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CoberturaWiki :: O que rolou no festival

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rev 3  -  28 Aug 2006  -  YuriWanderley?
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O III Festival de Software Livre da Bahia conseguiu ir além das suas pretensões iniciais e deixou de ser, na prática, apenas um festival baiano de Software Livre. Com a grandeza e a variedade das atividades que foram apresentadas, o evento passou a representar um importante espaço de disseminação da Cultura Livre em nossa região.

Contando com a participação de pessoas de diferentes lugares do país, apresentando, assistindo ou ajudando na organização, foram tratados diversos temas que extrapolam a discussão meramente tecnológica. Filosofia, Política, Cultura, Direito, Economia, Comunicação, dentre outros temas estiveram fortemente presentes. No Festival, pôde-se ver o Software Livre sendo tratado não apenas como um aspecto técnico, ou restrito a área de computação, mas como um “modo” ou um “jeito” de “ser” , de “fazer”, de se “relacionar” que passou a influenciar outros terrenos que não só os computacionais. Apresentações de movimentos sociais, grupos ou pessoas isoladas, que além de aderirem a utilização do Software Livre por questões técnicas e financeiras, entendem e concordam com os seus propósitos. Mais do que isso, grupos que assimilaram as idéias, o “jeito livre de ser/fazer/relacionar-se” , e que passaram a adotá-las no seu dia a dia, nas suas atividades acadêmicas, culturais e profissionais.

Num rápido balanço da multiplicidade temática e da interdisciplinaridade desses três dias de Festival podemos destacar: o professor de Direito Thiago Tavares, apresentando a ONG SaferNet e propondo uma forma de contribuir para um mundo melhor com a ajuda do Software Livre; o Jornalismo Livre apresentado por Rafael evangelista, um modelo de se fazer Jornalismo bem parecido com o modelo de produção do Software Livre, onde as fontes são abertas e é permitida a construção coletiva de textos; a produção cultural livre apresentada por Felipe Machado, os artistas rompendo as barreiras da produção e da distribuição cultural através das novas tecnologias e dos Softwares Livres; A Economia Solidária apresentada por Vicente Aguiar, propondo uma forma de articular as idéias do Software Livre com as idéias de uma economia comunitária, querendo com isso, alcançar no mundo dos “átomos” as conquistas que vem sendo obtidas no mundo dos “bits”; A rádio FACED Web apresentada por Mônica Paz; o Espectrum Livre tratado por Sergio Amadeu, a luta por uma faixa de transmissão destinado as rádios comunitárias e às produções sociais via redes wireless; o conceito de commons social e de conhecimento livre trazido pelo professor Inre Simon; dentre muitas outras coisas legais que rolaram.

O Festival deixou uma sensação boa naqueles que lá estiveram, mostrou que é possível pensar uma realidade diferente, não só pensar, mas principalmente, mostrou que é possível FAZER uma realidade diferente. Uma realidade onde os valores de colaboração e de liberdade são colocados como base da engrenagem. Uma proposta diferente, algo a ser pensado, a ser divulgado, a ser praticado.

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Evento III Festival Software Livre da Bahia
Título O que rolou no festival
Horário 28/08 01:30
Autores YuriWanderley
URL
Maturidade Amadurecendo
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