Software livre garante economia para Embratur
A Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo) deve encerrar, até o final de abril, a implantação da primeira etapa de software livre em todos os seus computadores. Com isso, em 2005, o órgão deixará de gastar com licenciamento de programas cerca de R$ 155 mil. A economia representa algo em torno de 33% do valor total dos equipamentos de informática da autarquia.
Em 2003, o ministro da Casa Civil José Dirceu orientou todos os ministros do governo a usarem preferencialmente o software livre. Sua implantação é, portanto, uma política do governo Lula, que garante a auditabilidade plena e a segurança dos sistemas, respeitando-se a legislação de sigilo e segurança.
Essa fase de implantação que se encerra agora, referente à instalação do
OpenOffice no terminal dos funcionários da Embratur, é responsável por uma economia de R$ 70 mil. O pacote é um conjunto de programas similar ao Office, da Microsoft, com editor de textos, planilha de cálculos, programa de apresentação de slides, desenhos e programador HTML.
Nos bastidores a Embratur já conta, desde 2003, com um sistema de webmail com cerca de 300 contas, todo construído em plataforma livre. Se pago, custaria ao Instituto R$ 65 mil. O webmail é um sistema que permite que o usuário acesse seu e-mail em qualquer terminal do mundo. Além disso, já estão funcionando dois sites também desenvolvidos em plataforma livre: www.braziltour.com, em quatro idiomas (português, inglês, espanhol e francês) e o www.brasilnetwork.tur.br. Ambos com economia estimada de R$ 20 mil.
O Presidente do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI), Sérgio Amadeu, acha que com a migração de seus servidores, a Embratur segue o exemplo de diversos órgãos públicos pelo País, que estão adotando sistematicamente o software livre em sua estrutura, para aumentar a segurança de seus sistemas, ter autonomia tecnológica e contribuir também com a diminuição da emissão de recursos através de licenças para o exterior. "Isso provoca uma reação em cadeia na mudança de comportamento do mercado, que cada vez mais terá empresas com técnicos especializados nas plataformas e aplicativos livres, democratizando o acesso à tecnologia e criando empregos", afirma.