's Blog http://wiki.softwarelivre.org/bin/view/Blogs/ pt A Alegria e o contentamento do manter-se 2008-05-11T19:58:27+00:00 http://wiki.softwarelivre.org/bin/view/Blogs/BlogPostWagnerSaback20080511195827 A Alegria e o contentamento em manter-se

Aos que me conhecem, costumo dizer que ser constante é mais importante do que ser ágil, normalmente designado como sinônimo de uma eficiência que vai muito além da eficácia de transpassar um pensamento à prática ou de uma prática a outra melhor, seja uma prática mental ou material. Tal intenção nem sempre é percebida, contudo, em um palco onde a velocidade dos fatos, das pessoas e de suas intenções determinam o ritmo do dia-a-dia. É assombroso sentir que, em tantas oportunidades, elementos de vida e de pensamento valorosos passam-se desapercebidos como inúteis de forma indolor, marginal, omissa e passiva.

E, quando me questionam sobre esta constatação, respondo jocosamente:

_ De pressa já basta a pressa do mundo.

Recebi há pouco uma mensagem eletrônica do meu amigo, querido e amado amigo bahiano, Elvis Kempes com o pano de fundo do Dia das Mães (curiosidade: em Portugal, comemora-se esta data no 1º domingo de maio) em cujo final havia um excerto bíblico, o seguinte:

"Alegrei-me, sobremaneira, no Senhor porque, agora, uma vez mais, renovastes a meu favor o vosso cuidado; o qual já tínheis antes, mas vos faltava oportunidade. Digo isto, não por causa da pobreza, porque aprendi a viver contente em toda e qualquer situação. Tanto sei estar humilhado como também ser honrado; de tudo e em todas as circunstâncias, já tenho experiência, tanto de fartura como de fome; assim de abundância como de escassez; tudo posso naquele que me fortalece".

(Trecho da carta de S. Paulo aos Filipenses: 4.10-13)

Há também uma versão do mesmo trecho no Bíblia Online.

Sempre, dia após dia, tento pôr em prática o mote acima mencionado, algo muito difícil de realizar e que, muitas vezes, foge até à minha tangibilidade.

Sabemos nós, ao menos, que, ainda acordados, se vive em um grande turbilhão de experiências, num processo claudicante, torto, instável. No entanto, não saboreamos muitas vezes (no caso de alguns, nunca degustaram de fato) este mesma longa cadeia vital. Portanto, no fim, não sabemos, mesmo, de nada, de como se constitui uma vida.

Faz-se necessário, sempre que possível, tornar-se ao nosso íntimo e contemplarmos de que maneira estamos sendo constantes conosco mesmos e com os nossos sentimentos, que mais tarde expressar-se-ão em atitudes concretizadas, conscientemente ou não, que queiramos que sejam nobres e sinceros. Aos outros e, em primeiro lugar, a nós mesmos. É imperioso, como importante passagem deste trabalho subjetivo, exercitarmos a espiritualidade (o que não é exatamente a religiosidade embora, para muitos, ambos estejam interligados; no meu caso, um agnóstico teísta, há uma esforço no exercício da espiritualidade mesmo sem eu ser religioso no qual muitos versículos da Bíblia ajudam-me com meditações oportunas).

Acredito piamente em que o exercício subjetivo da contumácia nos torna fortes e contentes. No meu caso, o contentamento vem acompanhado da Alegria, do regozijo oriundo dAquele sempre presente, que tudo pode realizar e de tudo ciente.

-- WagnerSaback - 11 May 2008 ]]> A grande armada (dos caminhos da organização social, de volta) 2008-03-17T14:00:48+00:00 http://wiki.softwarelivre.org/bin/view/Blogs/BlogPostWagnerSaback20080317140048 A grande armada: dos caminhos da organização social, de volta

Já se passaram alguns bons meses desde que escrevi neste espaço pela última vez. Pessoas foram e vieram, tudo permaneceu praticamente na mesma, porque as situações de vida soam repetitivas, muitos conhecidos pediram (com uma medida de exigência por vezes) a mim para redigir. Não sei por qual motivo, pediram. Pediram por motivos variados, sei bem. Eu, por relutância, decidi calar-me nas notas. Nas anotações de meu cotidiano e de muitos pensamentos que me permeiam. Calar-se é melhor do que falar, sabem? E eu sinto-me cansado de arrebentar-me em cima das mesmas notas.

Mas, ao ouvir uma canção do Radiohead agora há pouco, parei e veio-me a intenção de colocá-la aqui. O que sempre bato em cima, com grande desespero e ardor, com grande verdade e conflito: A Grande Armada. Usarei a metonímia para tentar abarcar o máximo de coisas possível que vicejo, que comigo coexiste (convivencia?). Parei: e, como em poucas oportunidades, estive em harmônico estado -- tudo está tão parado mesmo?

Quando penso em uma grande estrutura social, que é militarizada, desvaneço. Pareço que estou borrado no meio de tantas confusões. Será a vida sempre assim? A Grande Armada.

Há crônicas e casos de Portugal, que se ressente historicamente de sua áurea de grande esquadra naval em século XVI, a contar. Muitos, inenarráveis, ficaram apenas em minha mente como um negativo fotográfico. Não contarei a ninguém e não digo isto para açodar os mais curiosos. Não contarei mesmo, recuso-me. Sou o que escrevo e só escrevo o que me dá na telha, de rompante, mas sem liberalidade. Não sou blogueiro. Alguns que me conhecem podem supor o que desejaria dizer. Ficam com vocês esta impressão empática.

Somos grandes, mas a nossa evolução prima pela retrocesso às claras.

You and Whose Army?
(Radiohead, Amnesiac, 2001)

Come on, come on
You think you drive me crazy
Come on, come on
You and whose army?
You and your cronies
Come on, come on
Holy roman empire
Come on if you think
Come on if you think
You can take us all on
You can take us all on

You and whose army?
You and your cronies

You forget so easily
You ought to know
You ought to know
Oh so sad
Oh so sad
Oh so sad
You ought to know
You ought to know
I'm so sad
I'm so sad
I'm so sad..

-- WagnerSaback - 17 Mar 2008 ]]> Os pequenos detalhes III (dos caminhos da organização social) 2007-10-27T14:32:54+00:00 http://wiki.softwarelivre.org/bin/view/Blogs/BlogPostWagnerSaback20071027143254 Detalhes e outras pequenas impressões dos primeiros dias (parte III -- dos caminhos da organização social)

Para que todo contigente de sujeitos possa minimamente progredir em manada (sem entrar em detalhes de quem progride ou não neste meio de lobos e cordeiros), estabelecem-se mecanismos, procedimentos, ações compulsórias, regras de filtragem, liberdades oferecidas (ou eximidas) a depender das comprovações de que você é quem você é. De que você veio fazer o que veio fazer. De que você não quer corromper a legitimidade daquele meio «comum» (entre aspas certamente), instituído por não-sei-quem, nomeado como Estado, um Estado de Direito (do seu, direito; do outro, o que se torna dever seu), sobrepujar a dignidade de todo o outro que não é você.

É necessário comprovar a sua identidade, a autoridade de que você dispõe (e muitas vezes sabe que tem quando se é digno). É necessário comprovar a sua identidade pela importância da alteridade. Respeito a outro, outros.

Em curta extensão de letras: burocracia. Faz-se necessário, como em toda nação minimamente organizada, encarar esta figura que representa a natureza de um estado moderno (digo em termos de linha do tempo, não porque o seja moderno como sofisticado, com bom custo-benefício, justo, sem inconsistências e absurdos e por aí vai), o sistema social.

_ Quem você é? O que veio fazer aqui? É alguém com dignidade? Mora onde? Possui renda? Vai oferecer algo de bom ao nosso território? Não vai roubar ninguém? -- essas, e questões similares, são as que poderiam ser feitas pela Sra. Burocracia.

Departamentos, Bureaus, Burocracias.

Em Portugal, não é diferente. Sabia eu, desde o Brasil, de que, aqui, em terra lusitana, o papel que você supostamente tem para quem o vê, o que se comprova pelas suas titulações e outros certificados formais, valeria bastante. Seria colocado você em posição de destaque (ou subjugo) completo acaso você fosse quem fosse, e este «fosse» fosse alguém muito válido aos olhos dos outros que também mantêm os seus «fosses». Trata-se de uma sociedade, como qualquer outra, ocidental ou oriental, do hemisfério norte ou sul do planeta Terra, do parecer ser. Sociedade do Parecer Ser.

Mesmo assim, vim para cá. No Brasil, não me suscitou algo distinto, correto? Haveria eu, em Lisboa, de me achar em situação corriqueira portanto.

A lista de documentos, dentro da qual sempre há um passaporte e um pagamento, que serve de documento de identidade cá, de que eu precisava tão logo cheguei a Portugal compreende:

  • Um documento com o seu registro no serviço de impostos como pessoa física com alguma natureza de pagante de impostos. No Brasil, seria o CPF. Aqui, «cartão do contribuinte» (se bem que uma senhora que me atendeu a respeito deste documento o chamou de CPF, com as três letras, exatamente, cê-pê-efe, ou cê-pê-fê, em homenagem aos bahianos e outros nordestinos brasileiros que aprenderam o alfabeto como eu, onde efe é fê, gê é guê, jota é ji...). Requisitos: se eu tiver visto como residente, nada, só eu. Se não (meu caso até então, possuo apenas um visto temporário com validade de 4 meses: a lei portuguesa referente à fronteira e ao estrangeiro mudou, e o consulado português no Brasil, por exemplo, não emite mais vistos da magnitude de um visto de estudo, trabalho, residência, etc. Tudo fica a cargo do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, o SEF, sobre o qual já tive péssimas observações. Por enquanto, contudo, ficaremos, leitor prezado, sem as críticas, visto que não me embrenhei por esta agência governamental, haverá outra oportunidade). Valeu-me 6 ¤ e alguns centavos («cêntimos»);
  • Um registro («registo») no bairro («freguesia») onde vivo. É o «registo de freguesia». Do que é preciso? Duas testemunhas que sejam eleitoras (há outro nome para tanto aqui, não me recordo de qual é no momento), o cartão do contribuinte e o preenchimento de um formulário («impresso»);
  • Um registro no posto de saúde do bairro, o «cartão de saúde». Necessidades: documento do serviço de saúde, o que pode ser um seguro particular («privado»), público (no caso nosso, brasileiro, um formulário PB4, obtido quando se paga a seguridade social brasileira, o INSS, seja como autônomo ou não); e o cartão de contribuinte;
  • Um cartão do metro (conforme comentei na última nota) para entrar e sair uma miríade de vezes das estações de metrô lisboetas. Na entrega do formulário preenchido, sai 7 ¤. No recebimento, a ser feito na estação do metrô donde você pegou aquele formulário (importante saber por motivos de consumição, pretendo comentar mais depois a respeito), porém em branco, há duas opções. A primeira cede-lhe apenas a garantia de liberdade de ser transeunte no metrô ao sabor de 17,80 ¤. A segundo lhe dá direito, leitor, também ao transporte de ônibus em troca de 27 ¤ (ou 27,80 ¤? É algo disto, entre 27 e 28 euros);
  • Uma conta bancária. Além do dinheiro, dinâmico (obviamente, não existem instituições financeiras a fim de manter em letargia o seu montante nas mãos deles, é preciso dar o dinheiro a correr para que sobrem rastros de pequenos dinheiros, oriundos de cada montante de cada um que colocou o seu montante em banco, e, ao cômputo dos pequenos dinheiros, a instituição, salvaguarda postiça, receba, embora não percebida e incrivelmente aplaudida por muitos, a sua razão social verdadeira: acumular rendimentos do esforço alheio).

Do rol, não incluo os papéis acadêmicos. Deixo-os de lado para encutar este papo.

Para consegui-los o que fiz? Ah, leitor, não me provoque! Foram muitas investidas, diversas. Que duraram, felizmente, 1 semana e pouquinhos dias (penso que 1 semana e mais 5 dias, ou seja, 2 semanas quase).

O começo de tudo foi o cartão-contribuinte. Sem poder de nada, tive que levar uma testemunha portuguesa comigo. Qual alma mais vizinha a que recorrer? O voluntário foi o orientador acadêmico («tutor»), o (digno) Prof. Miguel Correia. Por desventura, acabou substanciando-se em instante inoportuno: Miguel estava ocupadíssimo no dia, uma quarta-feira (dia 17.10.2007 salvo engano), haveria uma reunião que, com o risco de atraso, acabaria pouco antes do nosso horário marcado para irmos à Loja do Cidadão (aos bahianos: é a mesma coisa do SAC, com as suas facilidades e obstáculos e cheias de pessoas; aos não-bahianos: vocês devem saber do que falo, não? Elucido-lhes: uma localidade responsável pelo controle de emissões de documentos formais como carteiras de identidades ou «bilhetes de identidades» (os «BI» daqui) e, como vêem, o cartão do contribuinte). Marcamos, no dia anterior, às 11h. Sem erro de atrasar-se, Miguel, compreensivelmente, chegou às quase 11h30. Fomos.

Na porta da Loja do Cidadão, fomos ao local onde emitem o cartão. Peguei a senha. Havia umas 30 pessoas na minha frente a ser atendidas. Desistimos. Miguel não merecia ficar sem almoçar. Era 12h15, e ele teria aula às 13h. Deixaria para outra oportunidade, contudo havia um problema: a quem recorrer? Se não Miguel, haveria outro português próximo?

Claro:

_ Zé, ele mesmo! -- pensava eu ao comentar com Alysson, que achou a idéia ótima.

José Pinto Santos, Zé, português da região de Porto, de um lugar («sítio») de cujo nome não me lembro. Morador do apartamento onde eu convivo com Alysson e ele. Estudante de licenciatura em Psicologia na Universidade Lusófona. Sujeito gozador, ateu, agnóstico, racional (até demais!), detentor de um humor picante, ácido e, por vezes, infame. Por outro lado, gentil, compreensível e reto. Um cidadão luso.

Foi Zé quem me ajudou. Titubeou de início (justificadamente, depois Alysson me explicou a motivação: alguém foi por ele ajudado e o sacaneou, o que o deixou desconfiado com esses furtivos chamados por socorro) e aceitou sem me conhecer direito. Foi no dia seguinte à tentativa de Miguel. Ele necessitaria de uma atualização em seu BI. Eu, do meu querido comprovante de contribuinte ao fisco português e, por tabela, de que eu poderia obter uma série doutros documentos imprescindíveis à minha existência social aqui.

Por sorte e, quem sabe, por malandragem de Zé (ele foi a minha testemunha de fato, mas o seu documento estava com a validade vencida -- não era por este motivo pelo qual ele fora à Loja do Cidadão? -- e retiraria logo mais adiante ao meu pedido -- a sua senha proporcionava uma atendimento posterior ao meu, havia mais gente a querer um BI do que um cartão do contribuinte certamente), e benevolência desconfiada da atendente, conseguimos. Um grande ganho! Pago o comprovante, pude seguir para casa com Zé e agradecê-lo seguidamente.

Esta foi a primeira de muitas histórias a vir.

-- WagnerSaback - 27 Oct 2007 ]]> Os pequenos detalhes II 2007-10-21T13:55:23+00:00 http://wiki.softwarelivre.org/bin/view/Blogs/BlogPostWagnerSaback20071021135523 Detalhes e outras pequenas impressões dos primeiros dias (parte 2)

A acomodação no moradia foi agradável e ocorreu sem maiores problemas. Moro em um apartamento grande no bairro («freguesia») de Benfica: Avenida do Uruguai (uma coincidência com a Rua Direta do Uruguai, local onde morei em Salvador antes de ir para Fpolis), 51, 6º Frente, 1500-611. Trata-se de um endereço («morada») em avenida principal, portanto bastante movimentado, perto de um shopping (Colombo, falo do mesmo depois noutra nota quando tiver maior familiaridade com o local), de um supermercado (Pingo Doce) e de vários pequenos pontos comerciais, sobretudo cafeterias («cafetarias») e restaurantes.

O posto de saúde de Benfica também é próximo, o ponto de ônibus («parada», creio) idem, a estação de metrô (o Metropolitano de Lisboa ou, simplesmente, «metro») ibidem. Há um terminal de ônibus maior perto também, bem em frente ao Colombo. O estádio do Benfica, um dos principais clubes de futebol português (creio que possui o maior número de títulos nacionais inclusive), ao lado do Sporting Lisboa e Porto, fica bem próximo também de casa. O Colombo, a estação de ônibus e o estádio do Benfica ficam na (ou próximo da) Avenida Lusíada. O recorte de mapa abaixo (extraído do Google Maps exibe fielmente a localidade que acabo de descrever em suma (notem a letra «M» dentro de um pequeno quadrado em azul. Significa «estação do metrô». Notem também a seta verde, a rua onde moro):

casa_benfica_googlemaps_2.png

Veja aqui também o mesmo mapa, só que em versão de satélite com algumas informações de ruas.

Para chegar à UL, posso ir de autocarro ou metro. Em suma, o metro constitui-se em 4 linhas básicas (rosa, azul, verde e amarela), distribuídas dentro de um espaço delimitado da cidade lisboeta (não sei quais são essas zonas, preciso aprofundar-me no assunto ainda. De qualquer maneira, os leitores podem achar mais informações no sítio do metro referenciado anteriormente). Por enquanto, só sei andar de metrô, embora já tenha pegado um autocarro com Miguel e Alysson (o 750) para voltar da UL para casa um dia. Para ir de metro, pego a linha azul (sentido Baixa Chiado) na estação Colégio Militar/Luz, passo por uma seqüência de estações até a Marquês de Lisboa. Nesta estação, vou para a linha amarela (sentido Odivelas) e dirijo-me para a estação Cidade Universitária.

O metro é um transporte eficiente, barato, rápido, confortável (em geral) e ventilado, ainda que no subsolo (ao menos, no caminho que utilizo diariamente). Não há o que reclamar. É comum encontrar pessoas de toda sorte pegando um metro: portugueses, estrangeiros de origem lusa (africanos em boa parte das vezes e, mais raramente, a menos que abram a boca, brasileiros) e outros estrangeiros, não-lusos, (já ouvi alemães, japoneses e franceses). O mecanismos de controle de pagamento do metro decorre por meio de catracas eletrônicas: passa-se um bilhete (comprado nas máquinas de bilhete presente na entrada de qualquer estação, não sei se são vendidas noutro lugar) ou um cartão do metro, que pode ser feito por estudantes, cidadãos, idosos e pensionistas ao preço (penso que isento para as duas últimas categorias de indivíduos citadas) de 7 ¤ e carregado mensalmente por 20 ¤, em um artefato de leitura e, em caso de sinal positivo, abrem-se duas pequenas porteiras de vidro, que permitem a passagem do sujeito. Aliás, isto é fabuloso: paga-se, excetuando-se a taxa de inscrição de 7 ¤ obviamente, 27 ¤ por mês para pegar quantos autocarros e metros quiser! Isto mesmo, 27 ¤ mensais! smile

Como dizia, o controle de entrada e saída do metro dá-se por catracas. Ocorre que alguns, desonestos e espertinhos, aproveitam-se da lentidão do fechamento das porteiras para «pular a catraca». É soda, cá ou allhures (como se expressam os portugueses), sempre há gente querendo passar por cima das regras...

Nas estações de metro, algumas, as maiores, equipadas com escadas rolantes ou vias rolantes (para os mais apressados), há maquininhas de lanches, lojas de cafezinho, casas de bingo e pequenas livrarias (na Marquês de Pombal, bem no entrocamento com a linha amarela). Para relaxar, datashows que exibem vídeos projetados nas paredes internas das estações enquanto se aguarda, normalmente, durante poucos minutos, menos de 5, pelo metrô («comboio»).

Fico imaginando se, em Salvador, o tal projeto do metrô saísse ou se, em outras cidades populosas -- bem como metrópoles, capitais, etc. --, existissem transportes do mesmo tipo, certamente o conceito de transporte coletivo seria bem mais significativo. Talvez, e não me custa projetar isto, o número de veículos automotivos a rodar pelas ruas seria bem menor de igual forma.

-- WagnerSaback - 21 Oct 2007 ]]> Os pequenos detalhes 2007-10-17T22:47:20+00:00 http://wiki.softwarelivre.org/bin/view/Blogs/BlogPostWagnerSaback20071017224720 Detalhes e outras pequenas impressões dos primeiros dias (parte 1)

Na nota anterior, disse que faltavam alguns detalhes para completar as primeiras informações sobre a minha chegada e os primeiros momentos (e dias) em Lisboa. Descreverei aos poucos. Primeiro, do aeroporto à saída definitiva do terminal de desembarque em Lisboa:

  1. O vôo que peguei de Salvador para Lisboa, pela TAP teve os seus momentos bons e ruins. Como tudo na vida. De bom, o que me deixou muito contente (e não haveria de ser diferente), as refeições foram dignas: muito diferente das companhias áreas brasileiras, sobretudo a Gol, que possui um péssimo costume de servir barra de cereal aos seus clientes como compensação aos seus «baixos» preços. A descrição do que comi (e gostei) está ainda em mente:
    1. Janta: entrada com um tabule (salada à moda árabe com alface e limão), prato principal de carne (filé de porco assado com um molho de cujo nome eu nem me recordo, mais batatas cozidas), acompanhado com uma salada de cenoura cozida e abacaxi, ambas em cubinhos; sobremesa: cuscuz de tapioca ao leite condesado, ou algo que lembrava leite condesado (isto mesmo!); para completar, um pão de sal (ou cacetinho, ou de trigo, ou qualquer outra coisa, a depender da região onde você, leitor, mora ou nasceu); bebidas (refrigerante, água ou suco de caixinha);
    2. Pós-janta: café (era fraco, mas não chegou a ser ralo demais) e mais um pãozinho. Opções de recheio: pequenas porções de margarina ou queijo processado; bebidas (refrigerante, suco de caixinha ou água);
    3. Café da manhã (ou «pequeno almoço», como falam por cá): sanduíche de queijo e presunto mais bolacha de água e sal mais café; bebidas (como nos itens anteriores).
  2. A parte ruim do vôo ficou com as acomodações. Eu fui de classe econômica, o que já daria para prever uma noite de sono prejudicada, mas não imaginava que, de tão grande que era o avião (um Airbus A-330), os espaçamentos dos bancos fossem tão pequenos! Para completar, os comissários de bordo (eram numerosos, algo como 2 mulheres e 3 homens, ao menos na seção econômica do aparelho), acordavam, como se o acendimento total das luzes não fosse necessário, os passageiros exatamente 1 hora antes do pouso («amparagem») com uma medida para mim surpreendente: um seco toque no corpo do sujeito (no meu ombro, por exemplo) e uma oferta presta de uns lenços umedecidos com água quente. Ah, que horror!
  3. Depois do pouso, pegamos um ônibus («autocarro») em direção às dependências internas do aeroporto internacional lisboeta. Primeira fila («bicha»): alfândega. Uma fila para falantes de português, uma fila para os que possuíam passaportes da União Européia, outra em zigue-zague de uma sorte de pessoas de não-sei-onde. Depois de uns 30 minutos (previsão de lembrança otimista minha), fui atendido. E rapidamente. O próximo passo foi resgatar as malas;
  4. Para minha alegria, peguei as bagagens rapidinho. Com um porém: umas das bases da alça superior da mala maior (preta) descolou. Paciência. Ao passar pela seção de revista de malas da alfândega, nova parada. Um homem, meia idade, me olhou e, talvez desconfiado que eu fosse um mau elemento, me parou (pediu para que eu «encostasse»). Fi-lo:

_ Passaporte? -- disse o homem.

_ Sim, está aqui. -- respondi.

_ O que veio fazer no país?

_ Estudo. Doutoramento.

_ Primeira vez que está aqui? -- falou-me rapidamente, com o que eu retruquei:

_ Como?

_ Está pela primeira vez aqui?

_ Sim.

Em seguida, começou a abrir minhas malas. Na sacola (azul), havia um saco de farinha, uma garrafa de dendê, uma coador de pano e um pacote de café Pilão de 250g. À medida que ele abria, perguntava. E eu punha-me solícito a auxiliá-lo. Em determinado momento, ele questionou o que havia na sacola. Em seguida, já cansado daquilo tudo, disse:

_ Alguns alimentos para consumo próprio. Dendê, café brasileiro e farinha...

Sem querer ensejar algum pensamento equivocado ao sujeito da alfândega, completei:

_...de mandioca.

Depois, disto. Ele nem quis mais ver o restante da bugiganga. Principalmente depois de ver o que havia na minha mochila: papéis a perder de vista.

Na saída (ainda bem!), estava Alysson para me pegar. Estava louco para ir ao banheiro. smile

-- WagnerSaback - 17 Oct 2007 ]]> Primeiros momentos (versão resumida) 2007-10-17T02:16:15+00:00 http://wiki.softwarelivre.org/bin/view/Blogs/BlogPostWagnerSaback20071017021615 Primeiros momentos (versão quase pronta)

Este texto foi, na verdade, um e-mail que enviei a Daniel Batista (a.k.a. Daniel «Linux»). Reflete, ainda que falte alguns poucos detalhes que espero pôr depois noutra nota, como foram os primeiros momentos em Lisboa. Vamos a ele:

Já estou em Lisboa. Cheguei aqui na segunda-feira, dia 15.10, 6h15 (horário local) mais ou menos. Cheguei cansado e, por infelicidade, com o estômago a cair pelas tabelas. Porém, destes dois pontos já estou recuperado.

Ainda na segunda, fui à FCUL (Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa) a fim de conhecer o espaço de trabalho, conversar com o Prof. Miguel (orientador ou, como dizem os lusitanos, o tutor), conhecer o pessoal que realiza doutorado (dentre as pessoas, brasileiros, inclusive a pessoa com quem eu conversava durante todo o andamento do AlBan e afins), outros docentes do DI (Depto. de Informática), as dependências da universidade, etc.

Fui bem recebido. O local é aprazível, as pessoas foram simpáticas e respeitosas. Tenho direito a um espaço próprio (uma baia) com uma pequena-grande estante de três níveis, gavetário com chave, lixeira, ramal, mural para colagem de papéis e uma mesa para computador. Falando neste, tenho em mãos um equipamento novo, um computador Dell com processador Intel Duo Core 2, monitor tela-plana de 17". Não sei o restante das configurações ainda (somente recebi a máquina hoje), mas, pelo que vejo, o bicho é dos bons. Vem com Windows Vista, que será imediatamente substituído, com todo gosto, pelo Debian GNU/Linux 4.0 sabor "testing".

Antes, no entanto, obtive um portátil (jeito de os portugueses chamarem um notebook) emprestado, do grupo de pesquisa mesmo, um equipamento velho (entre aspas): Pentium III com 1Ghz, 256 MB de RAM, 30 GB de disco. Veio com Windows XP Professional, mas já contém, além deste sistema, um Debian 4.0 testing (do qual eu digito esta mensagem). Posso usar este portátil de onde eu quiser, trata-se de um computador para uso pessoal e de trabalho. Isto é muito bom porque, na casa onde moro, tem Internet. smile

Moro no bairro de Benfica, próximo ao estádio do Benfica. É uma freguesia (como dizem aqui) bacana, há um supermercado perto (Pingo Doce é o nome), shopping perto (Colombo), metrô perto, ponto de ônibus perto, posto de saúde perto... Como vê, é uma localidade boa. A universidade fica a uns 15 minutos de metrô ou de 10 a 15 minutos de buzu. A pé, de 40 a 50 minutos. No apartamento, tenho um quarto (cada morador da república tem o seu) com mesa de computador com 3 gavetas, armário (grande) embutido, estante e um aquecedor.

Em geral, os preços dos produtos e serviços aqui são acessíveis. Nos meus gastos pessoais corriqueiros, pago ¤ 0,70 ou ¤ 1,35 de metrô (respectivamente, para bilhete só de ida ou ida e volta no metrô), ¤ 1,30 de coletivo, 2 euros de RU (não comi lá ainda, preciso obter a carteira antes, possivelmente amanhã). No shopping, segundo Alysson -- o amigo que está aqui há mais de 1 ano, hoje docente da UL, e que tem me dado uma ajuda fenomenal, moro com ele no apartamento e mais um cara português --, pode-se comer por até ¤ 5, sem contar a bebida. No supermercado, os alimentos não são caros em geral caso não se leve em consideração a cifra monetária, apenas a numérica (conversões para real não são factíveis, pois que se ganha em euro por aqui).

Quanto ao meu trabalho, não iniciei. Amanhã, com o computador instalado e já melhor habituado ao fuso horário (em relação à Brasília, com o horário de verão estabelecido, Lisboa fica 3 horas à frente; à Bahia, são 4h de diferença), poderei começar algumas leituras. Como o orientador viajará amanhã pela tarde, somente nos reuniremos com fins de discutir os primeiros passos do projeto na próxima semana. Creio que somente pegarei matérias no próximo trimestre, hei de acertar com Miguel.

A cidade, não a conheço por demais. Pude apenas passar por algumas ruas. Do que vi, penso que seja aprazível. As pessoas, no geral, não são antipáticas. Tratam-lhe com seriedade, mas sem maiores intenções maledicentes. Em Lisboa, percebe-se um número um tanto considerável de africanos (as cores de pele não mentem). De brasileiros, não posso falar, não pude deparar-me com os mesmos ainda, com a exceção do pessoal que trabalha no grupo de pesquisa e do próprio Alysson. Na língua, há dificuldades, sobretudo quando as pessoas falam muito rapidamente. De fato, é um novo dialeto, adicionado não somente ao ritmo de fala, incluem-se aqui também novos léxicos (palavras) e construções frasais. Novidades a serem assimiladas ao sabor do tempo.

De documentação, necessito de acertar as emissões do cartão do contribuinte (o CPF daqui), cartão do metrô (¤ 27 por mês para pegar quantos metrô, também denominados "comboio", e buzus, os autocarros, quiser, acredita?), cartão de saúde e conta bancária. Tudo pendência a resolver ao longo da semana.

-- WagnerSaback - 17 Oct 2007 ]]> De primeira! 2007-10-17T01:59:57+00:00 http://wiki.softwarelivre.org/bin/view/Blogs/BlogPostWagnerSaback20071017015957 Dos montes verdes à península da baixa soteropolitana, ao bem ficante lusitano

Olá a todos! Este é um modesto espaço para dizer o que dizem por cá: estou cá. Um espaço para oferecer aos amigos, que tanto, sabiamente, me pediram quando ainda estava no Brasil, notícias, casos, impressões, o que seja por via textual (e, quem sabe, visual, há possibilidade de colocar imagens por aqui), de Lisboa, Portugal. Cá estou.

Certamente, o Diário de Cá serve de estímulo. O Blog de Luiz Alcides, também; sem falar do Farinha com Rapadura. Todos eles são referências, e eu espero propiciar aos que chegam aqui algumas idéias de um sujeito completamente perdido, de quem nunca esteve noutro país para morar e que, por força do acaso e de muitos auxílios, acabou saindo de Monte Verde (Florianópolis, Santa Catarina), parou na Península de Itapagipe (Cidade Baixa, Salvador, Bahia) e descansa, neste instante, na freguesia de Benfica (Lisboa, Portugal).

Que seja um período frutífero e benfazejo.

E bem-vindos sejam vocês. Às próximas leituras!

P.S.: Por muito pouco, não faço deste blog uma página Wiki, o que já seria legal, mas, talvez, sem alguns recursos de blog mesmo, ao menos com alcance mais facilitado. Mas, e esta sacada certamente eu devo ao meu amigo Terceiro, que tem um blog aqui também, percebi que poderia fazer um aqui. Para mim, caiu como uma luva! smile

-- WagnerSaback - 17 Oct 2007 ]]> Greve geral do Bom senso! 2005-09-07T17:42:11+00:00 http://wiki.softwarelivre.org/bin/view/Blogs/BlogPostVitorPereira20050907174211 Qual é o objetivo desta greve? A quem ela serve? Na minha opinião, a paralização geral da UFPI só contribui para a desmoralização da instituição junto à comunidade. Nossa academia está sendo jogada na lama, e o pior de tudo, pelos próprios professores, aqueles que deveriam ser um dos principais colaboradores da sua defesa.

Entretanto, eu como aluno, sinto-me na obrigação de alertar a todos: devemos defender nossa universidade daqueles professores que esperneiam, de maneira burra, por melhores salários, ou que simplesmente querem uns dias a mais de férias....

Eu não acredito que seja com greve que se resolva o nosso problema, afinal, o Governo Federal, pouco está preocupado com o ensino superior, tampouco, com o ensino superior piauiense. Afinal, qual é o peso da nossa universidade no panorâma universitário nacional? Quem vai perceber que a Universidade Federal do Piauí parou? Apenas os alunos e a propria comunidade, porque o Lula está muito mais preocupado com a crise que se instalou no seu quintal.

E aí vocês me perguntam: qual seria então o melhor caminho?

O melhor caminho, seria o do investimento em ensino da comunidade. O aluno da Universidade Federal, em tese, é o melhor aluno do estado. O nosso vestibular é o mais concorrido, e o nome da nossa universidade é o mais badalado. Deveriamos aproveitar a nossa, ainda, posição privilegiada, para construir um corpo discente de nivel cada vez melhor. Deveriamos lutar pelo incentivo a pesquisa, pelo regime de dedicação exclusiva de nossos professores, pro laboratórios melhores... Precisamos transformar nossa universidade em uma instituição de pesquisa científica de fato, produtora de conhecimento científico, não apenas reprodutora; desta maneira, por tabela, nossos professores seriam muito mais reconhecidos por seu trabalho, produzir ciência gera capital.

Nós como alunos devemos inverter esta lógica de greves. Todos nós iremos ver que, dentro de 3 meses que possivelmente o Governo Federal vai decretar ilegal a greve, aí veremos aqueles professores grevistas voltarem correndo para as salas de aula sem nenhum aumento salarial, ou melhoria nas suas condições de trabalho, tendo prejudicado somente, o corpo discente, que perdeu dias importantes de aula, que deixou de se formar, que deixou de iniciar o período, enfim, nós seremos os prejudicados. Precisamos nos defender!

Gostaria de saber qual é a opinião do nosso Centro Acadêmico? Qual foi a posição que ele tomou frente a esta greve.

Vamos lá, precisamos discutir quai serão os efeitos desta paralização no nosso curso.

Contra a greve do bom senso! ]]> http://wiki.softwarelivre.org/bin/view/Blogs/BlogPostView

]]> Feliz blog novo! 2009-07-18T19:28:37+00:00 http://wiki.softwarelivre.org/bin/view/Blogs/BlogPostVicenteAguiar20090718192837 Noosfero - um dos projetos que atuo profissionalmente na Colivre, estivesse razoavelmente maduro para isto. Pois bem, após o lançamento desse sistema web em maio desse ano, no III Encontro Nordestino de Software Livre (ENSL), resolvi voltar a postar, só que dessa no meu novo blog:

http://softwarelivre.org/vicente

Assim, comunico "oficialmente" que deixei de usar o Foswiki (http://wiki.softwarelivre.org/Blogs/VicenteAguiar), meu "/home web" desde 2006. Nada contra o Foswiki, é claro, pois apesar de muitos não gostarem, eu considero uma ferramenta razoável. Eu estou apenas sendo coerente dentro da perspectiva de desenvolvimento de um projeto de software livre que atuo. wink

É claro que para fazer isso eu trouce comigo, todos os meus posts antigos para cá. Exatamente como fez meu caro meu amigo Antônio Terceiro, eu não copiei e colei todos eles. smile Eu usei uma funcionalidade muito interessante do Noosfero, que é a de popular um blog através de um feed RSS ou Atom. Para isso, usei a opção "configurar blog" no painel de controle, e marquei a opção "Obter posts de um feed externo".

noosfero-feed-externo.png

Para fazer isso no seu blog no Noosfero ("blogosfero" ?), coloque o endereço do feed no campo correpondente. Note que esse não é o endereço do blog, mas sim do seu feed RSS ou Atom! Quem estiver migrando pode deixar marcada a opção "Obter posts apenas uma vez", mas quem quiser que o Noosfero fique acompanhando o blog externo, é só marcar a opção "Obter posts periodicamente".

Para quem está migrando, uma dica importante: certifique-se de usar um feed que traz todos os seus posts, senão apenas os posts que estão atualmente no seu feed serão importados (normalmente os últimos 10 ou 20, a depender da plataforma de blog que você usa). wink ]]> GNOME Project Organogram 2008-12-20T17:09:43+00:00 http://wiki.softwarelivre.org/bin/view/Blogs/BlogPostVicenteAguiar20081220183709 último Fórum GNOME com o título GNOME: um "bazar" organizado?, algumas pessoas me solicitaram uma versão que apresentei do que pode ser um organograma para o Projeto GNOME, elaborado a partir da pesquisa que fundamentou minha dissertação de Mestrado em Administração. Assim, segue abaixo tanto em fotmato PNG, como também uma versão em SVG:

OrganogramaGNOME2.4_Traduzido.png

  • A parte em azul representa as equipes do "meio de campo" que elaboram atividades de apoio ao desenvolvimento do Projeto GNOME. Destaco de amarelo a presença da GNOME Foundation que acaba sendo uma equipe que da apoio formal e institucional à comunidade.

  • A parte em verde representa o pessoal da "comissão de frente", ou seja, aquelas equipes que cuidam diretamente do desenvolvimento do desktop e da plataforma GNOME.

Ressalto que todo este material pode ser compartilhado segundo os termos da GNU Free Documentation License wink ]]> Economia Solidária, software livre e apropriação tecnológica. 2008-11-27T03:21:07+00:00 http://wiki.softwarelivre.org/bin/view/Blogs/BlogPostVicenteAguiar20081127034840 thumb_consegi-debate-ALTA-RES.gif No dia 28 de agosto deste ano de 2008, eu participei de um Painel fantástico no CONSEGI promovido pelo SERPRO em Brasília, onde pude contribuir com um debate sobre Economia Solidária, software livre e apropriação tecnológica. Este debate contou com as ilustres presenças do Paul Singer, Edgar Piccino e do Miguel Stefen.

Como o pessoal do Estúdio Livre colocou no acervo livre parte do debate que aconteceu por lá, aproveito para compartilhá-lo AQUI com quem tem interesse no tema e não pôde estar por lá. wink

]]> Alô comunidade GNOME: aquele abraço! 2008-11-06T03:04:34+00:00 http://wiki.softwarelivre.org/bin/view/Blogs/BlogPostVicenteAguiar20081106035825 post é apenas para agradecer à essa comunidade fantástica que dá vida ao Projeto GNOME! Valeu pessoal, o V Fórum foi fantástico! A muito tempo que não me divirto tanto com pessoas tão Legais! big grin

Abraço.jpg

Tirando o lance do "Whisky Club" (porque o povo lá tomava "pisco"!), esta é uma das fotos que representa bem o espírito de todas/os por lá:

ComunidadeGNOME.jpg

Em especial, não podemos deixar de agradecer a presença dos nosso hermanos latinos que participaram da primeira Turnê GNOME Latino Americana! Muchas Gracias, muchachos!

HermanosGNOME.jpg

Em termos do conteúdo das apresentações que aconteceram por lá, basta dar uma olhada aqui nos slides. ]]> Salve Nerdson! 2008-10-24T01:18:19+00:00 http://wiki.softwarelivre.org/bin/view/Blogs/BlogPostVicenteAguiar20081024014004 Nerdson ganharia com esta "teoria"...

  • Ciclo de vida de uma distro GNU/Linux nerdson123.png


Pena que nem todo hacker lê Nerdson para aprender isto também... frown ]]> EnANPAD 2008 e Software Livre 2008-09-11T00:03:57+00:00 http://wiki.softwarelivre.org/bin/view/Blogs/BlogPostVicenteAguiar20080911000357 artigo sobre o Projeto GNOME que tinha por base minha dissertação de mestrado, no XXXII Encontro da ANPAD (Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração), mais especificamente na área de Impactos Socioculturais dos Sistemas de Informação :

  • "Software Livre e o Modelo Colaborativo de Produção entre Pares: uma Análise Organizacional sobre o Projeto GNOME"
  • Resumo: Este artigo discute as especificidades do modelo colaborativo de produção entre pares presente nas comunidades on-line de softwares livres - em particular, na comunidade relativa ao Projeto GNU Network Object Model Environment, mais conhecido pela sigla GNOME. Com base em uma pesquisa netnográfica de dois anos, o artigo analisa a organização do trabalho que dá vida ao processo de desenvolvimento colaborativo entre pares desse projeto de software livre, empreendido por mais de 300 hackers e colaboradores de todos os cinco continentes do globo por meio de uma comunidade on-line. Para tanto, leva-se em consideração algumas dimensões de uma realidade organizacional complexa como, por exemplo, a estrutura social, o fluxo de atividades, além dos impactos do ambiente tecnológico que compõem o processo de produção de um sistema computacional livre num projeto de magnitude internacional. A partir da análise desenvolvida neste artigo, conclui-se que este fenômeno organizacional, que emerge juntamente com as novas tecnologias da informação, parece desafiar boa parte dos conceitos e práticas que haviam sido ditados pela ciência da administração e pelo paradigma dominante da produção de softwares.

Foi bem interessante poder compartilhar parte dos resultados de minha dissertação neste evento acadêmico nacional, pois o entendimento sobre a questão dos softwares livres ainda está meio que "engatinhando" no meio acadêmico aqui no Brasil.

Contudo, foi possível ainda encontrar alguns outros trabalhos que, de alguma forma, tratavam sobre questões e problemáticas ligadas ao ecossistema dos softawres livres. Independente de qualquer tipo de avaliação sobre o conteúdo expostos nestes artigos, o lado positivo deles é que algumas pesquisas estão surgindo sobre esta importante temática no campo da Administração. Confira abaixo:

  • "Aprendizagem Individual em Comunidades Virtuais de Prática (COVPs): O Caso da Comunidade DEBIAN-BR-CDD no Brasil"
  • Resumo: "Este artigo tem como objetivo geral analisar como os indivíduos aprendem em comunidades virtuais de prática (COVPs), identificando fatores que condicionam o processo de aprendizagem nas mesmas e as estratégias comportamentais de aquisição de conhecimentos acionadas por seus membros. Para tanto, foi realizada pesquisa na Comunidade Virtual de Prática DEBIAN-BR-CDD, que se reúne em torno do objetivo de desenvolver e difundir o uso de software livre, em particular, do sistema operacional LINUX. Os resultados indicaram ter ocorrido alto grau de aprendizagem e compartilhamento de conhecimento neste ambiente, através do acionamento de estratégias comportamentais de aquisição de conhecimentos internos à comunidade prioritariamente. Verificou-se, ainda, que os processos de aprendizagem dos membros da DEBIAN-BR-CDD foram condicionados por fatores individuais e características socioculturais de seus membros, especificamente confiança e identificação com o grupo".

  • "Apropriabilidade, Mecanismos de Apropriabilidade e Inovação no Setor de Software Livre"
  • Resumo: "No final do século XX, uma nova forma de desenvolver, comercializar e distribuir softwaredespontou como uma revolução numa indústria tão importante para o estabelecimento de um novo paradigma econômico baseado na informação e no conhecimento. O movimento pelo software livre criado por Richard Stallman, na década de 80, e difundido desde então, apareceu como uma alternativa ao modelo de negócios de desenvolvimento, comercialização e distribuição de software chamado de “proprietário” que dominou a indústria de software nos últimos 30 anos. Do confronto entre os dois modelos esta pesquisa se concentra nas questões ligadas a apropriabilidade no processo de inovação e a propriedade intelectual no contexto do software livre. E como destaque entre seus achados na busca da relação entre mecanismos de apropriabilidade e o processo de inovação e seus construtos, existe uma indicação positiva, que a capacidade inovadora e a formação dos seus construtos parecem estar intactas. Isto é, as empresas continuam a buscar o processo de inovação, pelos caminhos apresentados no corte neo-schumpeteriano da teoria evolucionista, apesar das mudanças que ocorreram na construção dos mecanismos de apropriabilidade utilizados pelas empresas pesquisadas."

  • "Wikis e as Organizações: Usos e Aplicações"
  • Resumo: Neste ensaio será explorada a tecnologia dos wikis, aplicação Web que permite a qualquer pessoa escrever colaborativamente e editar documentos em tempo real. Pode acrescentar conteúdo sem a necessidade de conhecimentos técnicos informáticos sofisticados, o que tem trazido profundas implicações em vários cenários, nomeadamente nas áreas das corporações e no campo da educação. Ao abordar suas funcionalidades, características, vantagens e desvantagens, este ensaio enumera as principais áreas de utilização das ferramentas wikis, além de expor sobre os cuidados a serem observados quando de sua implantação. Por fim, articulam-se, ainda, os sistemas Wikis com a literatura sobre escrita colaborativa, buscando suas intersecções e apontando lacunas a serem supridas com a realização de pesquisas empíricas na área. Trata-se, portanto, de pesquisa bibliográfica ao estado da arte dessa ferramenta nas organizações.

  • "A Propriedade Intelectual como Elemento da Gestão do Conhecimento: o que Compartilhar?"
  • Resumo: A interação entre os indivíduos para a explicitação de conhecimentos tem sido instigada como uma das formas de compartilhamento de conhecimento para contribuir para o sucesso empresarial. Neste contexto, surge a questão: está claro para os empregados e gerentes o que deve ser compartilhado e o que deve ser protegido para garantir os negócios e evitar litígios? O artigo aborda o processo de adaptação do conjunto de orientações formais (política e norma) às leis (Lei nº 9.610/98 - Direito Autoral, Lei nº 9.609/98 - Programa de Computador e Lei nº 9.279/96 - Propriedade Industrial), como forma de regulamentação da proteção ao conhecimento. Trata-se de estudo, exploratório e descritivo, em uma empresa pública de Tecnologia de Informação e Comunicações (TIC), que considerou, principalmente, as abordagens sugeridas por Krog et al (2001) e King (2002). Os aspectos relevantes estabelecidos foram: princípios da Política de Propriedade Intelectual; estrutura de classificação da Norma; principais modelos de documentos da Norma; tópicos polêmicos. A conclusão aponta para a necessidade de entendimento apropriado em busca do equilíbrio entre a proteção ao conhecimento e o compartilhamento do conhecimento, de modo útil, considerando indivíduos e organizações.
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História da Internet no Brasil e o Futuro da Rede 2008-05-02T14:44:43+00:00 http://wiki.softwarelivre.org/bin/view/Blogs/BlogPostVicenteAguiar20080502144443 img-video01.png Fantástica a iniciativa do Sérgio Amadeu , da Faculdade Casper Líbero, de divulgar na rede um encontro com um dos pioneiros da Internet no Brasil, Demi Getschko. A conversa passou por uma série de temas: a construção da rede no Brasil, as tentativas da indústria de intermediação de impor a lógica hierárquica, os caminhos da privacidade e da segurança, o poder dos fluxos de informação diante dos governos autoritários, as tendências atuais e o futuro da Internet, entre outros.

Além do Demi Getschko, participaram da entrevista o Coordenador de Cultura Geral da Cásper Líbero, Prof. Claudio Arantes, o filósofo e professor da Universidade Complutense de Madri, Javier Bustamante, o pesquisador do CIP, Murilo Machado e o próprio Sérgio Amadeu. Segue então abaixo, os links dos vídeos da entrevista que estão no youtube:

http://br.youtube.com/watch?v=nLjJfhHQ8XI

http://br.youtube.com/watch?v=A4h6O9AkgUQ

http://br.youtube.com/watch?v=1pfrxzyeSCs

http://br.youtube.com/watch?v=AbgEs2VWHl4

http://br.youtube.com/watch?v=RWDVOGStFIo

http://br.youtube.com/watch?v=NWayxnitOlc

http://br.youtube.com/watch?v=Msb1DdvPIH0

http://br.youtube.com/watch?v=Xr9fKaML9k8 ]]> II Encontro de Software Livre de Pernambuco 2008-04-22T17:43:57+00:00 http://wiki.softwarelivre.org/bin/view/Blogs/BlogPostVicenteAguiar20080422174357 II Encontro de Software Livre de Pernambuco

Recife receberá o Segundo encontro de Software Livre de Pernambuco nos dias 23, 24 e 25 de abril de 2008, na Faculdade Maurício de Nassau e será gratuito. A organização estima que cerca de 800 pessoas participem do Encontro e ajudem a difundir o Software Livre (SL) nos âmbitos acadêmicos, empresariais, governamentais e sociais.

Dentro deste evento, tive a honra de ter sido convidado pela organização para participar de um painel sobre Software Livre e Economia Solidária , que acontecerá no auditório às 15h de quinta (24/04/08). A minha porposta por lá será de apresentar o projeto do Fórum Brasileiro de Economia Solidária (FBES) que visa o desenvolvimento da comunidade virtual das redes de Economia Solidária (também conhecido como "Sistema FBES") - que a Colivre está desenvolvendo. Como mencionei aqui num post passado, Este ambiente virtual terá como objetivo potencializar e contribuir para o fortalecimento de cadeias produtivas, redes de pro-consumidoras/es e ambientes de comunicação entre os empreendimentos de economia solidária, organizações de assessoria, gestores públicos e cidadãos comuns de todas as regiões do Brasil.

Infelizmente, como estou cheio de compromissos e atividades pela Colivre, chegarei em Recife na quinta às 8h e retornarei para Salvador no mesmo dia às 23h. Por isto, não terei condições por exemplo de assistir duas palestras que gostaria:

  • a deJorge Pereira (dia 23/04 - quarta - na sala 02, às 17h) que falará sobre o tema "Contribuindo com o GNOME". Esta apresentação abordará os passos para aqueles que desejam colaborar com o projeto GNOME, seja desenvolvendo, com traduções entre outras formas.

  • e a apresentação de Sérgio Amadeu (dia 25/04 - sexta - no auditório, às 15h) sobre "Convergência Digital, Desintermediação e práticas".

Mais informações sobre a programação geral do evento, veja aqui. ]]> Boas novas da Economia Solidária 2008-04-02T19:00:53+00:00 http://wiki.softwarelivre.org/bin/view/Blogs/BlogPostVicenteAguiar20080402190053 Luziânia (GO) a IV Plenária Nacional do Fórum Brasileiro de Economia Solidária (FBES), organizada por todo um movimento nacional que visa a construção de outra economia e outro projeto de desenvolvimento para o país.

logo_mapa_da_caravana.jpg

O evento foi fantástico e o pessoal que contribui na organização está de parabéns! É indescritível a riqueza dos debates e das deliberações que ocorreram nessa Plenária que envolveu representantes de todo Brasil em torno de cinco eixos:

  • Produção, Comercialização e Consumo Solidários;
  • Formação;
  • Finanças solidárias;
  • Marco Legal.

Neste evento, participei como observador das deliberações, mas estive representando a Colivre para ajudar na apresentação do sistema livre Noosfero que nossa Cooperativa está desenvolvendo a partir de uma demanda do Fórum Brasileiro de Economia Solidária (FBES) - e que agora conta também com a parceria de uma ONG suíça chamada Fondation Ynternet.org.

00.selecionar-recorte.png

Para quem ainda não conhece esse Projeto, o Noosfero está sendo desenvolvido pela Colivre, primeiramente, para servir de base tecnológica para o Anheteguá ("Liberdade" em Guarani) - a comunidade virtual das redes de Economia Solidária (também conhecido como "Sistema FBES"). Este ambiente virtual tem o objetivo de potencializar e contribuir para o fortalecimento de cadeias produtivas, redes de pro-consumidoras/es e ambientes de comunicação entre os empreendimentos de economia solidária, organizações de assessoria, gestores públicos e cidadãos comuns de todas as regiões do Brasil.

Como funcionará essa comunidade virtual do movimento da Economia Solidária? Quais são seus objetivos?

1. Uma rede de relacionamentos virtual: cada usuário/a terá uma página própria!

Nesta página, a pessoa pode colocar suas idéias, fotos, mostrar de quais empreendimentos solidários participa, de quais empreendimentos costuma comprar produtos, entre outras coisas.

Cada usuária ou usuário vai poder participar de comunidades virtuais. Estas comunidades podem ser de pessoas de um mesmo bairro, território ou região, ou então comunidades temáticas (por exemplo, comunidade para debater logística solidária, ou a comunidade da formação em ES), ou então comunidades de redes e cadeias (por exemplo, a comunidade do artesanato, ou a comunidade da cadeia do mel, ou a comunidade de trocas de experiência em lojas solidárias, etc....).

As possibilidades serão infinitas de se relacionar, encontrar pessoas do movimento, trocar idéias e articular politicamente!!

2. Um sistema vivo de divulgação e comercialização de produtos e serviços da Economia Solidária: cada empreendimento cadastrado terá uma página para o seu empreendimento, em que pode divulgar os seus produtos/serviços, fotos, preços e formas de comprar.

Além disso, haverá a possibilidade do empreendimento permitir a compra on-line dos produtos, via boleto ou cartão de crédito! O sistema terá um poderoso "farejador da Economia Solidária", onde qualquer um(a) poderá fazer buscas de produtos e serviços da Economia Solidária no sistema.

3. Um instrumento de apoio ao movimento organizado de Economia Solidária: à medida que o movimento vai avançando no país, vão sendo criados e consolidados novas articulações do movimento, sejam articulações territoriais, econômicas ou temáticas.

"Articulações territoriais" são os fóruns e redes estaduais, regionais e locais que fazem parte do FBES: cada um terá a possibilidade de ter uma página própria (que chamamos de RECORTE) para indicar as suas atividades, agenda de eventos, documentos importantes, anúncios de novidades, além de empreendimentos e entidades que estão neste território.

"Articulações econômicas" são redes setoriais ou cadeias que estejam consolidadas no movimento. Cada uma destas cadeias terá a possibilidade de um “RECORTE” com as funcionalidades indicadas acima. Por exemplo, se uma rede de lojas solidárias se consolidar no movimento através da coordenação nacional do FBES, será um novo RECORTE do sistema, e assim por diante.

"Articulações temáticas" são, por exemplo, os GTs do Fórum Brasileiro de Economia Solidária, se existirem. Por exemplo, um RECORTE do GT de Formação, e assim por diante.

Por isto, se você gostou dessa proposta, participe, divulgue e navegue por esta outra economia que a cada dia se fortalece mais! smile ]]> Mensagem Colivriana de fim de ano! 2007-12-22T15:02:39+00:00 http://wiki.softwarelivre.org/bin/view/Blogs/BlogPostVicenteAguiar20071222150239 CartaoNatal.png ]]> Um novo Espaço em Salvador! 2007-12-02T23:36:38+00:00 http://wiki.softwarelivre.org/bin/view/Blogs/BlogPostVicenteAguiar20071202233638

Quem estiver aqui em Salvador na Bahia, não pode deixar de conhecer!

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Além de toda a questão da bioarquitetura, o pessoal utiliza 100% software livre em todo este Espaço!! smile

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