Como a cultura do Software Livre se estende ao resto da sociedade? Para debater o tema, o fisl 7.0 promoveu na tarde de quinta-feira, 20 de abril, encontro multidisciplinar sobre o futuro das redes de colaboração. Como participantes, Sérgio Amadeu, BNegão, Carlos Affonso, Javier Bustamante, e Soninha Francine.
Professor da faculdade de comunicação Cásper Líbero e diretor da ONG Rede Livre, Sérgio Amadeu discorreu sobre as consequências econômicas e políticas presentes na dicotomia entre produção/utilização de códigos livres e proprietários. Amadeu foi seguido por Javier Bustamante. Professor da Unicamp, Bustamante levou a platéia num passeio filosófico, traçando um paralelo entre a teoria dos jogos e a ética hacker.
Depois de Javier Bustamante, foi a vez de Carlos Affonso, da escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro, e um dos nomes do Creative Commons no Brasil. Em sua palestra, Affonso esmiuçou alguns dos fundamentos do direito autoral, mostrando atalhos e armadilhas jurídicos relacionados à questão da produção intelectual. Com o tempo estourado, o professor da FGV deu lugar ao debatedor que, certamente, era um dos mais esperados da noite -- músico BNegão. Mentor da banda Seletores de Frequência, envolvido em diversos projetos paralelos, BNegão é um dos pioneiros brasileiros em novos métodos de produção e distribuição de bens culturais. Sua fala foi sobre sua experiência na distribuição gratuita de música online -- seu disco de estréia com os Seletores de Frequência, "Enxugando Gelo", foi um dos primeiros no país a serem disponibilizados para download gratuito simultâneo ao lançamento no mercado fonográfico.
Encerrando a conversa, a jornalista e vereadora de São Paulo, Soninha Francine, contou sobre sua experiência em projetos metropolitanos de inclusão digital, GLBTT, meio ambiente, cultura e esportes -- e, principalmente, sobre como todas essas causas, uma hora ou outra, acabam sempre se encontrando.