Desenvolvimento de Redes de Computadores com Terminais Leves
1. Introdução
1.1. Contextualização
Desde a criação do computador a humanidade tem testemunhado a tecnologia se desenvolver a uma velocidade impressionante, trazendo muitos benefícios em praticamente todas as suas áreas atuação, tais como na educação, saúde, comércio e serviços, lazer, entre outros.
Os computadores hoje são encontrados em todos os lugares e dentro deles encontram-se os softwares, que também vem se desenvolvendo a uma velocidade espantosa, exigindo mais e mais poder de processamento daqueles à medida que passam a realizar muitas operações, que na maioria das vezes eram exclusividade dos seres humanos. Essa evolução tornou o computador uma das ferramentas essenciais para as empresas, bem como para educação e cultura, as quais possuem grandes quantidades dessas máquinas.
Essa evolução acelerada, no entanto, vem tornando menor o tempo de vida útil dessas máquinas, surgindo então uma série de problemas: a) o que fazer com essas máquinas obsoletas, visto que elas não tem poder de processamento suficiente para executar programas mais recentes; b) o custo para atualização total do parque instalado numa empresa ou instituição é elevado; e c) o impacto ambiental, uma vez que não podem ser simplesmente descartadas para o meio ambiente, devido ao fato dos materiais envolvidos em sua construção -- basicamente plástico e metais pesados -- serem tóxicos e/ou levarem muito tempo para se decompor.
Uma possibilidade de se reaproveitar essas máquinas obsoletas é a de utilizá-las como terminais leves, ligados a um servidor que possui poder de processamento maior, o qual fica encarregado de realizar todo o processamento. Dessa forma, torna-se possível utilizar programas atuais através dessas máquinas obsoletas, pois as mesmas possuem apenas a função de exibir os resultados do processamento do servidor.
1.2. Motivação
O acesso tanto de estudantes quanto de professores aos computadores tem se tornado essencial para uma boa formação, porém esse acesso ainda é reduzido, pois em muitas instituições há poucas máquinas atualizadas, que podem funcionar com os softwares atuais, devido a falta de verbas destinadas a atualização desse maquinário. Porém, por outro lado, há um grande número de máquinas obsoletas acumuladas ao longo dos anos por essas instituições.
Uma idéia natural e muito interessante seria a utilização de terminais leves. Entretanto, a falta de parâmetros para se determinar as configurações mínimas para a utilização de terminais leves, seus custos de implantação e seu desempenho, faz com que essa solução não seja devidamente considerada e já descartada de princípio, perdendo-se assim uma bela possibilidade de se ampliar muitos pontos de acesso a computadores nessas instituições.
1.3. Objetivo
Montar um laboratório baseado no conceito de terminais leves, utilizando o LTSP (Linux Terminal Server Project), onde poderão ser realizados estudos sobre o real funcionamento do conceito, objetivando estabelecer métricas que possam servir como base para avaliar os reais benefícios de sua utilização, requisitos mínimos e custos de implementação.
Aumentar o número de pontos de acesso a computadores, reaproveitando máquinas que seriam destinadas ao desfazimento utilizando como servidores as poucas máquinas atualizadas existentes.
2. Referencial Teórico
2.1. Terminais leves
Segundo [1], o conceito de terminal leve consiste em um sistema computacional formado por clientes, terminais, e um ou mais servidores que utilizam um protocolo sobre uma rede de computadores para exibir os resultados do processamento do servidor nas estações clientes. Utilizando esse protocolo a estação cliente transmite as entradas que o usuário realiza para o servidor que após o processamento retorna uma atualização da tela do terminal cliente para que esse veja os resultados do processamento.
Dentro desses protocolos temos o X [2], que é o protocolo componente de Sistemas Operacionais baseados no Unix, como o Linux o qual da suporte ao funcionamento do LTSP.
2.2. LTSP – Linux Terminal Server
Segundo [3] o LTSP é um projeto que adiciona o suporte a terminais leves a servidores Linux. [4] diz que:
“LTSP é a sigla para Linux Terminal Server Project, um projeto Open Source, criado e mantido por James
McQuillan? nos Estados Unidos. Hoje este projeto conta com a contribuição de vários desenvolvedores ao redor do mundo. Basicamente é um conjunto de ferramentas administrativas para utilizar de forma simples estações de trabalho de baixo custo como terminais gráficos ou caracter de um servidor GNU/Linux.”
Como terminais gráficos para um sistema baseado em LTSP, podemos ter como opções: (a) utilização de thin-client, que são máquinas projetadas especialmente para funcionar como terminais gráficos, sendo assim possuem como características baixo poder de processamento baixo consumo de energia e tamanho reduzido. (b) Estações de trabalho obsoletas, entende-se por obsoletas aquelas estações que por razão da evolução dos software, que aumenta a necessidade de processamento, não podem ser mais utilizadas, pois possuem baixo poder de processamento
3. Metodologia
3.1. Tipo de Pesquisa
Conforme [5] e [6], tem-se que a presente pesquisa é de natureza aplicada ou tecnológica, com objetivos de caráter exploratório, utilizando procedimentos de estudo de caso fundamentados em referências bibliográficas e documental, classificada quanto ao local como pesquisa em campo e quanto ao tempo como estudo longitudinal.
3.2. Procedimentos para pesquisa
Para realização desse projeto será realizado um levantamento de quais benchmarcks se aplicam para avaliar o real desempenho de um sistema formado por um servidor e vários terminais leves conectados a esse, além de questionários e entrevistas com os usuários da solução.
[2] explica que os sistemas baseados em terminais leves possuem projetos e utilização bastante distinta dos sistemas tradicionais, logo mensurar e quantificar sua performance se torna algo bastante difícil, visto que os benchmarcks mais comuns são construídos para avaliar apenas aplicações que possuem a fase de processamento e saída dos resultados realizados na própria máquina. O que não ocorre com os terminais leves, uma vez que essas duas faces podem ser completamente separadas uma da outra.
Dessa forma [2] deixa claro que os benchmarcks tradicionais acabam por avaliar apenas a performance dos servidores e não de todo o sistema, demonstrando a importância de se levantar quais benchmarks são aplicáveis a esse tipo de solução.
Para coletar informações sobre as impressões dos usuários quanto a performance do sistema, serão utilizados questionários, entrevistas e observações in loco. Essas informações serão coletadas no decorrer do projeto sempre que alguma modificação da configuração for realizada para serem comparados aos resultados obtidos através dos benchmarks para verificação da eficácia dos métodos utilizados.
Segundo [7], alguns fatores críticos relacionados à construção de questionários devem ser avaliados, são eles: Clareza do Questionário; Abrangência do Questionário e Aceitabilidade do Questionário.
Para garantir a qualidade do questionário, ele deve ser construído seguindo-se técnicas para elaboração de questionário, observando-se a utilização de questões abertas e fechadas, a seqüência, inclusive lógica, das questões, sua extensão, entre outros.
Para [7], “as entrevistas pessoais são estruturadas para permitir ao entrevistador solicitar informações diretamente do entrevistado”, e possui como vantagens: Flexibilidade; Maior complexidade; Capacidade de contatar populações de difícil acesso; Alto índice de respostas e Garantia de que as instruções serão seguidas. Em contra partida existem as desvantagens: Alto custo; Viés induzido pelo entrevistador; Relutância do entrevistado em cooperar; Maior estresse; Menos anonimato e Preocupações a respeito da segurança pessoal.
4. Cronograma Físico e de Execução
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Descrição |
2006 - 2007 |
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12 |
01 |
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03 |
04 |
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07 |
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09 |
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| 01 |
Coleta de material para fundamentação teórica |
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| 02 |
Definição e escolha dos benchmarks a serem utilizados |
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| 03 |
Montagem do laboratório com LTSP |
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| 04 |
Coleta de informações |
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| 05 |
Análise das informações |
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| 06 |
Publicação dos resultados |
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5. Equipe Proposta
5.1. Aluno
Bruno Arriel Rezende
5.2. Orientador
Luiz Henrique Andrade Correia
5.3 Banca
José Monserrat Neto
Cristiano de Castro Leite