Apresentação

O Movimento Música para Baixar - MPB realizará encontro concomitante com o Fórum Internacional Software Livre, que está na sua 10ª edição, em Porto Alegre, de 23 a 27 de junho conectando diversas áreas relacionadas como: música, arte tecnologia e comunicação colaborativa e espalhar suas propostas para o âmbito da cidade, levando suas propostas para o maior numero de pessoas, extrapolando as fronteiras com o FISL.

O MPB nasce da necessidade de envolver economicamente mais grupos culturais desse país, não com a lógica do mercado excludente, mas com uma nova relação capital e trabalho apontando para os conceitos e práticas da economia solidária. Atualmente há uma grande demanda de diferentes agentes culturais no sentido da geração de renda à partir daquilo que criam. Necessidade, também, de rever a prática do jabá nos veículos de comunicação, que corrompe e impede as manifestações culturais em nosso pais.

Outro ponto de debate será a questão dos direitos autorais, as entidades representativas dos diversos agentes culturais e sua relação com as novas tecnologias.

O MPB tem como objetivo debater e questionar o projeto de controle da internet (já aprovado no senado federal e em debate na Câmara Federal), perspectiva entendida enquanto reflexão à criação de ferramentas visando a democratização do acesso à comunicação, elemento indispensável à diversidade cultural.

O MPB entende que não basta apenas fazer shows mas sim promover um debate que permita que os agentes desse processo, de uma forma mais ampla pois é participativa, sejam artífices de um movimento para mudar a percepção da realidade da indústria cultural.

Artistas e pessoas que atuam no âmbito cultural não são integrantes de uma classe superior, mas trabalhadores e trabalhadoras que possuem os mesmos direitos dos demais. A arte não deve ser tratada como se fosse semente transgênica, passível de ser propriedade de alguns.

O MPB pretende debater a economia da música em sua complexidade, desde a distribuição dos produtos, o preço justo, a produção cultural, o consumo consciente, o espaço das mulheres na cultura, o software livre, a cultura livre, as redes sociais, a gestão da internet, a democratização da comunicação, o direito autoral e seus mecanismos de controle por entidades que se colocam como representativas dos artistas.

Por isso é um movimento que visa trabalhar os espaços possíveis decorrentes da promoção de eventos em espaços públicos e privados, âmbito universitário, pontos de cultura com presença dos artistas e agentes que estarão envolvidos com a execução dos shows, além de oficinas e rodas de criação coletivas. A idéia é de que isso tudo culmine em discussões pelo país acerca da cultura livre em que tudo poderá se acessado e disponibilizado na internet de forma colaborativa. Ao mesmo tempo criando mecanismos de geração de renda balizados pelos princípios da economia solidária.

Essa proposta vem sendo articulada por diferentes atores de áreas distintas da cena cultural brasileira como músicos, VJs, ativistas do software livre, produtoras(es) culturais, acadêmicos, agentes públicos. movimentos sociais, etc. O MPB entende que cultura hoje é esse amalgama humano composto por diferentes segmentos aglutinados numa rede colaborativa e propositiva de parâmetros mais igualitários de distribuição de renda.

Em 2008, o fisl9.0 contou com 7.417 participantes, 20 países, 402 palestrantes,58 empresas expositoras, sendo que mais de 19 mil pessoas acompanharam o evento pela internet, através da TV Software Livre.

O FISL é um espaço de referência, consolidado por sua sistemática ampliação de participantes e mídia. Sendo assim, o fisl, à medida que é marca conhecida tanto de militantes do software livre como também da cultura livre, torna-se o momento adequado para lançamento desse projeto já que o evento historicamente integra um público eclético e raro de se ver junto como músicos, produtores culturais, programadores, advogados, sociólogos, estudantes, artistas digitais, dentre outros. Em suma: o público reflete a proposta inovadora apresentada, a saber, através do MPB discutir os fundamentos e a economia da música contemporânea. Economia essa tão impactada já que a internet é o meio de comunicação mais importante já criado pela humanidade de forma coletiva e colaborativa.

Objetivo Geral

Constituir um espaço presencial de diálogo, reflexo de ações que vem sendo desenvolvidas de forma processual e organizada pelos agentes acima citados. Criação de eventos e exposição, divulgação e criação compartilhada de diferentes elementos de arte brasileira, além de relacionar, a cultura livre e compartilhada com o software livre, discutindo o controle da internet, a defesa da democratização da comunicação, o papel das gravadoras e editoras públicas.

Objetivo Específicos –

* Promoção de espaço de criação coletiva e aberta, como oficina, e posterior divulgação pelos canais livres da internet.

* Discutir o controle e repasse do direito autoral no Brasil; envolvendo artistas, gravadoras, rádios comerciais e comunitárias, sociedades arrecadadoras e fiscalizadoras;

* Refletir sobre novas formas de comercialização e distribuição de conteúdo cultural na internet; e também sobre os impactos da rede mundial de computadores na cadeia produtiva da cultura;

* Conscientizar os artistas sobre a complexidade do seu papel na atualidade, enxergando que ação cultural é diferente de ação eventual.

* Promover a possibilidade de cada artista participante do movimento seja um militante do mesmo.

* Especificar projetos para desenvolver ferramentas na internet que possibilitem um maior intercâmbio de informações, contatos, empreendimentos de marketing digital, agendas, ações dos agentes culturais e trocas solidárias advindas dessas dinâmicas;

* Promover debates que compreendam a relação entre o meio de produção de cultura e outros modelos produtivos, como por exemplo na questão das sementes transgênicas patenteadas pela Monsanto; estabelecendo analogias procurando entender melhor tais processos extremamente dinâmicos e carentes de reflexões mais aprofundadas por hora. Em suma, pensando acerca do software proprietário e sobre a propriedade intelectual na cultura, dentre outras coisas.

Em junho realizaremos um fórum do movimento música para baixar para debater temas relacionados a música. As atividades acontecerão de 23 a 27 de junho no RS na Cidade de Porto Alegre, no seguintes locais: Casa dos Bancários, que fica na Rua General Câmara, 424 - Centro, CEP: 90010-230, telefone 51-34331200. A única atividade que não será na Casa dos Bancários acontecerá no Ponto de Cultura Quilombo do Sopapo, que fica na Av. Capivari, 602 – Cristal e será no dia 23/06.

Atividades

A programação será a seguinte:

23/06

14h – Encontro e Oficina de software Livre, uso das novas tecnologias na divulgação da musica e criação coletiva, no Ponto de Cultura Quilombo do Sopapo.

Descrição: artistas e ativistas envolvidos no movimento Música para Baixar e troca de experiencias de sustentabilidade e divulgação de suas obras. Oficina de criação de musica e poesia coletiva, com o objetivo de discutir e criar objetos artísticos de forma compartilhada, disponibilizando imediatamente na web e registrando tais processos.

24/06

17h - Debate - A economia solidária da música livre

Descrição: O Debate tem como objetivo discutir e divulgar os novos paradigmas da economia da musica e os novos modelos de negócios. Ao contrário da prática das grandes gravadoras que estão sendo afetadas pela interatividade da internet, e atualmente ainda insistem na criminalização das/dos usuários que baixam música, precisamos desenvolver iniciativas de cooperação onde as/os músicos e produtoras sejam remuneradas de forma justa e as usuárias de músicas adotem o consumo consciente. Diante disso, é preciso compreender melhor as propostas da economia solidária e desenvolver iniciativas para os agentes da música livre.

Mediadora: Ellen Oleria

Debatedoras(es)

- Paulo Marques - Coletivo Brasil Autogestionário, pesquisador e militante da Economia Solidária. Atualmente realiza pesquisa de doutorado na Universidade de Granada/Espanha.
- Pablo Capilé - Abrafin e Espaço Cubo Cuiabá
- Gustavo Anitelli – Trupe o Teatro Mágico
- Deivi Kuhn - Banda Coyote Guará

20h - Atividade cultural no local. Aberto a todas as pessoas que querem mudar o mundo. A proposta é juntar diversos agentes culturais, artistas de várias matrizes e promover uma grande confraternizacao e troca de experiencias na pratica, improvisos e cultura livre.

25/06

10h - Debate – Projeto de Controle da Internet

Descrição: A Internet é uma rede de comunicação aberta e livre. Nela, podemos criar conteúdos, formatos e tecnologias sem a necessidade de autorização de nenhum governo ou corporação. A Internet democratizou o acesso a informação e tem assegurado práticas colaborativas extremamente importantes para a diversidade cultural. A Internet é a maior expressão da era da informação. A internet por ser um meio para o envolvimento social e humano é a mais importante criação coletiva, a mais democrática ferramenta de comunicação, por sua capacidade de oferecer interatividade. Suas possibilidades de manifestações da diversidade cultural, local e planetária são infinitas.

A Internet reduziu as barreiras de entrada para se comunicar, para se disseminar mensagens. E isto incomoda grandes grupos econômicos e de intermediários da cultura. Por isso, se juntam para retirar da Internet as possibilidades de livre criação e de compartilhamento de bens culturais de de conhecimento.

Um projeto de lei do governo conservador do Presidente Nicolas Sarkozi tentou bloquear as redes P2P? na França e tornar suspeitos/as de prática criminosa todos/as os/as seus/as usuários/as. O projeto foi derrotado. 

No Brasil, um projeto substitutivo sobre crimes na Internet aprovado e defendido pelo Senador Azeredo está para ser votado na Câmara de Deputados. Seu objetivo é criminalizar práticas cotidianas na Internet, tornar suspeitas as redes P2P?, impedir a existência de redes abertas, reforçar o DRM que impedirá o livre uso de aparelhos digitais. Entre outros absurdos, o projeto quer transformar os provedores de acesso em uma espécie de polícia privada. O projeto coloca em risco a privacidade dos/as internautas e, se aprovado, elevará o já elevado custo de comunicação no Brasil.

O objetivo do debate é tornar nítido as verdadeiras implicações desse projeto e as formas de combate ao mesmo.

Mediador(a): Everton Rodrigues

Debatedoras(es) com 15min para cada

- Mauro Salles – Sindicato dos Bancários
- Sérgio Amadeu – Projeto Software Livre Brasil
- Leoni - Músico e Compositor
- Ministério da Cultura
- Gog – Rapper e Poeta

25/06

14h - Formas de licenciamento, gestão coletiva e proposta de mudança na legislação autoral

Descrição:

Mediador(a): Fabricio Noranha

Debatedor(a):

- Marcos Souza - Minc
- Ronaldo Lemos - FGV
- Alvaro Santi - Forum Permanente de Musica
- Fernando Anitelli - Trupe o Teatro Mágico

26/06

17h - Debate – Democratização da comunicação e distribuição de conteúdos culturais alternativos

Descrição: Acesso aos bens culturais e mecanismos de democratização da comunicação; uso de novas tecnologias e distribuição digital de conteúdos culturais; experiências exitosas nesse sentido e compartilhamento de ações.

Mediador(a): Josué Franco Lopes – Abraço Nacional

Debatedoras(es) com 15min para cada


- Jaqueline Fernandes - Griô Produções
- Frank Jorge / Faculdade de Rock - ver ainda
- Senhor F
- José Murilo - Gerente de Cultura Digital do Minc e representante do MinC? na Comissão Organizadora da Conferência de Comunicação.

27/06

17h – Debate sobre autogestão e geração de renda dos agentes culturais

Descrição: Nesse novo mundo da cultura, o mundo da tecnologia, da internet, se faz necessário que os agentes culturais não seja apenas criadores de obras e sim gestores de suas carreiras, buscando sempre novas alternativas e construções de redes para ampliar a divulgação de seus trabalhos. Dentro dessa perspectiva a troca de informações sobre práticas solidárias é fundamental para melhor instrumentalizar esse novo agente cultural.

"A construção da economia solidária é uma destas outras estratégias. Ela aproveita a mudança nas relações de produção provocada pelo grande capital para lançar os alicerces de novas formas de organização da produção, à base de uma lógica oposta àquela que rege o mercado capitalista. Tudo leva a acreditar que a economia solidária permitirá, ao cabo de alguns anos, dar a muitos, que esperam em vão um novo emprego, a oportunidade de se reintegrar à produção por conta própria individual ou coletivamente..."(SINGER, 2000 p. 138).

Mediador(a): Richard Serraria – Musico, poeta e ativista cultural

Debatedoras(es) com 15min para cada


- RAP de SP
- Eduardo Ferreira / Over Mundo / Casa Brasil
- Moyses Lopes / Forum Permanente de Musica
- Claudia Escovar Alfaro Boettcher / UFRGS / Diretora do Departamento de Difusão Cultural/Pró-Reitoria de Extensão

Apoio Sindicato dos Bancários

Comunidade

Ponto de Cultura Quilombo do Sopapo

Comunidade

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