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Slide 1:  




Software Livre e seus Aspectos Econômicos
Revolucionando a Estrutura do Mercado de Software

Deivi Kuhn, Joselice Abreu
deivi.kuhn@serpro.gov.br, josy@softwarelivre.org

Slide 2: Introdução

  • Surgimento do Mercado de Software
    • Evolução da produção e separação do Software e Hardware
    • Licenciamento
    • Evolução dos microprocessadores
  • Crescimento do mercado de Softwares Proprietários
  • Vantagens Comparativas do Software Livre
  • Aspectos econômicos da estrutura do mercado atual
  • Uso de mecanismos aprisionantes
  • Políticas Públicas
  • Desenvolvimento de um mercado nacional

Slide 3: Modelo Proprietário X Mercado de Software Livre

  • Modelo Proprietário
    • Venda (aluguel) de licenças de uso
    • Concentração de fornecedores
    • Código Fechado garante concentração e aprisionamento
  • Mercado de Software Livre
    • Código Aberto
    • Baseado na venda de serviços
    • Consultoria e Suporte descentralizados

Slide 4: Caraterísticas do Mercado:

  • Monopólio X Livre Concorrência:
    • Fusões e Aquisições
    • Concorrência pelo mercado X Concorrência no mercado
    • Escala Produtiva
    • Benefícios de Rede

Formar uma rede envolve mais do que apenas fabricar um produto: encontrar parceiros, formar alianças estratégicas e saber como dar partida no movimento de apoio pode ser tão importante quanto as habilidades de engenharia.

Shapiro & Varian

Slide 5: Aprisionamento

  • Existência de Bens Substitutos
  • Bens Complementares
  • Guerra de Padrões
  • Custo de Migração: Dependerá basicamente do grau de aprisionamento e dos custos de troca; deve-se levar em consideração alguns aspectos:
    • Custo de Treinamento
    • Compatibilidade dos investimentos em Software
    • Compatibilidade dos investimentos em Hardware
    • Armazenamento em formato proprietário (Ex.: Diversos Bancos de Dados.)

Slide 6: Aprisionamento (2)

  • Poder de negociação dos fornecedores X Liberdade do Consumidor(SL) :
    • Poder de negociação dos fornecedores:
      • Grau de concentração
      • Ausência de bens substitutos
      • Importância do produto
    • Liberdade do Consumidor(SL):
      • Livre Concorrência
      • Baixo custo de mudança
      • Impacto na qualidade
      • Volume de compras

Slide 7: Barreiras à entrada:

  • Alianças estratégicas entre empresas
  • Custo de Aprisionamento
  • Alto valor do investimento
  • Risco natural de mercados de tecnologia de ponta
  • Compatibilidade entre Software

Slide 8: Externalidades

  • Benefícios externos pelo uso de SL:
    • Ampliar a capacitação para o desenvolvimento de software;
    • Desenvolvimento de capital humano;
    • Em casos de padrões que são realmente abertos, quase não há a preocupação por parte dos consumidores com relação ao aprisionamento;
    • Liberdade do Consumidor.

Slide 9: Externalidades (2)

Liberdade, como disse Cecília Meireles, não há quem defina, e não há que não entenda. Tão ideológico quanto os ideais iluministas que nos trouxeram o Estado democrático de Direito. Tão ideológico quanto confundir coisa que é gratuita com coisa que pode ser. Tão ideológico quanto insistir em contrapor, em se tratando de software, liberdade e comércio, enquanto esquisofrênica ou hipocritamente se apoloza o livre-comércio, na era dominada por softwares. Há software proprietário gratuito, e licenças comerciais de software livre. Se o Brasil sangra suas escassas divisas em mais de um bilhão de dólares por ano em licenças de software proprietário, enquanto, mesmo depois de vários anos de esforços e incentivos, "exporta" um sétimo disto, parace claro haver algo de errado com a velha fórmula.

Pedro Rezende

Slide 10: Externalidades (3)

  • Externalidades Negativas do Software Proprietário:
    • Monopolização
    • Aprisionamento
    • Fornecedor controla upgrades de hardware e software

Slide 11: Inovação:

  • Software como conhecimento
  • Reaproveitamento intensivo de código
  • Capacidade de produção de software da humanidade
  • Propriedade intelectual
  • Desenvolvimento de competências
  • Conhecimento como mercadoria?

Slide 12: Política pública para consolidação do mercado de Software Livre:

  • Padronização (e-ping);
  • Instituições para defesa da concorrência;
  • Fomento ao mercado de Software Livre;
  • Uso preferencial de Software Livre;
  • Capacidade de investimento do Estado como determinante para consolidação de um novo mercado;
  • Ampliação da base instalada (uso interno, telecentros, educação, etc...);
  • Equilíbrio macroeconômico entre importação e exportação (1,1 bilhões de exportação e 100 milhões e importação.

Slide 13: Mudança de estrutura de mercado

Conclusão

Software livre, como água, só será gratuito para quem sabe beber na fonte, mas será límpido para qualquer um que souber fazê-la jorrar. Como água do conhecimento, preenche naturalmente o caminho do menor esforço, em direção à sua demanda funcional. É o modo de produção criativa que, nessa era massivamente conectada pela internet, leva à melhor relação custo/benefício na produção e negócio do software. Só tem a perder com ele quem consegue galgar posições monopolistas no modelo proprietário. Essas posições são induzidas pelo efeito rede no mercado de TI, cujos modelos de negócio prevalentes já mostram sinais de exaustão.

Pedro Rezende

Slide 14: Referências:

  1. FERRAZ, Nelson C.T. Vantagens Estratégicas do Software Livre para o Ambiente Corporativo. São Paulo. PUC, 2002. Disponível na internet em http://www.quilombodigital.org
  2. SHAPIRO, Carl; VARIAN, Hal R. Information Rules: a strategic guide book to the network economy. Harvard Business School Press, 1999.
  3. RAYMOND Eric S. A Catedral e o Bazar. Disponível na internet em http://www.geocities.com/CollegePark/Union/3590/pt-cathedral-bazaar.html
  4. REZENDE, Pedro. Eucaristia digital: software livre e o governo brasileiro. Disponível na internet em http://www1.jus.com.br/doutrina/texto.asp?id=5438




Surgimento do mercado de software (Software X Hardware)

Tipos de Mercado: Monopólio X Livre Concorrência:

  • Escala Produtiva
    • Conceito de Custo decrescente em escala da informação e como um mercado com esta característica tem tendência ao monopólio (Ex. Cabos de transmissão, estradas, etc...). Facilidade de disseminar e propagar a informação foi alavancada pelo surgimento de formas de distribuição de informação digital, principalmente a internet.
    • Liderança em Custo como estratégia de defesa do mercado* Facilitador para manutenção de liderança de mercado.

  • Fusões e Aquisições. As empresas líderes possuem grande quantidade de capital e podem eliminar seus concorrentes antes que estes venham a lhe causar problemas.

Ex: A Corel, empresa produtora de Software gráficos resolveu a um certo momento investir no sistema operacional Gnu/linux, portou seus aplicativos para este sistema, fez a sua distribuição que seria incluída nos pacotes gráficos a fim de dar maior valor agregado, já que seus compradores não mais necessitariam adquirir um sistema operacional para rodar seus produtos. A Microsoft, principal prejudicada com esta estratégia, fez um grande investimento em ações da Corel, que coincidentemente resolveu não mais manter sua distribuição Gnu/Linux.

  • Controle do mercado consumidor. (Ex: caso da TBA. Parecer do TCU sobre práticas anticompetitivas utilizadas pela MS e a TBA para vendas do governo).

  • Benefícios de Rede. O mercado de informática leva a criação de redes que favorecem os produtores com mais base instalada. Existência de mais jogos e programas educativos para plataforma MS. Existe também a questão da facilidade em se trocar informações e compatibilidade de um software com outro. Além disso o avanço da comunicação para uma forma digital tornou mais constante a a troca de informações, agregando valor dos benefícios de rede. (lembrar do passado quando computadores eram incompatíveis)

Aprisionamento

  • Existência de Bens Substitutos. A não existência de bens substitutos leva a um aumento do aprisionamento do cliente frente a um determinado fornecedor. O Software Livre aumentou muito as opções de escolha para os consumidores.

  • Custo de Migração:
    • Custo de Treinamento
    • Compatibilidade dos investimento em Software
    • Compatibilidade dos investimento em Hardware
    • Armazenamento em formato proprietário (Ex.: Diversos Bancos de Dados.)

  • Bens Complementares. Os fornecedores podem ter bens complementares que podem ser integrados a um bem que já possui uma boa base instalada de clientes "aprisionados" podendo assim aumentar a renda no fornecimento da soluções complementares. (Ex.: Produtos de Backup são separados das soluções de servidores).

  • Guerra de Padrões. Ex.: Guerra pela definição de protocolos de rede, com a Novell usando o SPX/IPX, a Microsoft com o Netbios e o mundo Unix com o TCP/IP. Prevalecendo no final o único que se tratava de um padrão aberto, o TCP/IP. As empresas envolvidas acharam importante tentar como forma de controlar seus consumidores impor o seu padrão como o mais indicado.

  • Poder de negociação dos fornecedores X Liberdade do Consumidor(SL)

Barreiras à entrada:

  • Custo de Aprisionamento. Um dos custos de uma empresa entrante em um determinado mercado é o de romper o custo de aprisionamento já estabelecido por outros fornecedores ou pelo líder do mercado.

  • Alianças estratégicas entre empresas. É muito comum a existência de alianças estratégicas entre empresas para manter o controle de um determinado mercado, principalmente quando eles são complementares. Também pode haver alianças prevendo diminuir o poder de uma determinada empresa em um mercado. Ex.: No início dos anos 80, a Microsoft fez um acordo com a IBM concedendo o direito de usar o DOS a um preço menor, isto porque a IBM havia aberto a arquitetura do IBM-PC. A estratégia era licenciar o S.O. a outros fabricantes que oferecessem máquinas compativeis com este. Daí a Microsoft licenciou o DOS para outros fabricantes mediante o emprego de uma escala progressiva que dependeria da quantidade de máquinas produzidas, estando ou não o DOS instalado nelas; dando ao fabricando como escolha natural o DOS na hora de vender a máquina.

Outro ex. de clássico de parceria é o da Intel-Microsoft. Ambas fizeram aquisições e alianças estratégicas que ampliaram suas forças. A Intel ajudou criando uma indústria competitiva de componentes e a Microsoft tornou-se empresa líder no mercado de software; ambas formam um claro exemplo de bens complementares que se aliaram tornando-se mais lucrativa na complexa dinâmica da montagem de sistemas de informação.

  • Alto valor do investimento. O desenvolvimento de grandes aplicações exige uma grande quantidade de capital que deve ser investido logo no início do projeto. Caso este produto não alcance sucesso, por se tratar de um invetimento em bem intangível, não haverá possibilidade de recuperar nem parte deste investimento. Além disto a Escala Mínima Eficiente normalmente é alta de forma que o investimento inicial também deve ser alto.

  • Risco natural de mercados de tecnologia de ponta. O mercado associada a tecnologia está constantemente passando por mudanças tecnológicos. Ao se realizar um determinado investimento deve-se observar a possibilidade de que uma determinada inovação altere significativamente a previsão de mercado deste produto.

  • Compatibilidade entre Software. Uma das estratégas comuns para manter o domínio sobre determinado mercado é planejar como o produto deve ser compatibilizado com seus concorrentes. Ao se entrar em um mercado é importante manter compatibilidade com a base já instalada. Quando já se é dominante é comum "forçar" a incompatibilidade. Um exemplo foi a alteração que a Microsoft fez em determinado release do Windows 3.1 que o tornava incompatível com o OS/2 que executava este ambiente de janela. Descobriu-se depois que esta incompabilidade foi colocada propositalmente para evitar expanção do concorrente.

Outro exemplo é o ambiente de servidores da Microsoft. Nas versões 3.5 e 4.0 do Windows NT um dos grandes investimentos destes sistemas era a compatibilidade com os sistemas da Novell. Já quando foi lançado o Windows 2000 houve uma mudança na estratégia, a Microsoft já havia obtido o a maioria do mercado servidores para pequenas e médias empresas, e foi possível restringir a compatibilidade que já havia se adquirido.

Externalidades

  • Benefícios externos pelo uso de SL:
    • Ampliar a capacitação para o desenvolvimento de software
    • Desenvolvimento de capital humano
    • Liberdade do Consumidor. (Citação do Pedro Rezende)
    • Em casos de padrões que são realmente abertos, quase não há a preocupação por parte dos consumidores com relação ao aprisionamento.

  • Externalidades Negativas do Software Proprietário:
    • Monopolização
    • Aprisionamento
    • Fornecedor controla upgrades de hardware e software

Inovação:

  • Software como conhecimento
  • Reaproveitamento intensivo de código
  • Capacidade de produção de software da humanidade
  • Propriedade intelectual
  • Desenvolvimento de competências
  • Conhecimento como mercadoria?

Política pública para consolidação do mercado de Software Livre:

  • Padronização (e-ping)
  • Instituições de defesa da concorrência (Conselho Administrativo de Defesa do Consumidor - CADE; Secretaria do Direito Econômico - SDE do Ministério da Justiça)
  • Fomento ao mercado de Software Livre
  • Uso preferencial de Software Livre
  • Capacidade de investimento do estado como determinante para consolidação do novo mercado
  • Ampliação da base instalada (uso interno, telecentros, educação, etc...)
  • Equilíbrio macro econômico entre importação e exportação (1,1 bilhões de exportação e 100 milhões e importação.

Mudança de estrutura de mercado

-- JoseliceAbreu - 02 Nov 2004

Topic revision: r19 - 14 Feb 2012 - 02:45:23 - MarioSilva?


 
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