Nota minha: Agradeço a Elaine da Silva e Nádia Menegaldo pelo material. Na realidade apenas o coloquei aqui para termos uma referência. Além de mim, vários/várias colegas da PROCERGS falaram. Assim que puder editarei melhor esta introdução.

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Apresentação

A Coordenadoria de Eventos Corporativos nos foi designada a tarefa de organizar um evento de software livre para setembro próximo, o pedido ocorreu em junho de 2002. “Liberdade abre as asas sobre nós”, este é o nome fantasia que o Spinella batizou. Oficializei a Diretoria em 01/07/02, na pessoa do José Walter, pedido de definições sobre o evento de software livre, também enviei memorando em 10/07/02, solicitando autorização para participar do Seminário de Avalição do III Fórum Internacional de Software Livre na PROCERGS, em Porto Alegre. Recebi autorização e na companhia de Nádia Menegaldo realizamos a viagem. Antes de irmos à Procergs tínhamos a intuição de que não seria possível realizar um evento de software livre para o mês indicado regressamos com esta certeza. Este relatório não cumpre no primeiro momento a missão que nos foi dada, mas aponta aalgumas sugestões de como chegarmos a esta realização. Informamos que utilizamos a metodologia de gravação em fita kt os relatos das experiências das pessoas que trabalharam na organização dos fóruns. Temos a convicção de que esta agenda é matricial, envolve os aspectos técnicos, políticos, administrativo, conceitos, filosofia e mudança de paradigmas.

Relatório de visita a Procergs em 11 e 12/07/2002

Inicialmente estava previsto chegarmos às 10:45 em POA, mas devido as condições meteorológicas, chegamos às 13:30h, na Procergs. Fomos recebidas por Mário Teza e Marcos Mazzoni. Após o almoço tivemos nossa primeira reunião de trabalho com Mário Teza, que no primeiro momento organizou a agenda na Procergs e fez um breve histórico dos 3 fóruns. Depois tivemos contato com as pessoas abaixo relacionadas para sabermos a sua vivência na organização dos fóruns.

Mário Teza – Vice Presidente mario_teza@procergs.rs.gov.br

Virgínia Silvia Ferreira - consultora organizacional virginia@procergs.rs.gov.br

Elisabete Terezinha Rodrigues Maria (Beti) - secretária executiva bete@procergs.rs.gov.br

Rosane Leite e Giovani Spagnolo - desenvolvimento de software rosane@procergs.rs.gov.br e gsp@procergs.rs.gov.br

Marina Gomes – Coordenadora Administrativa marina-gomes@procergs.rs.gov.br

Loimar Vianna – GT Temário e secretaria geral. loimar-vianna@procergs.rs.gov.br

Decupagem de fita

Relato de Mário Teza sobre a história do Software Livre no Rio Grande do Sul.

Primeiro vou situar vocês da história do Fórum de Software Livre. A idéia de fazer um evento que debatesse o uso de software livre surgiu quando o governo do estado resolveu apoiar a iniciativa de se usar software livre no governo. Então, em julho de 1999, fizemos uma reunião em torno de 40 entidades, entre universidades, Ongs, pessoas físicas, empresas, governos interessados, que a gente mapeou na época. A gente mandou convite a esmo para todos os cursos de informática, todas as empresas públicas, para as empresas de informática que usam ou não software livre, foi indistinto. Nesta reunião debatemos o seguinte: que deveríamos iniciar um projeto de idéias, o Projeto de Software Livre no Rio Grande do Sul. Primeiro:Por que o projeto software livre e não projeto Linux? Houve todo um debate de janeiro de 1999 a julho para tentar definir o que nós iríamos fazer e dar início ao que todo mundo pensava em fazer. É o que todo mundo faz em qualquer cidade, Estado ou país, é o movimento Linux, grupo de usuários Linux, é Linux. E a gente foi vendo o seguinte, que Linux é na verdadeira acepção da palavra só o núcleo central do sistema operacional chamado gnu Linux. E o sistema operacional gnu Linux é um dos milhares de software livre que existe. E mesmo o Linux é um sistema operacional livre, mesmo no mundo livre existem mais de 10 sistemas operacionais livres, diferentes do Linux. Então, fazer um movimento só focando no Linux livre seria algo que estreitaria o nosso movimento, apesar de ser hoje o mais conhecido. A estratégia foi vamos começar algo que ninguém falava, no Brasil, e até no mundo, era complicado falar de software livre. Ai foi toda a discussão para tentar entender o que é software livre. No site www.softwarelivre.rs.gov.br, vocês podem pegar as definições básicas do que é software livre, quais são suas principais características, coisas que vocês já viram em algum debate lá na Im@ . Para nós era complicado e até hoje é, confesso, as pessoas não entendem software livre, é de graça? Nádia: ele é aberto, de graça, o que é essa liberdade ? Mário: depois no decorrer da discussão a gente pode debater, como esta rolando estas dúvidas e como temos tratado delas. Primeiro: de janeiro à junho, a gente foi definindo o que seria este projeto; Segundo: quem nos ajudou muito, por incrível que pareça, morava em Campinas na época, o Eduardo Maçan. Então, como a gente debatia pela internet, ele tinha escrito um texto na Unicamp chamado na época, ah! ele também chamava de gnu Linux de Linux, não chamava de gnu. O texto era “Linux na escola, no trabalho e em casa”. Não tem na revista eletrônica da Unicamp esse artigo. É um artigo muito legal que falava sobre o início do projeto de informatização, analisava o projeto da rede escolar do México e como governo federal estava fazendo o projeto de informatização com a Microsoft e software convencionais e proprietário. E desse contato a gente veio debatendo com ele; nos apresentou conceitos que a gente não conhecia e foi rolando a história. E quando a gente resolveu em junho lançar o projeto nós trouxemos o Maçan para cá. Então na realidade foi um Campinense que não é de origem, é do Paraná, foi quem começou o projeto RS, para vocês terem uma idéia . Então, o Maçan fez a palestra aqui, abriu a discussão, mostrou o Linux funcionando, fêz várias demonstrações, foi tri legal. Bom, aí quando a gente fêz o debate nesse evento a gente discutiu o seguinte: Nos 4 anos de governo o que podemos fazer. Resolvemos fazer um planejamento de como faríamos este projeto numa linha de tempo. Em julho, o que nós discutimos para vocês entenderem. O Linux, o Gnu Linux explodiu no mundo, ele surgiu em 1991, deu um primeiro pique em 1992 e realmente a explosão foi provavelmente em 1994, fora do Brasil. Nós começamos a trabalhar 5 anos depois da explosão que estava havendo lá fora, dentro do limite, que hoje ele é muito maior do que em 1999, só para ter uma idéia de quanto tempo estamos distante do início do processo todo mundial. Apesar de já existir lá fora como algo conhecido, no Brasil ele era completamente desconhecido. Então a gente pegou o tempo que a gente tinha de governo e dividiu isso por ano e resolvemos a cada ano colocar o centro da nossa atividade e prioridade. E, considerando que 1999 era um ano praticamente perdido, que era o ano de tentar definir o que a gente queria, estudar a situação. 1999 esta morto, era o ano zero, tentar descobrir o que a gente queria fazer. É o que vocês vão fazer agora, na realidade teria que ter isso. O primeiro ano de projeto seria o ano pra gente divulgar a existência de software livre, porque a gente viu que no governo ninguém sabia que existia software livre; nas secretarias o que se conhecia era Microsoft. Os empresários também não sabiam, as universidades mal falavam nisso. Então vamos passar um ano divulgando, criamos um site, criamos eventos, palestras, boletins, quando saía alguma notícia no exterior a gente replicava aqui, alguma notícia local também. O segundo ano nós definimos que seria o ano que a gente faria uso intensivo de software livre, isso seria em 2001. Em 2002 seria o ano de desenvolvimento de novos software livre no estado. Então no primeiro ano de divulgação intensivo da existência, no segundo ano uso intensivo do que já existe e no terceiro ano criação de coisa nova. Bom pra fazer tudo isso na parte da divulgação a primeira coisa que a gente pensou foi como é que tu divulga de forma eficiente a existência de software livre? Tem que fazer um evento, porque nós também não conhecíamos quem desenvolvia, quem usava case, para nós era tudo desconhecido. Só botar uma página na internet era pouco, tu tinha que ter uma reunião física, agrupar as pessoas, mobilizar. A idéia era acreditar na mobilização das pessoas, usar os métodos que a gente usa no movimento sindical, movimento popular, também no software livre, pois a turma é virtual, eles não são afeitos muito a contato pessoal, físico; vamos quebrar esta rotina deles e vamos fazê-los se encontrarem, e ao se encontrarem aquela história quantidade/qualidade dialética, quanto mais gente mais qualidade, quanto mais qualidade mais gente, é um ciclo, a gente vai em saltos, não é um traço linear. Bom, nós definimos em 1999 fazer um evento em novembro e a gente não conseguiu fazer. Definimos em julho e não saiu em novembro. A gente tentou de tudo e não deu, a gente não sabia como fazer, nós não conhecíamos as pessoas que poderiam falar de determinados assuntos, e nem que assunto a gente queria. A gente não sabia o custo disso, não sabia que público viria, não tinha onde fazer, não tinha quem fizesse dentro da Procergs, então era um pepino. Eu não estava na Procergs neste período, estava no SERPRO, participava porque eu era do projeto como outras pessoas, não estava envolvido fisicamente aqui. No final do ano, depois do pessoal não ter conseguido fazer o evento, é que houve o convite para eu vir trabalhar na Procergs. Inicialmente era para fazer o evento, mas não só, não é porque eu tinha vindo, mais a gente começou a priorizar . E ai a experiência que a Procergs teve de tentar um grupo minimamente para trabalhar, montar uma equipe, ter um planejamento, que é o que vocês estão vendo aqui. Chegamos em novembro e cancelamos o evento, ai definimos que seria em maio. Nós começamos a organizar o 1º evento em janeiro de 2000 e sem nada, não tinha site, não tinha ferramenta, não tinha patrocinadores, não tinha temário, a gente não sabia o que fazer e fomos fazendo. E foi muito interessante porque o nosso maior risco era o insucesso de público, ninguém tinha feito evento deste tipo, tinha expolinux, a Conectiva já existia; mais ninguém tinha feito um evento específico de software livre, então não sabíamos quantas pessoas que veriam, podia ser 10, 100, 200 pessoas. Nádia: a existência da Conectiva é desde quando? Mário: 1992, 1993 ela já é antiga e não era como é hoje. Ela era uma cooperativa de trabalhadores que saiu do PDV do banco do Brasil, eles trabalhavam em uma garagem e lá foram desenvolvendo; representavam uma empresa americana, e ai como o pessoal reclamava que era tudo em inglês, eles aportuguesaram o software da empresa americana, a RED HAT. Depois que eles aportuguesaram, eles viram que os equipamentos que tinham nos EUA não tinham no Brasil, então eles tiveram que escrever certos programas pra rodar em uma impressora que só tinha no Brasil. Quando eles viram estavam colocando a mão na massa, desenvolvendo coisas livres, então eles resolveram colocar o nome de CONECTIVA. Então o 1º evento foi no auditório da reitoria da URGS, tinha capacidade para 1500 pessoas, nós botamos isso praticamente, foi o maior sucesso, foi um impacto violento, nós trouxemos o Stalman, que ninguém conhecia aqui por sugestão do Maçan. A maior parte dos palestrantes foi o Maçan quem sugeriu para nós, os internacionais também, tem tudo em vídeo, vocês podem baixar todas as palestras pelo nosso site. Bom fizemos o 1º evento, a vantagem que a gente teve foi que o 1º evento definiu o projeto e definimos ter um evento anual e aquelas 3 fases. Mesmo fazendo o evento tinha um problema, não tínhamos técnicos formados em software livre, então a gente decidiu começar a fazer um conjunto de cursos de formação de técnicos das várias empresas participantes. Antes do evento em 1999 a gente fez vários cursos, trouxemos o pessoal do CIPSGA, o Djalma Valois, os caras deram os primeiros cursos para a Procempa, Procergs, Banrisul. Por que? Para suprir o problema de qualificação dos trabalhadores. Aí, depois que a gente começou a formar as pessoas, a gente viu que não tem literatura em português. Criamos o projeto chamado Consórcio editorial livre que objetivava publicar materiais técnicos em nosso idioma para facilitar a popularização da idéia de software livre. E nesse consórcio editorial livre, a gente tinha pensado mais coisas, inicialmente eram livros técnicos, depois nós fomos aprofundando as idéias, por exemplo, ter uma linha infanto juvenil, estórias em quadrinhos sobre essa tecnologia de software livre. Elaine: e como está este consórcio ? Isso é só uma idéia, está no site, a gente viabilizou a parte técnica e um pouco de filosofia, a gente não conseguiu viabilizar o resto do projeto por falta de perna ainda. Mas é uma idéia que a gente concebeu, falta implementar, no dia que a gente fizer vai ser um sucesso, essa gurizada agora na rede escolar. Bom, uma análise das 3 etapas: - a divulgação, que a gente pensava em fazer no primeiro ano, tem que ser algo permanente, nas três fases do projeto. O enfoque pode mudar a cada ano, no 1º ano é uma informação geral sobre software livre, no 2º ano focar mais em serviço e rede, no 3º ano aplicativo e no 4º ano treinamento. O assunto é de menos até para não ser repetitivo, pode focar em algum tema mas é aquela história variação do mesmo tema, pega um pedaço de assunto específico, mas ao final vai estar falando disso tudo, da mesma coisa. A outra questão é que a gente tinha planejado no 2º ano fazer o uso intensivo, e a gente viu que o uso intensivo até hoje não conseguimos fazer. Por que a gente não conseguiu fazer? Porque software livre não funciona? Não, ele funciona. O problema está que a gente não conseguiu criar uma massa crítica de pessoas com capacidade de entender como as coisas hoje funcionam no mundo convencional, como funciona no mundo livre, implantar e dar suporte. Hoje software livre está mais avançado do que as pessoas com condição de dominar essa tecnologia, implantar e fazer funcionar. Isso nos gerou bastante problema porque nós poderíamos ter economizado milhões de reais. Nós economizamos muita coisa, apesar da gente não ter feito uso intensivo, o que a gente aprendeu é o seguinte: não dá para ter ilusão que o fato da gente divulgar que existe software livre vai ser fácil de usar. É um processo bem mais lento do uso intensivo. E a outra fase que era a última, desenvolvimento de novas soluções foi a que a gente tornou mais rápido, inclusive já no 1º ano, já tínhamos produzido soluções em software livre. O que a gente viu é que fazer coisas novas com software livre é mais rápido do que adaptar as antigas ou migrar de um ambiente a solução convencional. E isso é que tem dado fôlego, cada vez que a gente faz um preguinho dá uma divulgação desse tamanho. A gente não fala do que não fez, a gente só fala do que fez bem, parece que é uma revolução. Quem começar com um projeto como o nosso agora, não precisa planejar coisas novas daqui a 3 anos, está perdendo tempo, já pode começar a fazer de imediato. Agora se inventar de querer mudar imediatamente vai se ferrar, vai passar 3 anos e não vai mudar nada. Essa foi a nossa experiência que valeu pra gente poder sugerir pelo menos estratégias diferentes para poder começar o projeto em cada lugar. Nádia: como vocês fazem, como vocês trabalham a parte da divulgação? Mário: a gente criou um método bem intuitivo, mas que deu um resultado violento. Diferente do software convencional que tem milhões de dólares para publicidade e marketing, no mundo livre não existe este dinheiro, e em uma estatal menos ainda. Então como é que tu fura o cerco da mídia convencional na área da tecnologia e tu transforma o teu problema numa notícia ou uma solução numa notícia. A gente começou a estudar e ver o seguinte: nós tínhamos que atingir os formadores de opinião na mídia, nós tínhamos que atingir o articulista, o editor, o jornalista que prepara a matéria seja para uma editora especializada ou uma revista, seja o que for. E a gente viu, nós aproveitamos bem a internet, hoje a mídia impressa ou televisiva, rádio, a fonte de informação dela é a internet. Hoje cada vez tem menos jornalista prospectando, o jornalismo investigativo não existe, eles ficam catando pela internet coisas, ou do concorrente. Priorizamos o site, em vez de fazer um site como o do CIPSGA, por exemplo, que tem de tudo, tu vai ter lá desde a cor da barata branca, o chip, tem a ver com a gurizada do Djalma, lá tem informações úteis para a imprensa, mas tem muita informação desnecessária que é repetição do próprio veículo de comunicação, é o que saiu na INFO, ISTO É, eles nem lêem. Nós resolvemos fazer um site, o Djalma uma vez disse nós temos 3 mil notícias, tá nós tínhamos 200 no mesmo período. Eu disse tá e dai? Agora me diz quem é a referência do software livre em termo de estado? de cidade? Nós com as 200, não vocês com as 3 mil notícias. Por que? Porque nós íamos trabalhar com informação praticamente exclusiva, nós íamos fortalecer tudo aquilo que fosse projeto local, pequenas iniciativas que fossem, mas que não tinha inserção na mídia. E segundo nós íamos trazer de fora o máximo de coisas que estão rolando e que não tem divulgação. E também as que tem divulgação, que nos interessava, porque fazia parte do contexto, somava com o que a gente dizia, você ia no Globo e via o uso de software livre pelo governo do Busch, então nós fomos criando uma relação de cumplicidade com os meios de comunicação. A gente não divulga qualquer notícia, nós fomos criando uma turminha, nós alimentamos eles. E com um site desde jeito, por exemplo, a Ima fez um seminário sobre geoprocessamento, quem é que sabe? Vocês que fizeram o evento, a imprensa local. Por que a gente botou? Porque certamente não tem multidão que leia, nós não fizemos um site para multidão, nós poderíamos fazer, mas fizemos um site para pegar este público especializado da imprensa, da militância do software livre, das universidades, das empresas privadas, do poder público, especialistas. Esse pessoal é o nosso público, nós devemos ter em torno de 10 a 12 mil acessos/mês. Não é muita coisa, mas considerando que por exemplo, uma pessoa entra uma vez por mês, ou a cada 15 dias, no mínimo 5 mil, que tem uma capacidade de reprodução muito grande, essas pessoas assinam listas, publicam coisas. Se vocês observarem a revista do Linux, a Info Exame, ou qualquer grande veículo de comunicação, se vocês lerem uma matéria nossa exclusiva no site, leiam as nossas matérias e depois começam a ver que o que vai sair na imprensa depois de 3 meses, vai aparecer nosso material. A nossa estratégia é alimentar o formador de opinião e não se preocupar com a massa. A massa tu vai gerando o ciclo, por isso a idéia de trabalhar conceitos, mensagens fortes, tipo aquela “ Campinas a capital paulista do software livre”. Por que isso? Porque isso é idéia força, quando a gente discutiu com o Maçan a primeira vez, nós vamos batizar o Rio Grande do Sul como a terra do software livre, o Maçan disse: tá, é muita arrogância de vocês, vocês não tem nada de software livre. Eu disse eu sei, mas esse é o nosso desafio, nós colocarmos exatamente aquilo que a gente quer ser. E a gente quer ser reconhecido por isso. Mas o fato da gente se colocar é um desafio maior da capacidade da gente, é o perseguir, criarmos uma idéia. Eu não iria dar uma sugestão do tipo, “Campinas capital mundial do software livre”, mas Campinas capital paulista de software livre era aceitável, mas agora vocês podem criar uma outra coisa maior, agora tem que ter ambição, tem que ter projeto, idéia, tem que ter prioridade e continuidade. Quando a gente começou a idéia, a gente não tinha nada, mas a gente sabia o que queria fazer, e o que a gente não sabia foi descobrindo no caminho. Mas a gente teve constância no trabalho, e um trabalho muito grande que vai acumulando e aí, com o tempo, ele repercute. Hoje o Rio Grande do Sul é muito mais propaganda do que realmente é de fato, nós tivemos que articular todo mundo, só que nós tivemos a capacidade de agregar pessoas, empresas, com esta história toda a gente conseguiu agregar. Nós não fazemos preconceito a ninguém, a partido, a religião, a empresa, a porra nenhuma. Às vezes a gente tem dificuldade de trabalhar com alguns companheiros, eles falam esses caras aí do PPB, o Maluf está com a gente, uma vez fui a Salvador e eram os caras do ACM que estavam lá discutindo software livre. Software livre não é do PT, aqui no Rio Grande do Sul quem começou foi o PMDB, PFL, PPB, não foi o PT, só que eles fizeram um trabalho muito modesto. Nós demos uma repercussão e uma política de governo, agora software livre tem tudo a ver com a esquerda, mas ele não é da esquerda e cada um pode dar o enfoque que quiser. A direita usa ele como alternativa tecnológica, não como uma visão filosófica. Nós trabalhamos a visão filosófica, por isso a entonação diferente que a gente dá. Entra Mazzoni na sala. Mário: estou contando tudo o que aconteceu para elas terem elementos e debaterem a idéia com os gestores da Im@. Elaine: no Fórum Social Mundial, na sala vip da Procergs, houve uma divulgação da aprovação da lei de software livre no município, o pessoal leva a sério esta lei ? Não, mas aqui no Rio Grande do Sul, diferente de outros estados, o governo a partir do final de 1999 passou a apoiar o software livre independente de lei, nunca foi preciso ter uma lei para apoiar software livre. Elaine: como foi feita a abordagem de convencimento ao governador, como é que vocês conseguiram colocar na cabeça do Olívio esta questão, como vocês fizeram este processo? Este é um dos desafios para a Im@ também. Tem um artigo no site, fizemos uma campanha chamada Dinheiro para quem precisa, tomamos um pau da mídia direto. Como é que explica para o governo que software livre é importante, por mais que defenda a filosofia e o pessoal seja de esquerda? A maior parte do pessoal de esquerda não gosta de software livre, gosta da Microsoft, que é o que eles conhecem e usam. Eu peguei um jornal do governo que falava sobre o primeiro OP que a gente fez, então aí tinha um monte de números, fizemos tantas casas, e tinha os valores. Eu disse tá, é por aí que eu vou, peguei aquele trabalho, vou pegar os valores que foram gastos, porque ali nominava tantas casa, tantos milhões. Fiz um levantamento de quanto tínhamos gastado com windows, 12 milhões, aí comecei a fazer contas. O governo fez tantas casas, assentou tantas famílias de sem terra, ou tantas escolas, aí mostrei a economia que se podia fazer com o software livre.

Experiência de Elizabete Teresinha Rodrigues Maria- Secretária Executiva do Gabinete –

Meu nome é Elizabeth (Beti), trabalho na Procergs como secretária executiva do gabinete e desempenho papel bem parecido dentro da coordenação de SW. A coordenação gerencia o projeto e auto se gerencia. Quando nós organizamos o projeto para fazer o Fórum Internacional de software livre, foi um pouco complicado os primeiros, mas agora no último nós conseguimos organizar melhor e montar grupos de trabalhos (GTs). Nádia: Beti você participou da organização desde o 1º Fórum ? Beti: participei do 2º e 3º Fórum (2001 e 2002). São montados os GTs e cada um com uma ênfase. Eu faço parte do GT Executivo, que cuida desde a organização do local do evento até a recepção dos palestrantes. A minha parte, minha responsabilidade é o contato com o palestrante que já foi contatado anteriormente pelo grupo de trabalho chamado Temário, que localiza o tema adequado e a pessoa para dar a palestra. O grupo de trabalho executivo sai em busca de todos os recursos junto aos palestrantes. O contato que faço é primeiro por e-mail, telefone, para saber quando essa pessoa vem, porque, já está quase certo que ela vem. Nádia:então o GT Temário faz o levantamento do tema e dos palestrantes, aí eles passam a bola para você, que mantém esse contato? Beti:esses palestrantes são executivos do software livre e possuem agenda complicada. Eu acerto o dia, o horário, o vôo, alimentação, e depois entro em contato com eles, fornecendo informações como as reservas do bilhete, do hotel, e também checo outras necessidades relacionadas as palestras (equipamentos) e encaminho ao GT de Infra-estrutura. Nádia:para cada tema levantado, o GT Temário indica mais do que um palestrante ? Beti:sim, pois pode ocorrer problemas de agenda, mas na realidade quando o GT Temário passa o nome do palestrante, é porque já está confirmado, eles passam o contato para eu formalizar a vinda do mesmo. Nádia:algum palestrante cobrou pela palestra ? Beti: nenhum deles cobraram pela palestra, e sim a estadia, a passagem e a alimentação. Os palestrantes, são bem diferentes, eles só vem em função da causa, nenhum deles tem o objetivo lucro, isso vocês poderão perceber. Alguns conseguiram com que a empresa a qual eles trabalham custeassem as passagens. Nádia: quando é difícil a empresa do palestrante patrocinar ? Beti: quando não tem haver com o software livre, a pessoa geralmente é um desenvolvedor de software independente e trabalha numa empresa que não apoia o software livre, então ele acaba vindo por conta própria ou pelo projeto. Tudo pela causa. É bem legal a causa, tu te envolve no projeto e mesmo eu que não tenho contato com o software livre, pois o meu relacionamento é com as pessoas, você acaba se apaixonando pela causa, é muito bonito. Bom, meu trabalho é esse, passagem aérea, estadia, translado, jantar especial, almoço, deslocamento dos palestrantes para outro evento paralelo. Esse ano o Fórum foi na PUC, que é mais afastado e alguns palestrantes acabaram querendo vir aqui na Procergs, para conhecer, para assinar convênios, fazer contato direto com o presidente, então esses cuidados eu tenho que ter. Nádia:como foi dividido, nomeado os créditos, melhor falando, quem é o patrocinador, quem é o colaborador ou apoio? Beti:as empresas que entraram com dinheiro, são os patrocinadores, outra situação é a promoção, como o governo, a prefeitura, a PUC que ofereceu o local, o Projeto de Software Livre, a SBC que gerenciou a parte das inscrições/secretaria. Patrocinadores: Procergs, Procempa, etc. Apoio: Univates enviou o pessoal técnico. Não sei se o Mário explicou o que é a coordenação do projeto de software livre. Na verdade, são pessoas de empresas públicas ou privadas, comunidades que se reúnem para discutir as causas do software livre. Muitos não representam a empresa, e apoiam o projeto, eles não colocam o nome da empresa deles, eles vem porque são desenvolveres ou realmente vêem representando as empresas onde trabalham. Nádia: quem gerencia esse patrocínio ? Beti: a parte comercial, é formada pelo GT Capacitação Financeira, quem tem bastante informação para te dar, hoje não está aqui, é a Clarice Copetti-Diretora Comercial, mas outra pessoa pode te ajudar, é a Marina e o Alex Rizicato, que ajudaram na busca de capacitação de recursos para o Fórum. Essa é a pior parte. Meu trabalho é simples viu gurias, é o contato por e-mail, telefônico, pessoal e formalizo o processo, e também por falar inglês e espanhol, eu acabo cuidando da sala vip, e verifico se há necessidade de troca de passagem, se precisarem ir em alguma reunião, verificar o transporte, xerocar material, etc. Eu acabo fazendo o papel de secretaria geral. Por ser secretária executiva eu cuido de projetos especiais como o Fórum de software livre. Elaine: diferente da IM@, aqui tem uma coordenação de software livre. Beti:essa coordenação não é só da Procergs, mas nós temos grande importância no processo e muita contribuição física dos funcionários, tanto que esse Fórum faz parte do nosso calendário. Nádia: agora na IM@, haverá uma coordenação para cuidar de projetos especiais. Beti: geralmente as empresas não tem um setor/departamento que cuida desses projetos; tem uma pessoa bem importante que trabalha bastante comigo, é a Cláudia Sartori, ela é Relações Públicas da Procergs, mas ela cuida da parte estrutural e eu da humana. Beti: trabalhei direto 3 meses para o Fórum e acabei fazendo trabalhos que nem estava no meu GT, mas contribuiu com outras pessoas. Nádia:quem fez as pastas, e os demais materiais ? Beti: é responsabilidade da Cláudia (RP), mas é decidido no grupo, na coordenação. Nós nos reunimos a cada 15 dias no início da organização do Fórum e quando vai chegando mais próximo, uma vez por semana. Muitas vezes, não precisa toda a coordenação estar junta, mas os GTs se reúnem na medida das necessidades para tomar as decisões. Por exemplo: o GT Comunicação que era composto pêlos funcionários da Procergs, desenvolveram algumas propostas, e a coordenação reunida é que decidiu qual era a melhor. Os grupos de trabalho recebem demandas e executam, mas a coordenação é quem decide. O 1º Fórum começou pequenino, o 2º Fórum aumentou, e neste 3º nós já tínhamos perspectivas do 4º Fórum. Aconteceu um fato interessante, a coordenação havia decidido que iríamos realizar o próximo fórum somente em 2004. Quando informamos ao público, que o Fórum seria realizado a cada dois anos, foi reprovação geral. Na verdade, existem pequenos acontecimentos que nem esse que vocês vão fazer, não digo pequeno de não ter tanto público ou por não ser um fórum internacional, e sim o fórum de software livre o encontro de software livre que fala só daquele assunto, sei lá, “GPL” e aí acaba o pessoal não vindo tanto porque virão no Fórum Internacional de software livre, em Porto Alegre, que é bem forte nessa área e tem bastante prática, tem uma cultura desenvolvida. Achamos melhor espaçar o evento. O público de 2002 já está sabendo que em 2003 haverá esse evento, quem não foi, fica sabendo pela internet, que é nosso maior meio de divulgação. Eles mesmos se comunicam pela rede, e a nossa vantagem é ter tido o fórum anterior que divulga o posterior. É complicado começar hoje um evento e não ter tido a divulgação prévia. É complicado para o público, para o palestrante, é bem danado, vocês estão com uma tarefa bem dura, gurias. É trabalhoso. Nádia: é trabalhoso até porque essa coordenação já existe aqui em Porto Alegre, nós não temos toda essa conversa que vocês desenvolveram sobre software livre. O Mário Teza comentou que o 1º Fórum era para ter sido realizado em 1.999, mas por falta de maturidade do projeto não tinha condições de acontecer. Aí decidiram fazer o 1º evento em 2000. Existe uma discussão sobre software livre dentro da IM@ e da PMC, mas é um público menor. Beti: o 1º Fórum foi pequeno, não sei dizer em números agora o que foi, mas o Mário deve ter passado para vocês o material do fórum. Respondemos que não. Beti: acho interessante acessarem o site do fórum e terão informações sobre os 3 eventos (quantos participantes, quantos palestrantes, quantos países envolvidos, etc.). E aí vocês vão ver o crescimento e amadurecimento do fórum. O fórum 2002 teve 2.600 participantes. Foram 3 dias de evento. Houveram algumas situações como, o cara que veio no 1º dia e só tinha interesse numa determinada palestra, ou não foi possível vir nos outros dias. Foi impressionante, teve pessoas que vieram somente no 3º dia, pagaram inscrição e assistiram só um dia, nós não esperávamos por isso, ainda mais que o último dia era um sábado. A inscrição era válida para os 3 dias de evento. Nádia: sobre o valor da inscrição Beti: na verdade o preço era R$ 30,00 e foi alterado para R$ 20,00 e também mudamos o prazo das inscrições, pois tivemos problemas no software proprietário da SBC. A SBC (Sociedade Brasileira de Computação), cuidou de toda a estrutura das inscrições, fazia parte da coordenação do evento. É uma empresa que organiza eventos, é daqui de POA, mas ela é itinerante, podendo organizar eventos em outras cidades e outros estados. Elaine: O que você imagina, considerando toda essa experiência de POA, e Campinas, São Paulo, por exemplo, que é um pólo tecnológico, tem as universidades que trabalham com isso, mas que estão só no campo acadêmico ou empresarial. Pelo menos eu tenho a perspectiva de um evento desse para estar divulgando não só do ponto de vista das instituições públicas, mas totalmente diferente do que é um Conip, vamos dizer um Conip de software livre, o que você sugere para uma estrutura dessa, vamos imaginar que nós estamos começando no sentido de divulgar, botar pra fora, sair dessa esfera acadêmica e empresarial. Beti: acho que temos de agir em todos os campos, apesar da experiência que temos, estamos sempre divulgando o SW e tentamos trabalhar forte nas empresas privadas, que é o mais difícil, porque a universidade como já utiliza, já adotam, tem bastante gente que apoia, não sentimos tanta dificuldade, mas no meio empresarial, sim, então você tem que mostrar as vantagens e esclarecer o que é, porque eles não sabem. Os comentários sobre o software livre é aquele que não paga, não é só isso. Você tem primeiro que fazer um trabalho de esclarecimento, para mostrar o que é e porque é vantajoso você assistir um evento desse tipo, porque seria bom para a minha empresa, minha universidade, meu órgão de governo assistir a uma experiência de software livre. Elaine: fico imaginando se nós conseguirmos envolver a prefeitura de SP, que tem o metrô que já utiliza o software livre, em Campinas temos 15 mil funcionários na PMC e nós da IM@ estamos capacitando esses funcionários nos cursos de StarOffice?. Capacitamos mais de 500 funcionários, é um grande passo. Claro é um processo longo, não dá para querer mudar tudo de uma hora para outra, até comentei com o Mário, como você colocou na cabeça do governador a importância de usar o software livre? O Mário respondeu, DINHEIRO. Beti:quando você abaixa o custo, no assunto licença dos softwares, é claro que o dinheiro para uma administração pública é super importante, assim como também para uma empresa, universidade, etc. Toda economia é bem vinda. É preciso esclarecer que o software livre é tão seguro, e mais seguro do que o proprietário. Você compra um computador e vem o pacotinho pronto da Microsoft. Porque você vai se preocupar com outros softwares, se você leva tudo pronto para casa, e as pessoas não estão pensando na economia, nos benefícios, eu acho que vocês tem que trabalhar essa questão dos benefícios, mas principalmente o conceito de software livre que ninguém tem isso claro. Elaine: tenho acompanhado o Orçamento Participativo, tem prioridade para capacitação em informática. A IM@ precisa levar esta discussão para a população e definir investimento nessa área. Como montar essa temática em que envolve a comunidade, as pessoas que não estão organicamente numa estrutura de um governo, empresa, academia ? Beti: se o evento for em setembro, tem que começar a divulgar hoje. Vocês tem o local para o evento ? Elaine: possivelmente, a Escola de Cadetes ou a Unicamp. Beti: vocês tem que conseguir alguns palestrantes de peso, para colocar como referência, chamar o público. Claro que nesse momento você ainda não tem todos os palestrantes definidos. Colocar pré-inscrição, assim poderão ter uma idéia desse público. A partir do momento que virar inscrição vocês enviarão um e-mail para a pessoa e a mesma fará o pagamento. Beti: perguntou se sabíamos o valor da inscrição do nosso evento ? Respondemos que não. Beti: comentou que mesmo não sabendo o valor das inscrições, é melhor lançar a inscrição. Tal dia, tal local, tais palestrantes de peso estarão falando sobre, aguardem mais informações. Elaine: comentou o sucesso do Install Fest em Campinas e com certeza devemos aproveitar esse público também.

Experiência de Rosane Leite e Giovani Spagnolo- Analistas de Sistemas

Rosane Leite e o Giovani, trabalham no Desenvolvimento de Sistemas da Procergs e fizeram o sistema que foi utilizado no Fórum Internacional de Software Livre. Eles preferiram mostrar o site e explicar como funciona. O trabalho dessa equipe consistiu em colocar no site praticamente o que a equipe responsável pelo evento definiu, o tempo todo eles dependiam dessas informações. O site foi desenvolvido e implantado nos meses de março e abril, num trabalho muito forte e competente do Giovani. A Rosane comentou que o tempo foi bem curto e que nem tudo que a comissão organizadora pretendia implantar deu tempo, mas ficou faltando muito pouco e eles pretendem melhorar para o evento de 2003. O site praticamente possui os seguintes links: Notícias, Programação, espaço para o palestrante se inscrever, convidados, caravanas, imprensa, etc. Todos as inscrições ou dados preenchidos pêlos palestrantes, convidados e internautas, passam primeiro por uma triagem e somente depois é colocado no site. O site foi desenvolvido na linguagem PHP, com banco de dados MY SQL e atualmente outra equipe é que alimenta o site.

Experiência de Marina Gomes – Coordenadora Administrativa

Marina apresentou a planta baixa e falou sobre a mostra e onde ficaram os stands. Fizemos a mostra, onde ficaram os pequenos empresários voltados para o software livre, que pagaram uma taxa simbólica, e receberam o espaço. Na verdade, eles não tinham “divisórias” e cada um desses módulos era um participante da mostra, que correspondia a uma mesinha, tinha lugar para guardar a folheteria, instalação dos micros, mas eles que traziam seus equipamentos. Essa foi a inovação que nós colocamos neste evento, nos outros anos não tínhamos a mostra. Foi um sucesso muito grande, pois tanto os patrocinadores quanto o pessoal da mostra, efetivaram negócios e contatos. A idéia não é uma feira, porque não tinha o sentido de venda. Claro que tivemos alguns problemas, pois algumas pessoas começaram a vender seus produtos, e o limite entre a mostra e a feira, a mostra tem a característica de apresentar soluções, mas não de caráter comercial, é um limite tênue e muitos eventualmente ultrapassaram e venderam pacote de software. Nós chamamos a atenção dessas pessoas, lembrando-as que o caráter da mostra é apenas fazer contatos. Os patrocinadores também não gostaram dessa situação pois eventualmente estavam comercializando produtos com os quais eles mesmos trabalhavam. Nós da comissão organizadora, orientamos os patrocinadores e o pessoal da amostra antes do evento, esclarecendo que não podia acontecer nenhum tipo de comércio. Tivemos um stand onde as pessoas se organizavam em filas para comprar uma solução, cujo preço era atraente. Uma alternativa que gostaríamos de implantar no próximo fórum é a venda de bottons, broches, apesar de teoricamente não poder comercializar. No fórum deste ano, o público via os representantes das empresas usando algum tipo de souvenirs e queriam adquirí-los. Precisamos arrumar uma solução para concretizar esse tipo de venda. Em 2002 nós vendemos as camisetas do fórum, como sendo um souvenir, não caracterizando um comércio, pois não estávamos vendendo produtos de um fornecedor ou de outro. inclusive, se o próximo evento for na PUC, precisamos discutir o assunto com ela, pois a mesma pode exigir um percentual sobre essa transação. E para nós foi muito importante a PUC sediar este evento, sem cobrar nenhuma taxa. A segunda dificuldade que eu posso relatar foi o problema com a segurança, porque como o espaço era muito aberto e a amostra funcionou num horário diferente do evento, ficou um pouco complicado. A mostra era das 10h00 às 20h00, e as palestras começavam às 9h00 e terminavam às 22h00. Pela manhã ainda não era tanto, mas a tarde o pessoal fechava seus materiais e iam embora, mas ainda tinha palestra acontecendo aqui e a gente só se deu conta, quando vimos o local montado, no primeiro dia. Nós tínhamos somente 2 seguranças para cobrir todo esse andar. E a saída do pessoal da palestra acabava passando por este local... não tinha como isolar totalmente. Na verdade, tinha toda uma infra-estrutura montada que eram os computadores, mouse pad, etc, e estavam todos expostos. Depois acabamos colocando um cordão de isolamento. Foi uma preocupação muito grande. Nádia: Vocês entregaram algum manual de normas para os expositores ? Marina: fizemos algumas reuniões e foi entregue um material com as regras. A PUC passou algumas normas e com base nelas fizemos pequenas alterações. Fizemos também um termo de compromisso junto aos expositores. Tivemos alguns problemas com o horário, porque alguns expositores ao invés de encerrar às 20h00, anteciparam para às 18h00, isso não pega bem para o evento. E nós ainda tivemos o cuidado em definir o horário em conjunto com os mesmos, mas sabe como é toda regra tem a sua exceção. Os expositores da mostra pagaram uma taxa de R$ 500,00 e nós providenciamos a montagem das divisórias, as mesinhas, as testeiras, mas eles é que traziam os computadores. Claro que esse valor não cobriu todas essas despesas, mas com outros patrocínios conseguimos suprir as necessidades. A empresa contratada para montar os stands onde ficaram os patrocinadores, fizeram a planta baixa, desenhando os locais como sala de reunião, sala de apoio, onde ficavam o pessoal técnico, a sala de imprensa. A sala de reunião era mais utilizada para os expositores da mostra, pois eles não tinham espaço suficiente nas suas divisórias. Já os patrocinadores tinham uma mesa de reunião em seus stands. Tínhamos um espaço para o público navegar na internet, com 10 computadores. Foi uma loucura, porque o monitor da sala tinha que ficar controlando o tempo de uso e na hora de fechar a sala, o pessoal não queria ir embora, tinham que desligar o micro. Não havia um tempo determinado de uso, mas claro que o bom senso aliado a demanda, emitia uma certa regra, e também colocamos um banquinnho para o usuário sentar que não era uma cadeira confortável, se não a pessoa ficaria a tarde todo. O deficiente físico, com cadeira de rodas tinha preferência. Montamos 2 turnos de trabalho no evento, e o pessoal técnico da Procergs fizeram uma escala de 4 funcionários por turno. Teve alguns funcionários que permaneceram o tempo todo no evento. Nós disponibilizamos toda infra-estrutura de rede, de tomadas, mas não instalamos e nem configuramos os computadores e se desse algum problema nosso pessoal técnico estava de plantão. Nossa equipe era composta por 2 técnicos para atendimento de problemas gerais, 1 especialista de transmissão e 1 de software e Hardware. Também tivemos ajuda dos estudantes de universidades que fizeram as instalações dos computadores e pretendemos no próximo fórum solicitar apoio de mais universidades. Nádia: como vocês se comunicaram durante o fórum, havia algum esquema de rádio comunicador ou telefones ? Marina: houveram 2 grandes patrocinadores que solicitaram diretamente o serviço de telefonia de POA. A PUC disponibilizou telefones na parte do credenciamento, na sala de imprensa e telefones públicos. No local da amostra não tinha telefone, mas se eles quisessem poderiam contatar a empresa de telefonia, o custo é muito alto. Tivemos alguns rádios comunicadores e a maioria das pessoas/funcionários que trabalharam no evento utilizaram o próprio celular. A Procergs disponibilizou seus celulares para alguns funcionários que estavam em locais importantes do evento. Apesar da infra-estrutura da PUC ser boa, foi preciso intensificar algumas salas de laboratório, pois precisávamos aumentar a quantidade de computadores, e com isso instalar mais pontos de rede e de energia, todo esse trabalho foi acompanhado pêlos técnicos da PUC. Nos auditórios onde aconteceram as palestras, a infra-estrutura estava pronta desde a iluminação até o ponto de rede, com projetores e telões. Através da empresa de organização de eventos tivemos que contratar o serviço de tradução simultânea com vários pontos. Nádia: Como funciona essa parte de entrada de dinheiro, quem cuida é o departamento comercial junto com o jurídico ? Marina: nos anos anteriores não participei da organização, portanto não sei, mas em 2002 nós trabalhamos com a entidade SBC (Sociedade Brasileira de Computação. A SBC gerenciou todo o patrocínio, havia uma conta corrente onde as verbas eram depositadas. Como a SBC é uma entidade privada tem maior facilidade com notas fiscais, recibos, etc e nós como somos ligados a administração pública temos que seguir uma legislação que emperra e não te dá agilidade. Todos os contratos de patrocínio e de fornecimento saíram pelo SBC, ela é a organizadora do evento. Nós da Procergs ajudamos muito no projeto, inclusive chamamos de nosso filho, a gente abraça e embala. Nádia:como foi feito o trabalho de capacitação de recursos ? Marina: na verdade, nós começamos a negociar com alguns patrocinadores antes de estimarmos o custo do evento, pois essas empresas precisam de um tempo para viabilizar o patrocínio, é uma espécie de namoro com direito ou não ao casamento. A área de marketing da Procergs elaborou um projeto de patrocínio, contando sobre a história e o objetivo do fórum, número de participantes, palestrantes, vantagens do patrocinador em participar do evento, etc. Vocês podem observar no nosso plano de marketing que nós dividimos em 3 níveis de patrocínios: completo, parcial e a modalidade apoio, no fundo esses valores acabaram acontecendo não exatamente como a gente tinha planejado. Conseguimos um patrocínio completo, um parcial e vários apoios. Acabamos estendendo para o pessoal de apoio alguma publicidade a mais do que estava previsto, porque as empresas não tem tanto dinheiro para investir, mas também não querem te patrocinar sem um retorno bom. Nós utilizamos muito nossos contatos via Procergs, conversando com nossos fornecedores, e a medida do interesse nós enviamos o projeto de patrocínio, alguns solicitaram certas alterações e na maioria das vezes nós concordávamos.

Relato conclusivo de Mário Teza

Mário: A História é o seguinte, vocês não devem dizer que não dá para fazer o evento, porque aí, a pior coisa é que eles vão ficar putos. O que vocês tem que ter é um plano para fazer o evento e eles têm que decidir sobre esse plano. Se eles concordarem com o plano .... Nós vamos fazer um plano para que o evento aconteça, agora para fazer em tão pouco tempo exige muito, então o plano tem que ser compatível com o tamanho do problema. Tem que definir as instâncias do evento. No mínimo nós precisamos de 2 (duas) instâncias. Quem decide o que nesse evento ? 1) Decisão estratégica de visão política, tecnológica geral, que no caso de vocês como não tem um projeto de SW-RS como nós, não tem um coletivo, uma coordenação, fica mais difícil. Nós resolvemos isso nessa coordenação, então não é a diretoria da Procergs que define as coisas, a diretoria da Procergs opina bastante, mas quem define é essa coordenação de entidades. Vocês não tem isso lá, então se é um evento da IM@ ou da PMC, tem que ficar claro quem define a questão estratégica, se for a IM@ é a diretoria, então o plano tem que dizer o seguinte: vocês vão dividir o trabalho em dois níveis, a diretoria é atribuído a definição macro. O outro grupo será o executor, que são vocês e mais quem vocês agregar. Aí se eles disserem que é para vocês decidirem, tudo bem, nós ajudamos a decidir, mas a responsabilidade é deles. Pode acontecer num primeiro momento, eles não quererem se meter, mas depois vão querer, e naquilo que eles não deveriam, que é a execução, no detalhe, no cartaz, no local, no cerimonial.

O que cabe ao 1º grupo decidir ? a)O que queremos com esse evento ? (objetivo b)Quem querem atingir ? (público-alvo) c)Quanto querem gastar ? (verba)

Nós queríamos falar com o público em geral. Queríamos um evento para falar com as pessoas leigas, com especialistas, com executivos, com técnicos e fizemos assim, tanto que se vocês pegarem a grade de horário, observarão que têm assuntos para todos os gostos. Nós queríamos criar um ambiente que proporcionasse encontrar as pessoas que discutissem o assunto e a partir disso a gente teria alguma chance de ter alguma idéia para resolver “problemas”, então nós não tínhamos um grande objetivo. Nosso objetivo era bem limitado, era encontrar pessoas que talvez tivessem soluções para algo que a gente precisava, mas nós não definimos que nós queríamos resolver nossos problemas, se não o projeto seria mais difícil para realizar o evento. Sempre conseguimos mais do que a gente projetou, porque a nossa missão era menor do que nós queríamos, então sempre superamos a expectativa, agora se inventarem de resolver o mundo num evento... 2)Tarefa executiva: quem temos para trabalhar nesse projeto (logística da coisa) e divisão de tarefas (prazo, metas e checagem). Na parte da execução o que você tem que tem ter definido é a quantidade de pessoas que vocês poderão contar (uma, duas, etc), existe um grupo que vai ficar o dia todo cuidando do evento. Depois precisa ver quem vai agregar no meio do caminho, vai existir a área tal, x, y, etc. Vai ter um grupo permanente e outros que vão ser alocados conforme vocês definirem. É bom definir a divisão de trabalho entre vocês e outras pessoas que participarão do evento. Democracia não quer dizer falta de capacidade de ação, e ação significa risco e risco significa errar, então o nosso problema não é errar, o nosso problema é não fazer. No trabalho, vocês deverão saber articular a comunicação entre os grupos, minha tarefa é de coordenação geral, mas eu não fico atravessando o papo entre as pessoas, eu faria de um jeito diferente que alguns fazem, mas não importa como eu faria, importa que eles façam do jeito deles, mas lembrem-se o resultado final tem que ser o que todo mundo espera. O que a gente combina é o resultado final (cumprir os prazos). Claro que em deteminados momentos tu tem que checar. Nunca perder o foco. Outra coisa importante: alguém tem que bater no martelo sobre um assunto, exemplo, se for vocês duas, vocês tem que estar com clareza sobre o trabalho, para poder decidir. Vocês tem que combinar uma forma de trabalhar, numa relação de confiança, pois poderão tomar pau de todos os lados. E aí é arriscar, tomar decisão errada, qual é o problema, o importante é sempre tomar decisões. Se der para mudar melhor, caso negativo, paciência. No primeiro evento erramos muito, mas vai consertando. E não tem que ter stress. Nádia: o que me preocupa muito é a decisão que a diretoria tem que tomar. Mário: não importa, se eles não decidirem, vocês não tem o que fazer. Mas vocês vão fazer a parte de vocês, façam levantamento de locais, preços, etc, e aí vai ter que rechear e isso cabe a eles. Eles que se matem e decidam o que não vão fazer, porque não tiveram perna, vocês nunca vão dizer não dá, nunca digam o óbvio. Às vezes, eles demoram 3 semanas para descobrir o óbvio. Elaine: Eu tenho conversado com a diretoria e também já questionei aquelas 3 perguntas (objetivo, público, etc), mas não tive resposta. Mário: não pode ser conversa e sim documentado. Elaine: já documentou e mesmo assim, nada. Conselho do Mário: Nunca ponha a faca no pescoço deles. Nunca ponha a responsabilidade na tua, mas tem que deixar o pepino do lado deles. O melhor discurso é: Estamos aguardando a decisão da diretoria. 3) Foco: * Transformar Campinas no Centro de difusão de SW (referência) * Unir mais a comunidade de SW (fazer a comunidade, o empresário, as ONGs se encontrarem) * Plataforma Eleitoral

Mário: Qual é o problema da IM@, de Campinas, ou do Brasil diferente de quando a gente fornulou o primeiro exemplo, aquela história que eu contei pra vocês, aqui a gente estava tentando descobrir o que era SW e o que tinha no mundo livre, que a gente não encontrava. Qual é o problema que nós queremos resolver com o evento de Campinas ? O que vocês imaginam, até o que a diretoria quer e nem sabe explicitar. Nádia: Divulgar o SW, fazer com que mais pessoas utilizem. Mário: a diretoria quer fazer de Campinas a capital de SW, tornar Campinas um referência no estado de SP (isso é importante). Se o objetivo for reforçar a idéia de que Campinas é o centro de difusão de SW... Elaine: comenta junto, a aglutinação das instituições do estado de SP, que trabalham com SW, por exemplo, o metrô de SP, algumas ferramentas do governo como um todo, tem isso, a Unicamp também tem, mas cada um trabalhando no seu cantinho. Se a gente conseguir criar um grupo que esteja no estado de SP, igual aqui, que a gente possa dar continuidade no projeto SW. Meu anseio, é saber se a gente consegue levar essa discussão para o cidadão leigo, envolver a comunidade. Mário: Isso é importante, porque você define público e quem vocês convidam para dar palestra. Relacione todas as universidades, empresas, entidades que utilizam SW, como a Unicamp, incubadoras, micro empresários, OP. Elaine: tem outro foco que o Spinella considera importante, que é a conjuntura eleitoral, de estar envolvendo os candidatos na questão do SW, plataforma de governo e de deputados, aí o Juan me falou do deputado Peruano. Mário: devemos trazer alguém de algumas prefeituras que tenham legislação. Articula uma mesa por exemplo, com Campinas, Porto Alegre, Recife, todos que já tenham a lei aprovada. Uma mesa sobre legislação nas prefeituras é interessante porque todas tem o mesmo problema, depois de aprovada o que fazer. Primeiro é uma luta para garantir a aprovação de uma lei dessa, essa parte é a mais fácil, o mais difícil é implementar. Elaine: cidades próximas a Campinas, como Amparo, Sorocaba que tem lei aprovada, muitas perderam o prazo de regulamentação. Mário: acha que mesmo tendo perdido o prazo tem que chamar essas cidades. Reúne todas as cidades do estado de SP, até porque não tem nenhum exemplo bom para demonstrar, isso é polaridade, isso é tornar Campinas referência. Elaine: Fazer uma oficina para debater a situação atual e como ser coerente com a legislação aprovada. Mário: Nunca coloque uma tarefa acima do que acha que pode fazer. Tome cuidado para não gerar muita expectativa para o público e para a diretoria, se não for dar conta. 4) Definir temário: * A diretoria da IM@, o Queiroz, o Malheiros, o grupo Debian, o empresário que a Elaine conheceu (comissão). * Utilizar os sites sobre SW, revista Linux para fazer levantamento dos nomes dos palestrantes * Olhar a grade de outros eventos

5) Comissão de Infra-estrutura: * Ver local * Orçamentos

6) Comissão de Comunicação: * Materiais * Portal * Divulgação

7) Comissão de Verba: * Levantamento de verba e administração do mesmo

8) Checar Local: * ter um auditório - mais de duas salas * palestra com temas diferentes, com duração de 50 minutos * não coloque muitas pessoas na mesa (máximo 3) * Transmissão via internet

Conclusão:

O contato com as pessoas que organizaram, vivenciaram os Fóruns Internacionais de Software Livre em Porto Alegre, em especial o relato do Mário Teza, que é muito rico, foi importante e gratificante, bem como, foi uma oportunidade de capacitação. Os companheir@s da Procergs compartilharam e trocaram a receita, como manda um dos princípios do software livre. Saímos da Im@ sem termos minimamente um direcionamento de como seria este evento em Campinas de software livre e voltamos com algumas sugestões. Mais do que, neste primeiro momento, realizar um evento de software livre consideramos importante:

1)criação de um núcleo permanente de discussão e gestão do projeto software livre na Ima e na PMC;

2)elaboração de planejamento estratégico para implantação do software livre no governo democrático popular com metas até 2004;

3)inclusão digital a partir de nossos trabalhadores;

4)campanha permanente sobre software livre para os trabalhadores da Im@, os nossos clientes e comunidade em geral;

5)capacitação dos trabalhadores da Im@ para uso de software livre em todas as áreas;

6)instalação de software livre em todas as máquinas da Im@;

7)criação de um site tipo softwarelivrecampinas.sp.gov.br;

8)realização de um seminário com a região metropolitana de Campinas objetivando a criação de uma redelivre;

9)encontro das empresas públicas de TI do estado de São Paulo do campo democrático popular para troca de experiências e mostra de soluções;

10)elaboração de um projeto específico para a secretaria de educação para uso de software livre nos laboratórios das escolas municipais;

11)criação de telecentros em parceria com a secretaria de educação, cultura e

12)secretaria de planejamento dentro do projeto pólos de cidadania;

13)Fórum de Software livre no Estado de São Paulo em março de 2003;

14) Levantamento de quanto o governo democrático popular gastou com licença de softwares.

15) Elaboração de projeto de patrocínios para software livre;

16) disponibilizar conteúdo em CD de software livre para os trabalhadores e clientes da Im@.

17) Criação de Grupos de Trabalhos

Sem o envolvimento de todas as áreas da empresa é impossível realizarmos qualquer que seja o evento de software livre, pois ele é matricial e tem que ser tratado como prioridade desta gestão. A Im@ livre é possível e nós temos coragem!

Materiais disponibilizados pela Procergs:

1)Planejamento do Fórum Internacional de Software Livre 2002; 2)Projeto de Patrocínio; 3)Normas Gerais da Mostra de Soluções Livre 2002; 4)Contrato de Patrocínio; 5)Termo de Compromisso para expositor; 6)Encardenação de clipping sobre o Fórum Internacional de Software livre 7)Textos: “ Linux em Casa, na Escola e no Trabalho” e “Dinheiro para quem precisa”

Atenciosamente,

Elaine da Silva e Nádia Menegaldo

-- MarioTeza - 14 Sep 2004

Topic revision: r1 - 14 Sep 2004 - 21:34:50 - MarioTeza
 
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