Detalhes e outras pequenas impressões dos primeiros dias (parte 2)
A acomodação no moradia foi agradável e ocorreu sem maiores problemas. Moro em um apartamento grande no bairro («freguesia») de Benfica: Avenida do Uruguai (uma coincidência com a Rua Direta do Uruguai, local onde morei em Salvador antes de ir para Fpolis), 51, 6º Frente, 1500-611. Trata-se de um endereço («morada») em avenida principal, portanto bastante movimentado, perto de um shopping (Colombo, falo do mesmo depois noutra nota quando tiver maior familiaridade com o local), de um supermercado (Pingo Doce) e de vários pequenos pontos comerciais, sobretudo cafeterias («cafetarias») e restaurantes.
O posto de saúde de Benfica também é próximo, o ponto de ônibus («parada», creio) idem, a estação de metrô (o
Metropolitano de Lisboa ou, simplesmente, «metro») ibidem. Há um terminal de ônibus maior perto também, bem em frente ao Colombo. O estádio do Benfica, um dos principais clubes de futebol português (creio que possui o maior número de títulos nacionais inclusive), ao lado do Sporting Lisboa e Porto, fica bem próximo também de casa. O Colombo, a estação de ônibus e o estádio do Benfica ficam na (ou próximo da) Avenida Lusíada. O recorte de mapa abaixo (extraído do
Google Maps exibe fielmente a localidade que acabo de descrever em suma (notem a letra «M» dentro de um pequeno quadrado em azul. Significa «estação do metrô». Notem também a seta verde, a rua onde moro):
Veja
aqui também o mesmo mapa, só que em versão de satélite com algumas informações de ruas.
Para chegar à UL, posso ir de autocarro ou metro. Em suma, o metro constitui-se em 4 linhas básicas (rosa, azul, verde e amarela), distribuídas dentro de um espaço delimitado da cidade lisboeta (não sei quais são essas zonas, preciso aprofundar-me no assunto ainda. De qualquer maneira, os leitores podem achar mais informações no sítio do metro referenciado anteriormente). Por enquanto, só sei andar de metrô, embora já tenha pegado um autocarro com Miguel e Alysson (o 750) para voltar da UL para casa um dia. Para ir de metro, pego a linha azul (sentido Baixa Chiado) na estação Colégio Militar/Luz, passo por uma seqüência de estações até a Marquês de Lisboa. Nesta estação, vou para a linha amarela (sentido Odivelas) e dirijo-me para a estação Cidade Universitária.
O metro é um transporte eficiente, barato, rápido, confortável (em geral) e ventilado, ainda que no subsolo (ao menos, no caminho que utilizo diariamente). Não há o que reclamar. É comum encontrar pessoas de toda sorte pegando um metro: portugueses, estrangeiros de origem lusa (africanos em boa parte das vezes e, mais raramente, a menos que abram a boca, brasileiros) e outros estrangeiros, não-lusos, (já ouvi alemães, japoneses e franceses). O mecanismos de controle de pagamento do metro decorre por meio de catracas eletrônicas: passa-se um bilhete (comprado nas máquinas de bilhete presente na entrada de qualquer estação, não sei se são vendidas noutro lugar) ou um cartão do metro, que pode ser feito por estudantes, cidadãos, idosos e pensionistas ao preço (penso que isento para as duas últimas categorias de indivíduos citadas) de 7 ¤ e carregado mensalmente por 20 ¤, em um artefato de leitura e, em caso de sinal positivo, abrem-se duas pequenas porteiras de vidro, que permitem a passagem do sujeito. Aliás, isto é fabuloso: paga-se, excetuando-se a taxa de inscrição de 7 ¤ obviamente, 27 ¤ por mês para pegar quantos autocarros e metros quiser! Isto mesmo, 27 ¤ mensais!
Como dizia, o controle de entrada e saída do metro dá-se por catracas. Ocorre que alguns, desonestos e espertinhos, aproveitam-se da lentidão do fechamento das porteiras para «pular a catraca». É soda, cá ou allhures (como se expressam os portugueses), sempre há gente querendo passar por cima das regras...
Nas estações de metro, algumas, as maiores, equipadas com escadas rolantes ou vias rolantes (para os mais apressados), há maquininhas de lanches, lojas de cafezinho, casas de bingo e pequenas livrarias (na Marquês de Pombal, bem no entrocamento com a linha amarela). Para relaxar,
datashows que exibem vídeos projetados nas paredes internas das estações enquanto se aguarda, normalmente, durante poucos minutos, menos de 5, pelo metrô («comboio»).
Fico imaginando se, em Salvador, o tal projeto do metrô saísse ou se, em outras cidades populosas -- bem como metrópoles, capitais, etc. --, existissem transportes do mesmo tipo, certamente o conceito de transporte coletivo seria bem mais significativo. Talvez, e não me custa projetar isto, o número de veículos automotivos a rodar pelas ruas seria bem menor de igual forma.
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WagnerSaback - 21 Oct 2007