dizer, resultado: a primeira reunião, o pessoal da área comercial já levantou um detalhe que, você já perceberam que se desligar o IBM, 65 a 70% da receita da empresa vai embora, e a baixa plataforma, a pequena e média plataforma, a gente chama pmp como o pessoal chama lá né, mas o ambiente cliente/servidor é deficitário, não, nós não pensamos nisso, a gente só pensa que essa norma é cara, eu disse pô mas é mesmo, então depois que, é natural né, o Mainframe já tem uma curva de amadurecimento, de domínio, estabilidade, um modelo de comercialização, nós já temos isso lá na Procergs, o modelo cliente servidor é um outro modelo então até, e todo mundo falando, vamos colocar cliente servidor que é mais barato, agente já viu que não é mais barato porcaria nenhuma, agora o problema é tornar ele rentável para uma empresa, e não é Microsoft, porque não vamos vender licença para nenhum serviço, então como é que tu torna esse processo cliente servidor rentável em algum tempo, não é que você mais Ter um retorno imediato, mas tem que tornar ele rentável, aí nós não tínhamos nos dado conta disso, e começou a discussão, bom então vamos analisar melhor, podemos desligar o IBM, não podemos, não contrário se a gente puder aumentar a carga de trabalho dele é melhor pra nós, aumenta a receita, e tudo mais. Então o que o torna tão caro, a gente não sabe, simples, no nosso caso que é o mesmo do Serpro, não é o caso da Unisys que é bem pior né.
Nós tínhamos a dobradinha IBM – Consist, então o nosso problema não era a lata, o nosso problema eram Adabas, Consist, cada vez que a gente aumentava, mais processador, mais MIPs mais tu pagava, e isso a própria IBM já tinha percebido, tanto que ela passou cada vez mais se desvincular da Consist, no mundo inteiro, tanto que o maior parque instalado deles é Brasil praticamente hoje em dia, né da Consist, não tem, um domínio total aqui, então nós começamos a nossa solução da seguinte forma, nós não temos que desligar o IBM, nós temos que nos livrar da Consist, e aí trabalhando essa idéia que legado não é fardo, ao contrário né, empresas como a nossa, empresa que não consegue isto em trinta anos como o Serpro quarenta, isto é patrimônio, é conhecimento da tecnologia, e é dinheiro mesmo. Então era melhor vocês fazerem um levantamento disto tá. Bom, aí então, podem interromper também mas é que depois eu, já estou no fim tá só falta mais..
P. – O que .........................
R. _ não, não substituímos, não
P. _ Vocês só chegaram a conclusão de que era ali que era o.
Mário – que ai ouve uma diferença de enfoque da diretoria em vez de tirar a máquina nós propunhamos rescrever a aplicação manter o IBM né, mas já chegar nisso tá. E ai exatamente que vem esta pergunta, como pintar o treem andando! Né a migração, então a, ai a primeira questão que a gente começou a questionar a diretoria por que migrar né, eles tem alguns motivos, mas podem ter outros como por exemplo o caso do planejamento né, eu quero um software livre, tá o cliente pode querer né, então faltou....... colocar o cliente,
comentário: algum é com,
Cátia fala é porque tinha um S e sumiu o S, era alguns dos
Mário fala vocês vão ver o que é uma ferramenta boa, essa ai é muito boa, isso é....................... e muito bom.
Isso aqui tem vários................. na Suécia.............. é como.... claro com um monte de formulário dentro......... o código é muito ridículo, se agente botar HTML ele aceita mas se não botar nada ele fica..............
Comentário: Há faltou o S agora.
Mário: Bom isso aqui é legal porque não tem de ninguém está lá no servidor e eu estou logando qualquer um pode , vocês podem entrar no site e editar também vai ter uma versão gravada que eu fiz para vocês .......................
Então primeiro porque migrar, isso é uma questão que a gente tem de discutir bem com a diretoria né, nos temos ...................... todos os elementos da migração, o elemento cliente governo querer né, sair daquela plataforma é um e é importante tá, mas pode se que esse cliente não tem noção do problema, inclusive por exemplo, o quanto o ministério do planejamento vai deixar de ganhar do que eles cobram dos ministérios para usar os nossos sistemas, eles já pensou nisso?
Tá, é uma questão quer dizer o ministério também, vem em cima da gente, quer dizer em cima do Serpro .
Então a primeira questão que a gente começou a, já dentro desta visão foi, bom não termos como migrar tudo, a então vamos começar a replicar base seria o que, seria deixar só a atualização no maiframe e a parte de consultas ser em baixa plataforma, bom já vai ter um certo problema porque já vai sair de um banco de dados gerais e passar para um relacional tá, mas já começa a te livrar pelo menos do problema do uso do maiframe ai nesse caso realmente nos tínhamos de tirar coisas do grande porte , ele estava com 99% de uso, então era o caso talvez não seja o caso do Serpro tá, porque é caro pra caramba fazer isso tá, então se nós, se o Serpro não tem pressão por liberar espaço na maquina processamento esse tipo de coisa, não acho que vale a pena fazer isso tá, replicar base mante-la a .............................. é assim dureza e a gente só ia fazer isso porque não tinha outra opção até porque o seguinte o, um detalhe importante que a gente percebeu lá no estudo, cada vez que a gente botava/rodava uma aplicação na Web na real consultava no maiframe a gente explodia o uso do IBM tá, então no caso do Tribunal da Justiça lá que eles faziam consultas no terminal burro que dava mil consultas dias, mil consultas meses, quando a gente colocou na Web foi para 100 mil e........ no mesmo lugar, só tinha uma mascara que era na Web mas infernizam e o pior o tribunal não pagava por esse uso porque ele interpretava que isso não era, não isso é um direito do cidadão sim mas alguém tem de suportar esse direito, alguém tem de suportar esse direito, alguém tem de prover um ambiente para a quer dizer porque eles não estão tendo uma noção do impacto que isso vai dar na, então quanto mais....................... para Web mais problema vão ter, e ai isso é uma questão que vocês vão ter que com tempo medir , um de nos vamos construir uma métrica para isso, cada um vai ter que ver a aplicação que a, bom no caso do Serpro que................... prossegues uma alternativa que a gente estudou bastante e não foi um acordo da área técnica do suporte era migrar para Cobol e DD2 no maiframe tá isso foi uma experiência do metro de São Paulo tá não é software livre, então nos chegamos a conclusão que aplicações tão grandes nos não temos ainda no mundo livre ambiente para isso infelizmente, tá, aplicação crítica é bom não arriscar tá, então se a gente tem que tirar do grande porte ou ainda arriscar não tirando, tu pode até tirar depois porque este mesmo ambiente tu replica em baixa plataforma o problema todo é o quanto de usuário simutanio né o tempo de resposta que espera da aplicação, ai vai depender do hardware mas nesse caso do Cobol, ................... era um ambiente ainda no mainframe, mas a gente esta seguindo /consiste já é um grande né, que ............................ tudo bem vamos então neste caminho........... tá legal , mas ai aconteceu resistência interna porque a turma, a eu sei Natural/Adabase seu não quero migrar aprender mais uma coisa eu não vou aprender e acabou a conversa, e ai......................
Pergunta: Mas diz aqui o pessoal que migrou...............Cobol.
Comentário.........................
Uma pergunta, na avaliação a gente tem avaliado.................. no caso do Cobol não tem mais ninguém.......... formar................ entender de Natural e Cobol demora alguns bons anos né, no caso UB2 a gente tem um pessoal mais né, nossa estratégica aqui é já ir direto com ........ migrar a regra de negócio para o Java né ...................... Web já que a gente já estava fazendo isso ................... e migramos do Natural para o Java .......... o banco inicialmente né.
Segundo lado da fita de nº 01
......... muito rescente no caso da procergs em botar a mão no polo e foi gerado toda, porque a condição procergs foi o que aconteceu no Serpro também teve épocas aqui que até, eu não lembro..................... uma vez numa reunião em Porto Alegre dizendo para o pessoal da era IBM na época esse negócio de vocês saberem mais do que o pessoal da IBM acabou, vocês nem chamam IBM né, porque vocês, chega até ter vergonha vocês sabem mais do que os caras, se vocês não resolverem sozinhos né, e com pessoal lá não conseguimos resolver, acabou agora tem fornecedor, tem de chamar o fornecedor, quer dizer teve um momento da nossa história que teve uma quebra né, só que agora a gente acostumou e surgiu uma preguiça entre nos, inclusive................................... gera ..................... organização então tem coisa que a gente pode fazer po, nos, como também no final né, nos fizemos coisa que ninguém fez no mundo, nos fizemos né, a informatização das eleições que nos Estados Unidos não tem que é um escândalo, o imposto de renda na internet, os ............. que lá não tem, informatização agora mas não integrada intendeu, não tem isso lá, e a gente usou a tecnologia deles para fazer isso, então nos temos conhecimento, ai a gente fica com medinho certo do detalhe que é o operacional, não, nos temos que botar a mão, tem de volta a sujar a mão, agora, a, eu acho que a gente tem, a gente não pode substituir o mercado tá, então o que nos na realidade nos vamos ser uma grande empresa né, satelete né, num conjunto de universidades, empresas, empresas privadas, fornecedores, pesquisadores, indivíduos consultores como, nos temos de criar um eco sistema, eu adoro está palavra, eco sistema de software livre, o Serpro pode ser uma empresa candidata a começar a ser a enzima deste negocio, como a Dataprev do Governo Federal.
Pergunta ....................................................
Comentários......................................
Se eu tiver diretrizes ........... auto suprir em especialista ......... a quantidade estratégica................... conhecimento para tomar decisão............ então essa é uma estratégia .
Pergunta :Até que ponto vou ter isso....... para contratar terceira, até que ponto eu vou fazer.
Resposta: Eu posso falar uma coisa um pouquinho sobre Porto Alegre pra cá, agora tá ...................... já havia a muitos anos experiências de software livre já na área de rede ...................... uma parte de sistemas uma parte.....................desenvolvimento em Java o pessoal...........................e ..........
Contexto............................e formamos um grupo de trabalho, um grupo de trabalho para responder todas essas questões ........ elaborando um plano né , um plano ................... aqui nos temos de tomar esta decisão, fazer este encaminhamento ................... foi encerrado agora pouco......................pra máquina de software livre, então é importante............. encaminhamento quanto é feito.............. todas as áreas desenvolvidas, todas as visões, visão do cliente................................... o pessoal do suporte, da diretoria..................................estratégia de .......................de gestão né, tudo isso é importante ter, não é só o técnico ou só o cliente, e nos fizemos um trabalho muito matricial não é o chefe do chefe do chefe do chefe........................ não tem que ter os funcionários de vários níveis né ............................ de cargo de desenvolvimento que é pra ter uma diversidade maior uma riqueza maior em detalhes em torno do que vai fazer, então estas questões são estratégias . O Mário passou aqui para vocês um histórico onde vocês virão vários contextos né, ai nos podemos ainda enumerar mais outros contextos pra vocês, conte Banrisul semelhante na época é completamente diferente na comissão nas decisões em que aconteceu, o Banrisul, imediatamente a gente olhou disse assim, nos temos o Mainframe, IBM nos temos ali Cobol DV2 simples transacional e ali tem dinheiro do banco bom ali a gente não faz aventura nenhuma né, não é por ai que a gente vai começar certo, onde é que nos vamos começar? Pela oportunidade onde é que está a oportunidade? No caixa automático que era um lixo claro, que era tranquilo delimitado eu sabia conseguia medir as consequências ..................né então estás coisas cada empresa cada...........................
Pergunta: Quanto economizar com esta história?
Resposta: Nove milhões duzentos e sessenta mil reais em dois anos e meio.............. .
Comentário : Compram mainframe novo.
Resposta:
Numa rede de seis milhões, eu acho que gente, mais ou menos .................. as outras pessoas ....................... rede de vocês ...........................né mas assim o, é tem que fazer o tipo de contexto de vocês, todos vão chegar e vão analisar é pra sair ............................não é pra sair como faz isso, o que fazer com o dinheiro né, qual é o passo a passo até onde, nos vamos fazer um plano de um ano e no final do ano reavaliar ver alguma indicadores pro ano seguinte como é que vai ser, como é que nos vamos concluir este projeto né, então isso é importante, não é preciso tomar todas as decisões agora, no início todas as decisões agora, no início todas as decisões são técnicas tá, muita decisão que da oportunidade, né, a tem uma aquisição de equipamentos, né, o tá pressionando com um contrato que vai vencer de software ou de Hadware ............ né, então são coisas que .................. que te forçam a hierarquizar né, as coisas né, o teu plano né, é importante que o plano né, a primeira coisa montar um grupo de trabalho bem consistente né, que possa ter bastante riqueza em detalhes né, é ...............o contexto...........né ver por onde começar e ............. que fazemos a questão de software livre tem que esta acontecendo antes né, uma mudança na forma de trabalhar uma mudança de processo interno né, a gente estava comentando no software proprietário o vendedor vem aqui e faz a propaganda .................é muito bom fazer isso, fazer isso né, seria bom se a gente .................... a primeira questão que a gente tem de perguntar eu preciso de um software livre um pouco diferente ne, porque as empresas voltam a fazer uma coisa que elas estavam perdendo, esquecendo..............né e essa pesquisa ela é, tanto a pesquisa técnica de mão na massa mesmo, como uma pesquisa em formato comunitária de discussão com outras empresas né, essa confissão colaborativa com outras empresas, o que você esta fazendo, como é que você esta fazendo, vamos fazer o seguinte tu testa..................eu testo uma SQL porque ai faz, a nos faremos nos computadores................ né porque se a gente.......................... dessa forma, eu e o Mário e mais algumas pessoas em 98 é, informalmente né, sem acarretar nenhuma diretoria ele já no Serpro e eu no Rio Grande do Sul o Leandro estava na ....................., o .................... estava ......................... começamos a fazer uma..................................e ai se tornou ................................e como é que a gente fazia exatamente isso, olha eu estou fazendo isso, estou obtendo este resultado ver o que isso te ajuda e assim foi né, e assim, foi até que a empresa Procergs a diretoria sensibilizou com todo aquele potencial e resolveu assumir um projeto.......................e ai .......... né, no Banrisul não foi bem assim a gente...........foi mais cauteloso mas teve.............então assim , você tem que pensar na mudança cultural né, no investimento no software livre, o necessário dentro da empresa, isso ai tem de investir, tem de diversificar, ................................ dinheiro e na formação.......................... é investir nas pessoas isso trás uma mudança de comportamento muito grande, muda as relações melhora, as pessoas se sentem melhor para trabalhar né, se sentem estimuladas às vezes, a criar, isso muda bastante, então pega um outro ritmo, é uma coisa muito interessante...................... está acontecendo agora lá............... a gente está fazendo isso, esta treinando gente, formando gente, formando suporte, nós não vamos fazer todo suporte, mas nós vamos fazer parte deste suporte, tanto, em todos os níveis, se nos pudéssemos fazer parte, atendimento................dois..................... parte vai ser nós. Parte vai ser nos parte vai ser terceirizada né suporte de auto nível, não tem problema nenhum só que não vamos ficar dependente de nenhum dos níveis ............... esta é uma, etc...............................
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MarioTeza - 14 Sep 2004