Meu Pai

Velha Guarda Átila "Preto Velho"

Paieumae2005.JPG Eu, meu pai e minha mãe

Uma homenagem ao meu pai (Alcides)... que muito nos ensinou e que, pela primeira vez, nao passa seu aniversário conosco. Também a minha sobrinha Letícia que nasceu no cinquentenário do Pai e também por isso é muito especial pra mim. Mesmo nao sendo adepto, respeito a tradiçao afro-brasileira, e aqui de "além-mar" minha sintonia está com vocês na terra Brasil. Reciclei a mensagem enviada por Tânia (que nao conheço pessoalmente) da minha lista de poesias da Internet.

Marcelo

Hoje a umbanda festeja os pretos velhos eles representam a força, a resignação, a sabedoria, o amor e a caridade. São um ponto de referência para todos aqueles que necessitam: curam, ensinam, educam pessoas e espíritos sem luz.

Nos terreiros dizem "que quem caminha com preto velho nunca fica no caminho"

Aproveitem essa energia (Tania)

"Zumbi, comandante guerreiro...

Guerreiro mor, capitão.

Da capitania da minha cabeça...

Levai alforria ao meu coração..."

(Gilberto Gil)

Velha Guarda

Átila "Preto Velho"

Preto Velho é compositor de sambas enredos

Velha Guarda...

Traz nos cabelos grisalhos

O peso dos anos e a filosofia

De quem conhece, da vida, os atalhos

Da experiência e da sabedoria

Eternos guardiões de nossa cultura

Fiéis depositários dos tempos já idos

Faróis clareando a noite escura

Iluminam os caminhos já percorridos.

Velha Guarda...

O sorriso faceiro da tia baiana

A saia rendada girando, girando...

Os passos miúdos. Energia que emana

E um cantar ritmado no ar ecoando

As palmas marcando o tempo e o compasso

Na dança do Jongo e do Cateretê

E tudo parece parado no espaço.

É a vida que volta. No olhar, o prazer.

Um samba de enredo cantado com ardor

Lembrando Mãe-África.

Bonito.

Vibrante

Caxambu é a malícia,o segredo e o amor

Da mulata sestrosa pelo negro elegante.

Velha Guarda....

O passado transmite ao tempo presente

A força latente da nossa tradição

É tronco. É raiz. É folha. É semente

É o fruto mais doce. É flor em botão.

É o amigo fiel que a gente escolhe

Compromisso divino com a pura verdade

É a sombra mais fresca que ampara e acolhe

É ternura.

É beleza.

É dignidade.

Esta poesia foi escrita há algum tempo, nascida quando o autor assistiu um show da antiga Velha Guarda Musical do Salgueiro, que reunia, entre outros, Caboclinha, Mocinha, Tia Zezé, Tia Nenem, Tio Geraldo, Zé Di, etc...(Tia Zezé e Tio Geraldo já compareceram ao Criador para o merecido descanso), no Calouste Gulbenkian, espaço Gonzaguinha. Ao vê-los no Cateretê, dançar o miudinho, nos meneios do Jongo sentiu uma emoção muito forte e se deu conta que ali estavam as raízes da nossa cultura carnavalesca.

Veja mais sobre a festa do "preto velho" no Rio de Janeiro Festa no Quilombo São José http://www.samba-choro.com.br/noticias/15009

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