Softwrae Livre no Brasil: Tudo Começou no SERPRO
1 - Desde quando a administração do Rio Grande do Sul adotou o GNU/Linux ?
A Procergs já usava Software Livre no seu provedor (
http://www.via-rs.com.br) desde o final de
1995, utilizando o sistema operacional GNU/Linux. Em novembro de 1997, também começamos a
utilizar outro sistema operacional Livre da família Unix, chamado
FreeBSD?. A escolha
foi por decisão técnica das equipes de suporte. A atual Diretoria da
PROCERGS - Companhia de
Processamento de Dados do Estado do Rio Grande do Sul, transformou uma opção ténica numa
orientação geral para a empresa e para o Governo do Estado.
2 - Como foi a implantação?
No período de 1995 a 1999 os diversos softwares livres foram utilizados como servidores
de internet, segurança (Firewall), serviços de rede (DNS, MRTG, PROXY, DHCP). A partir de
2000 passamos a utilizar Software Livre também em outras soluções como servidores de impressão,
servidores de aplicação
3 - Como começou o Projeto Software Livre Rio Grande do Sul?
O Projeto foi lançado no dia 30 de Julho de 1999, no auditório da
PROCERGS, em Porto Alegre.
Compareceram 40 pessoas, representando o Governo do Estado do Rio Grande do
Sul, a Secretaria
de Ciência e Tecnologia, a Secretaria da Fazenda, o Banrisul Processamento de Dados (BPD), a
Cia. de Processamento de Dados de Porto Alegre (PROCEMPA), DATAPREV/RS, Serviço Federal de
Processamento de Dados - Serpro/RS (Sunac, Sunat e Supst), Universidade Federal do Rio Grande
do Sul (UFRGS) Instituto de Informática e Matemática, Universidade do Vale do Rio dos Sinos
(UNISINOS), Universidade Luterana do Brasil (ULBRA), Centro Franciscano Universitario de Santa
Maria, Fundação de Rio Grande (FURG), Fundação de Ciência e Tecnologia (FUNDATEC), Associação
Gaúcha de Usuários de Linux/Unix (TCHELINUX), SUCESU/RS, ASSESPRO/RS, Sociedade Brasileira de
Computação/RS (SBC), BRISA, Senac Informática/RS, Correio Developers e Core News (São Paulo).
Aprovamos a constituição de um grande movimento, não só dos governos, mas do conjunto da
sociedade, já que a adoção de software livres exige uma nova postura dos profissionais da área,
dos usuários, das instituições de ensino e das empresas públicas e privadas.
Para tal definimos a constituição de uma rede de laboratórios nas empresas e universidades
para o estudo do GNU/Linux e demais Software Livre; a estruturação de um curso para Suporte
para GNU/Linux e demais Software Livre; a criação de um Consórcio Editorial afim de publicar
livros, manuais, apostilas sobre GNU/Linux e demais Software Livre e a realização de um grande
evento em novembro de 1999 para a divulgação massiva do GNU/Linux e demais Software Livre.
4 - Qual o nível de uso dentro do governo do estado atualmente?
Depois de 3 anos de PSL-RS, contamos com leque muito grande de utilização. Diversas órgãos do
Estado utilizam soluções livres ou híbridas. Secretárias como as da Educação, da Agricultura,
Segurança, Meio Ambiente, Detran-RS, Telecentros, Casa Civil, Governadoria, Procuradoria Geral
do Estado, etc. Mereçe destaque o Banco do Estado do Rio Grande do Sul. Foi o Banrisul que intro
duziu o uso massivo do
StarOffice?, na época não existia o
OpenOffice?. Também foi o primeiro banco
no mundo a utilizar GNU/Linux nos caixas eletrônicos. Por último, o banco fez uma licitação para
mais de 2.000 estações de trabalho e exigiu vir de fábrica instalado o GNU/Linux.
5 - Vocês continuam usando softwares copyright?
Com certeza. A rede do Governo do Estado tem mais de 30 anos. As soluções legadas demorarão para
serem migradas. Por muito tempo conveviremos com uma rede e aplicações heterogêneas.
Oque desejamos é que as soluções livres crescam e tornem-se maioria.
6 - Quais foram as principais dificuldades para implantação do GNU/Linux?
Primeiro o desconhecimento de quais soluções livres correspondiam as soluções convencionais.
Quando descobriamos uma boa solução, esbarravamos na dificuldade técnica. na necessária for
maçãoSoftwrae Livre no Brasil: Tudo Começou no SERPRO
1 - Desde quando a administração do Rio Grande do Sul adotou o GNU/Linux ?
A Procergs já usava Software Livre no seu provedor (
http://www.via-rs.com.br) desde o final de
1995, utilizando o sistema operacional GNU/Linux. Em novembro de 1997, também começamos a
utilizar outro sistema operacional Livre da família Unix, chamado
FreeBSD?. A escolha
foi por decisão técnica das equipes de suporte. A atual Diretoria da
PROCERGS - Companhia de
Processamento de Dados do Estado do Rio Grande do Sul, transformou uma opção ténica numa
orientação geral para a empresa e para o Governo do Estado.
2 - Como foi a implantação?
No período de 1995 a 1999 os diversos softwares livres foram utilizados como servidores
de internet, segurança (Firewall), serviços de rede (DNS, MRTG, PROXY, DHCP). A partir de
2000 passamos a utilizar Software Livre também em outras soluções como servidores de impressão,
servidores de aplicação
3 - Como começou o Projeto Software Livre Rio Grande do Sul?
O Projeto foi lançado no dia 30 de Julho de 1999, no auditório da
PROCERGS, em Porto Alegre.
Compareceram 40 pessoas, representando o Governo do Estado do Rio Grande do
Sul, a Secretaria
de Ciência e Tecnologia, a Secretaria da Fazenda, o Banrisul Processamento de Dados (BPD), a
Cia. de Processamento de Dados de Porto Alegre (PROCEMPA), DATAPREV/RS, Serviço Federal de
Processamento de Dados - Serpro/RS (Sunac, Sunat e Supst), Universidade Federal do Rio Grande
do Sul (UFRGS) Instituto de Informática e Matemática, Universidade do Vale do Rio dos Sinos
(UNISINOS), Universidade Luterana do Brasil (ULBRA), Centro Franciscano Universitario de Santa
Maria, Fundação de Rio Grande (FURG), Fundação de Ciência e Tecnologia (FUNDATEC), Associação
Gaúcha de Usuários de Linux/Unix (TCHELINUX), SUCESU/RS, ASSESPRO/RS, Sociedade Brasileira de
Computação/RS (SBC), BRISA, Senac Informática/RS, Correio Developers e Core News (São Paulo).
Aprovamos a constituição de um grande movimento, não só dos governos, mas do conjunto da
sociedade, já que a adoção de software livres exige uma nova postura dos profissionais da área,
dos usuários, das instituições de ensino e das empresas públicas e privadas.
Para tal definimos a constituição de uma rede de laboratórios nas empresas e universidades
para o estudo do GNU/Linux e demais Software Livre; a estruturação de um curso para Suporte
para GNU/Linux e demais Software Livre; a criação de um Consórcio Editorial afim de publicar
livros, manuais, apostilas sobre GNU/Linux e demais Software Livre e a realização de um grande
evento em novembro de 1999 para a divulgação massiva do GNU/Linux e demais Software Livre.
4 - Qual o nível de uso dentro do governo do estado atualmente?
Depois de 3 anos de PSL-RS, contamos com leque muito grande de utilização. Diversas órgãos do
Estado utilizam soluções livres ou híbridas. Secretárias como as da Educação, da Agricultura,
Segurança, Meio Ambiente, Detran-RS, Telecentros, Casa Civil, Governadoria, Procuradoria Geral
do Estado, etc. Mereçe destaque o Banco do Estado do Rio Grande do Sul. Foi o Banrisul que intro
duziu o uso massivo do
StarOffice?, na época não existia o
OpenOffice?. Também foi o primeiro banco
no mundo a utilizar GNU/Linux nos caixas eletrônicos. Por último, o banco fez uma licitação para
mais de 2.000 estações de trabalho e exigiu vir de fábrica instalado o GNU/Linux.
5 - Vocês continuam usando softwares copyright?
Com certeza. A rede do Governo do Estado tem mais de 30 anos. As soluções legadas demorarão para
serem migradas. Por muito tempo conveviremos com uma rede e aplicações heterogêneas.
Oque desejamos é que as soluções livres crescam e tornem-se maioria.
6 - Quais foram as principais dificuldades para implantação do GNU/Linux?
Primeiro o desconhecimento de quais soluções livres correspondiam as soluções convencionais.
Quando descobriamos uma boa solução, esbarravamos na dificuldade técnica. na necessária for
mação. Sistemas de retaguarda ainda não disponibilizados.
4. Servidores de agências
4.1. Valor economizado por unidade no ano de 2002
- sistema operacional (comparado com SCO-Unix) R$ 3.000,00
4.2. Servidores adquiridos: 330
4.3. Economia total em Servidores de Agências : R$ 990.000,00
5. Uso do
StarOffice? no lugar do Microsoft Office
5.1. Valor economizado (valor médio de cópia de Microsoft Office entre versões Professional e
Standard) - licença : R$ 1.000,00
5.2. Quantidade de máquinas que usam
StarOffice? : 4.000
5.3. Total economizado em licenças R$ 4.000.000,00
6. Resumo geral dos valores:
6.1. Auto-atendimento R$ 1.376.200,00
6.2. Auto-atendimento antigo R$ 2.360.000,00
6.3. Estações de trabalho de Agências R$ 480.000,00
6.4. Servidores de Agências R$ 990.000,00
6.5.
StarOffice? R$ 4.000.000,00
------------------------
6.5. Total economizado
R$ 9.206.200,00
Na Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS), segundo levantamentos internos, economizamos
R$ 700.000,00.
Quando do fechamento do ano teremos os dados de todos os órgão, ai sim poderemos ter a verdadei
ra noção do nosso trabalho.
10 - Qual foi a reação das pessoas no início e qual é a situação hoje?
No ínicio do Projeto Software Livre RS a maioria das pessoas que tinham contato com a nova pro
posta nos tinham por malucos. " Esses loucos não vão longe!". Essa frase ouvi mais de uma vez.
Hoje a situação mudou. Os números são nossos melhores argumentos. O mercado nacional e interna
cional tem nos ajudado com o destaque que o software livre tem ganho. Se grandes empresas tam-
bém defendem, ulizem ou portam suas soluções para rodar com software livre, os "malucos" da PRO
CERGS não devem estar tão errados.
Quando o Governador Olivio Dutra deu uma entrevista para a Revista do Linux, muitos escreveram
que aquilo não passaria de demagogia. Hoje ele provou que a orientação era para valer. E deu
certo.
11 - A filosofia do software livre difere grandemente da filosofia do software proprietário?
Onde residem as maiores diferenças?
Software Livre é uma questão de liberdade, não de preço. Para entender o conceito, você deve
pensar em "liberdade de expressão", não em "cerveja grátis".
"Software livre" se refere à liberdade dos usuários executarem, copiarem, distribuírem,
estudarem, modificarem e aperfeiçoarem o software. Mais precisamente, ele se refere a quatro
tipos de liberdade, para os usuários do software:
A liberdade de executar o programa, para qualquer propósito (liberdade no. 0)
A liberdade de estudar como o programa funciona, e adapta-lo para as suas necessidades
(liberdade no. 1).
Aceso ao código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade.
A liberdade de redistribuir cópias de modo que você possa ajudar ao seu próximo (liberdade no. 2).
A liberdade de aperfeiçoar o programa, e liberar os seus aperfeiçoamentos, de modo que toda a
comunidade se beneficie (liberdade no. 3). Acesso ao código-fonte é um pré-requisito para esta
liberdade.
Um programa é software livre se os usuários tem todas essas liberdades. Portanto, você deve ser
livre para redistribuir cópias, seja com ou sem modificações, seja de graça ou cobrando uma taxa
pela distribuição, para qualquer um em qualquer lugar. Ser livre para fazer essas coisas
significa (entre outras coisas) que você não tem que pedir ou pagar pela permissão.
Você deve também ter a liberdade de fazer modificações e usa-las privativamente no seu trabalho
ou lazer, sem nem mesmo mencionar que elas existem. Se você publica as modificações, você não
deve ser obrigado a avisar a ningém em particular, ou de nenhum modo em especial.
De modo que a liberdade de fazer modificações, e de publicar versões aperfeiçoadas, seja
significativa, você deve ter acesso ao código-fonte do programa. Portanto, acesso ao código-fonte
é uma condição necessária ao software livre.
Você pode ter pago em dinheiro para obter cópias do software livre, ou você pode ter obtido
cópias sem custo nenhum. Mas independente de como você obteve a sua cópia, você sempre tem a
liberdade de copiar e modificar o software.
Para que essas liberdades sejam reais, elas tem que ser irrevogáveis desde que você não faça
nada errado; caso o desenvolvedor do software tenha o poder de revogar a licença, mesmo que você
não tenha dado motivo, o software não é livre.
Entretanto, certos tipos de regras sobre a maneira de distribuir software livre são aceitáveis,
quando elas não entram em conflito com as liberdades principais. Por exemplo, copyleft
(apresentado de forma bem simples) é a regra de que, quando redistribuindo um programa, você
não pode adicionar restrições para negar para outras pessoas as liberdades principais. Esta
regra não entra em conflito com as liberdades; na verdade, ela as protege.
Regras sobre como empacotar uma versão modificada são aceitáveis, se elas não acabam bloqueando
a sua liberdade de liberar versões modificadas. Regras como "se você tornou o programa disponível
deste modo, você também tem que torna-lo disponível deste outro modo" também podem ser aceitas,
da mesma forma. (Note que tal regra ainda deixa para você a escolha de tornar o programa
disponível ou não.)
No projeto GNU, nós usamos "copyleft" para proteger estas liberdades legalmente para todos.
Mas também existe software livre que não é copyleft. Nós acreditamso que hajam razões importantes
pelas quais é melhor usar o copyleft, mas se o seu programa é free-software mas não é copyleft,
nós ainda podemos utiliza-lo.
Às vezes regras de controle de exportação e sanções de comércio podem limitar a sua liberdade
de distribuir cópias de programas internacionalmente. Desenvolvedores de software não tem o
poder para eliminar ou sobrepor estas restrições, mas o que eles podem e devem fazer é se
recusar a impo-las como condições para o uso dos seus programas. Deste modo, as restrições
não afetam as atividades e as pessoas fora da jurisdição destes governos.
Quando falando sobre o software livre, é melhor evitar o uso de termos como "dado" ou "de graça",
porque estes termos implicam que a questão é de preço, não de liberdade. Alguns temos comuns
como "pirataria" englobam opiniões que nós esperamos você não irá endossar. Veja frases e
palavras confusas que é melhor evitar para uma discussão desses termos.
Essas definições são da Free Software Foundation que nós adotamos.
13 - Houve resistência dos clientes? Como elas foram contornadas?
Em geral os clientes tem um problema e querem uma solução. Como a
PROCERGS vai resolver é um pro
blema dela. Os clientes reclamam de uma má solução seja livre ou convencional. Foram raros os
casos de clientes que por preconceito ao software livre, criaram alguma resistência. Mas esse
caso também existiu.
14 - Você tem algum fato pitoresco para registrar sobre o assunto?
Gostaria de finalizar como manda nossa comunidade de software livre, fazendo a homenagem a
todos e todas aqueles e aquelas que contribuiram para que chegassemos aqui. O Projeto do
Rio Grande do Sul baseou-se no estudo que o SERPRO fez em 1999. Isso mesmo. Cada capítulo do
trabalho serviu de roteiro para tudo isso que temos hoje. Fico feliz de encerrar um ciclo no
meando cada um que ajudou nesse trabalho. São meus colegas que, mesmo sem saber, mudaram o Rio
Grande do Sul, mudaram o Brasil e ajudaram o Software Livre a ficar mais forte no mundo.
No referido trabalho colaboraram:
Coordenação: Ednaldo Barbalho de Lira - (ACRCE), Gaubo Amazonas de Almeida -ACRCE
Grupo 1 – Ednaldo Barbalho de Lira - (ACRCE), José Erisson Rodrigues Neto - (ACRCE), José Otávio Martins Sá - (ACRCE), Gaubo Amazonas de Almeida - (ACRCE), Marcelo Oliveira Junior - (ACRCE), Onaldo Lacet Pessoa - (ACRCE), Salatiel Robson Barbosa de Oliveira -(ACRCE)
Grupo 2 –Ednardo Moraes - (ACFLA), Rodrigo Rodrigues - (ACFLA)
Grupo 3 –Jaime dos Santos Oliveira - (ACRJO), Francisco de Assis Amaro - (ACRJO)
Grupo 4 –Jaime dos Santos Oliveira - (ACRJO), Francisco de Assis Amaro - (ACRJO),
RoSoftwrae? Livre no Brasil: Tudo Começou no SERPRO
1 - Desde quando a administração do Rio Grande do Sul adotou o GNU/Linux ?
A Procergs já usava Software Livre no seu provedor (
http://www.via-rs.com.br) desde o final de
1995, utilizando o sistema operacional GNU/Linux. Em novembro de 1997, também começamos a
utilizar outro sistema operacional Livre da família Unix, chamado
FreeBSD?. A escolha
foi por decisão técnica das equipes de suporte. A atual Diretoria da
PROCERGS - Companhia de
ProcSoftwrae? Livre no Brasil: Tudo Começou no SERPRO
1 - Desde quando a administração do Rio Grande do Sul adotou o GNU/Linux ?
A Procergs já usava Software Livre no seu provedor (
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MarioTeza - 18 Sep 2004